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21 de Fevereiro de 2017

Guia e condutora dos filhos de Deus

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Guia e condutora dos filhos de Deus

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05/09/2015 20:29 - Atualizado em 05/09/2015 20:30
Por: Priscila Xavier (priscila@testemunhodefe.com.br)

Guia e condutora dos filhos de Deus 0

Guia e condutora dos filhos de Deus / Arqrio

A Paróquia Nossa Senhora da Guia, no Lins de Vasconcelos, celebrará a festa da padroeira no dia 13 de setembro. Logo no início da manhã, às 9h, acontecerá a procissão pelas ruas do bairro, concluindo com missa solene presidida pelo pároco, padre José Lutz.

A padroeira não possui data oficial para a festa. Por esse motivo, a paróquia escolheu desde o início o dia 8 de setembro, data em que a Igreja celebra a festa da Natividade de Nossa Senhora, para dar início às comemorações. No primeiro dia, haverá missa às 19h, seguida do Terço dos Homens. Durante toda a semana haverá adorações, terços, orações e missas.

No domingo, dia 13 de setembro, haverá missa solene, às 9h. Em seguida, a comunidade paroquial realizará um almoço de confraternização. A novidade deste ano será o primeiro concurso de lasanhas.

“Celebramos, especialmente, a maneira como Maria guia a vida da comunidade. Em uma sociedade marcada por conflitos, ela nos conduz e intercede por cada um de nós, para promover a paz e a reconciliação”, afirmou o pároco.

A palavra devoção vem do latim devotio, que seria o ato de dedicar, sacrificar. Essa demonstração de amor e respeito é transmitida pela Igreja desde os tempos mais antigos. Pode-se colocar como primeiro exemplo a Virgem Maria, que dedicou totalmente sua vida ao menino Jesus e a Deus, tornando-se uma coluna que sustenta a Igreja diante das grandes tribulações. A devoção a Maria Santíssima jamais afasta o filho do Pai, muito pelo contrário, ela intercede, se torna como ponte que liga cada cristão ao coração sublime de Deus.

“A devoção popular é muito importante para evangelizar, manter e preservar a cultura e a fé católica, que por vezes se perde. A chegada da imagem de Nossa Senhora desde a fundação do bairro animou o trabalho pastoral. Então, ela esteve presente em todo o processo de transformação no Lins de Vasconcelos. A devoção acompanha o crescimento, a formação, a consolidação na comunidade”, ressaltou padre Jorge.

Protetora do povo de Deus

A devoção é pouco conhecida. Ela teve início no século 15, quando pescadores da Aldeia Vila do Conde, em Portugal, teriam se perdido em alto mar durante uma tempestade. Os homens pediram ajuda a Santa Maria para que voltassem seguros ao porto. Assim, surgiu no céu uma estrela cintilante. Os marujos seguiram a direção do astro e chegaram salvos em terra firme. Dessa forma surgiu o culto a Nossa Senhora da Guia, cuja imagem representa o amor de uma mãe que acolhe aos seus filhos, sustentando no braço esquerdo o menino Jesus, protetora do povo de Deus, e na mão direita carrega uma estrela, símbolo, a qual ela é invocada como guia e condutora dos filhos de Deus.

A chegada da devoção ao Rio de Janeiro se deu por volta de 1800 quando, mais uma vez por conta de uma tempestade, a tripulação portuguesa desembarcou no porto carioca e aportou na cidade uma linda imagem de Nossa Senhora da Guia, esculpida em madeira de lei e que tinha como destino o Estado da Bahia. Percebendo o milagre, já que os marujos foram totalmente desviados da rota, decidiram que a imagem ficaria no Rio. Inicialmente, ela ficou guardada na Igreja São Francisco Xavier, no Engenho Velho, e depois foi levada pelos devotos à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Novo.

Em 1898, já era grande a devoção, tanto que foi criada a Irmandade de Nossa Senhora da Guia, que tinha como objetivo arrecadar fundos para a construção na capela ao final da recém aberta Rua Lins de Vasconcelos, na parte mais alta do terreno, como de costume da época. O templo atual ainda continua no mesmo lugar da fundação. Em pouco tempo, a imagem de madeira foi trasladada para a capela em sua honra, onde ela se encontra até hoje no nicho que se vê no altar da igreja. Em seis anos, por ordem do arcebispo, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, a pequena capela foi elevada à condição de paróquia.

A igreja dedicada à padroeira do bairro Lins passou por reformas no ano de 1963 para a construção de um templo maior, porém, na parte inferior, local onde as celebrações acontecem até os dias atuais.

A igreja que ficava no alto do morro transformou-se na residência dos membros do Sodalício de Vida Cristã, uma sociedade de vida apostólica, de direito pontifício, nascida do Peru, que hoje se encarrega da administração da paróquia. Em 16 de fevereiro de 1986, a convite do Cardeal Eugenio de Araujo Sales, a paróquia foi confiada aos sodálites, sendo o primeiro e atual pároco, o padre Jorge Lutz.

Foto: Carlos Moioli

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