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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/05/2019

20 de Maio de 2019

Papa no Coliseu: cristãos assassinados com o nosso silêncio

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Papa no Coliseu: cristãos assassinados com o nosso silêncio

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03/04/2015 00:00 - Atualizado em 05/04/2015 01:34
Por: Rádio Vaticano

Papa no Coliseu: cristãos assassinados com o nosso silêncio 0

Nesta Sexta-feira Santa, 3 de abril, o Papa Francisco presidiu a tradicional Via-Sacra no Coliseu romano, com a participação de milhares de fiéis.

Ao final da 14ª estação, o Papa leu a seguinte oração:   

“Ó Cristo crucificado e vitorioso, a tua via-sacra é a síntese de tua vida, é o ícone de tua obediência à vontade do Pai, a realização do teu infinito amor por nós pecadores, a prova de tua missão e o cumprimento definitivo da revelação e da história da salvação. O peso da tua cruz nos liberta de todos os nossos fardos. Na tua obediência à vontade do Pai, nós nos damos conta da nossa rebelião e desobediência. Em ti vendido, traído e crucificado pela tua gente, nós vemos nossas cotidianas traições e infidelidades. Na tua inocência, vemos a nossa culpa; no teu rosto esbofeteado, cuspido e desfigurado, vemos a brutalidade dos nossos pecados. Na crueldade da tua paixão, vemos a crueldade do nosso coração e das nossas ações. No teu sentir-te abandonado, vemos todos os abandonados pelos familiares, pela sociedade, pela atenção e pela solidariedade. No teu corpo sacrificado e dilacerado vemos os corpos dos nossos irmãos abandonados nas ruas, desfigurados pela nossa negligência e indiferença. Na tua sede, Senhor, vemos a sede do teu Pai misericordioso que em ti quis abraçar, perdoar e salvar toda a humanidade. Em ti, divino Amor, vemos ainda hoje os nossos irmãos perseguidos, decapitados e crucificados pela sua fé em ti, sob nossos olhos ou com frequência com nosso silêncio cúmplice. Imprime em nosso coração sentimentos de fé, esperança, caridade, de dor pelos nossos pecados e leva-nos a nos arrepender pelos nossos pecados que te crucificaram. Leva-nos a transformar a nossa conversão feita de palavras em conversão de vida e de obras. Leva-nos a manter em nós uma recordação viva do teu rosto desfigurado para não esquecermos nunca o grande preço que tu pagaste para nos libertar. Jesus Crucificado, reaviva em nós a fé , que ela não ceda diante das tentações. Reaviva em nós a esperança, para que não se perca seguindo as seduções do mundo; guarda em nós a caridade, que não se deixe enganar pela corrupção e a mundanidade. Ensina-nos que a Cruz é o caminho para Ressurreição. Ensina-nos que a Santa-feira Santa é a estrada para a Páscoa de luz. Ensina-nos que Deus jamais esquece nenhum de seus filhos e jamais se cansa de nos perdoar e de abraçar com a sua infinita misericórdia. E ensina-nos a não nos cansar de pedir perdão e de acreditar na misericórdia sem limites do Pai.”

Depois da benção final, Francisco acrescentou uma saudação: “Voltemos a nossas casas com a lembrança de Jesus, de sua paixão, do seu grande amor, e também com a esperança da sua jubilosa ressurreição".

Este ano, as meditações foram confiadas ao Bispo emérito de Novara, Dom Renato Corti. O texto que acompanhou as 14 estações foi publicado também em português.

Os temas foram os dramas familiares do mundo de hoje, a presença feminina na Igreja e a “tristeza no abisso” de tantas almas feridas pela solidão, o abandono, a indiferença, as doenças, a morte de um ente querido; o risco de ser “cristãos mornos”, dramas coletivos como o tráfico de seres humanos, a condição das crianças-soldado, o trabalho em regime de escravidão, os jovens roubados de si mesmos, feridos em sua intimidade e barbaramente profanados com abusos sexuais; a pena de morte ainda praticada em muitos países, e toda forma de tortura e opressão violenta de inocentes. 

Dom Corti enriqueceu as meditações utilizando textos do Papa Paulo VI, do Cardeal Carlo Maria Martini e do Ministro paquistanês Shahbaz Bhatti, assassinado em 2011.

Dois brasileiros estavam entre as pessoas que carregaram a cruz de Jesus durante a Via-Sacra: os irmãos Rafaela e Vitor, adotados no Brasil por um casal de italianos, participaram da cerimônia ao lado dos pais na terceira estação. Além deles, também levaram a cruz duas religiosas iraquianas e pessoas provenientes de Síria, Nigéria, Egito e China, entre outras.

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