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17 de Novembro de 2018

Veja como foi o terceiro dia da 51ª AG

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12/04/2013 18:52 - Atualizado em 12/04/2013 18:54
Por: Da Redação, com CNBB

Veja como foi o terceiro dia da 51ª AG 0

Veja como foi o terceiro dia da 51ª AG / Arqrio

Nesta sexta-feira, 12 de abril, a terceira coletiva de imprensa da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tratou de questões agrárias e dos bispos eméritos.

Para as exposições foram convidados os bispo dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo Palmas (TO) e dom Enemesio Angelo Lazzaris, bispo de Balsas (MA).

Na manhã deste terceiro dia do encontro foi lançado ao plenário da 51ª Assembleia Geral dos Bispos um texto a ser discutido a fim de se tornar um Documento Azul da CNBB.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) agradeceu aos jornalistas pela cobertura do encontro e afirmou que nesta sexta-feira os bispos tiveram um encontro com o Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello.

— Foi um encontro bastante agradável e importantes para todos nós. Gostaria de destacar o importante papel a nunciatura, que merece destaque na elaboração do acordo Brasil Santa Sé, afirmou dom Geraldo.

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo Palmas (TO) afirmou que no Brasil existem atualmente 160 bispos eméritos e destacou a importante colaboração de cada um deles para a Igreja no Brasil.

— Para valorizar ainda mais o trabalho e a vida dos bispos eméritos foi criada uma comissão especial e hoje celebramos uma missa em Ação de Graças.

Dom Enemesio Angelo Lazzaris, bispo de Balsas (MA) e presidente da Comissão Pastoral para Terra (CPT) chamou a atenção para as questões da reforma agrária.

Hoje foi lançado ao plenário da 51ª Assembleia Geral dos Bispos o texto das questões agrárias para se tornar um Documento Azul da CNBB.

Dom Enemesio destacou que este documento é uma continuação dos documentos já lançados pela CNBB.

— É uma atualização de um trabalho da Igreja, de 1980, intitulado “Igreja e os problemas da terra”. Atualmente existe também o Documento 99 de Estudos da CNBB, que trata da “Igreja e questões agrárias no início do século XXI”, aprovado no ano de 2010.

O bispo de Palmas afirmou que a Igreja sempre esteve presente na luta a respeito das questões agrárias, nas lutas em favor da agricultura familiar, dos oprimidos, seja no campo, no trabalho escravo, com indígenas ou quilombolas, ressaltou.

Ex-presidente da CNBB ressalta a relação positiva do Brasil com a Santa Sé

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), destacou durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira, 12 de abril, o relacionamento sólido que vem ocorrendo entre o Brasil e a Santa Sé (Roma). Essa mediação tem sido eficaz com a colaboração da Nunciatura Apostólica presente no País desde 1829. O arcebispo lembrou que na 51ª Assembleia Geral, os bispos estão tendo a oportunidade de estreitar as relações para uma comunhão eclesial com o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D´Aniello. Este é primeiro contato do Núncio com todo o episcopado brasileiro, já que a chegada de dom Giovanni ocorreu no ano passado no período da Assembleia Geral.

— Hoje tivemos um encontro com o núncio apostólico. Ele tem um duplo papel, sendo o representante do Papa junto a Santa Sé e a Igreja no Brasil e, como embaixador no país. Foi um momento muito agradável com o núncio apostólico, destacou o arcebispo.

Na ocasião, dom Geraldo sublinhou o aspecto de colaboração entre a CNBB e a Nunciatura Apostólica, que tem sede em Brasília.

— Ela torna-se intermediaria entre as questões da CNBB e Santa Sé e com o Governo Brasileiro.

Segundo dom Geraldo não existem privilégios, mas uma organização do Governo com a Igreja Católica. O arcebispo lembrou, ainda, que o acordo não traz elementos novos, mas uma sistematização entre a relação do Estado Brasileiro com a Igreja Católica. Não sendo, este, um privilégio do catolicismo; mas qualquer religião pode se organizar e estabelecer seus relacionamentos com o país.

Na oportunidade do contato com a imprensa, dom Geraldo Lyrio Rocha agradeceu o trabalho dos veículos de comunicação que realizam a cobertura da Assembleia Geral. 

— Queremos parabenizá-los pelo belo trabalho que vocês jornalistas vêm desempenhando com suas equipes.

Dom Pedro Brito: “Por trás de uma pessoa de mais idade tem um poço de sabedoria”

Ainda nesta sexta-feira, dia 12 de abril, durante a Coletiva de Imprensa do terceiro dia da 51ª AG, um temas abordados foi sobre os bispos eméritos, aqueles que têm mais de 75 anos e renunciaram ao governo da diocese, como prevê o Código de Direito Canônico. Outro assunto que entrou na pauta da coletiva tratou sobre os desafios da revitalização das paróquias – uma vez que o tema desta AG é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da Conferência Nacional dos Bispos da Brasil (CNBB), e arcebispo de Palmas, no Tocantins, dom Pedro Brito Guimarães falou aos jornalistas sobre a importância dos idosos, em especial, dos bispos eméritos.

— Por trás de uma pessoa de mais idade tem um poço de sabedoria, uma cultura. Um saber que é importante a gente valorizar, disse o arcebispo de Palmas.

Na igreja no Brasil existem 299 bispos na ativa, e 160 bispos eméritos. Para as Assembleias Gerais (AG) da CNBB, todos os bispos da ativa são convocados, no entanto os eméritos podem optar por ir, ou não, ao evento.

 

Durante, as sessões no plenário da AG, os bispos com mais de 75 anos presentes, não são votantes, todavia, “participam com sua voz, eles podem opinar”, como mencionou dom Pedro.

— A cultura ocidental não valoriza os idosos, como outras culturas valorizam, afirmou o arcebispo.

Perguntado por uma jornalista sobre quais seriam os desafios que as pastorais vocacionais têm a frente da revitalização das paróquias do Brasil dom Pedro respondeu que “a Pastoral Vocacional sofre como qualquer outra pastoral, neste contexto de mudança de época”.

Para o bispo, as novas gerações não visualizam a importância do aspecto da religião em suas vidas.

— O modelo de vida, o conceito de vida, felicidade e prosperidade, também mudou. As crianças já nascem dentro de um sistema de vida que, às vezes, não deixa espaço para o aspecto religioso.

O presidente da comissão ainda mencionou que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é uma oportunidade para chamar os jovens à vocação religiosa.

— Nós vamos aproveitar essa mobilização da juventude para dar uma dimensão vocacional, o que não significa apenas ser padre ou era freira, o conceito de vocação é muito maior e mais abrangente, declarou dom Pedro Brito.

* Fotos: CNBB

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