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18 de Julho de 2019

Biblioteca Vaticana, uma ponte cultural com a China

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18 de Julho de 2019

Biblioteca Vaticana, uma ponte cultural com a China

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22/01/2015 16:21 - Atualizado em 22/01/2015 16:21
Por: Rádio Vaticano

Biblioteca Vaticana, uma ponte cultural com a China 0

Biblioteca Vaticana, uma ponte cultural com a China / Arqrio

O diálogo entre Santa Sé e China passa também pela cultura. Neste sentido, serão apresentados na quinta-feira (22/01), na Biblioteca Casanatense, em Roma, os primeiros 44 volumes da “Coleção das obras históricas e literárias chinesas da época Ming (1368 – 1644) e Quing (1644 - 1911) existentes na Biblioteca Vaticana”. O projeto nasceu graças à colaboração entre a Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim e a Biblioteca Vaticana, com o auxílio da Universidade La Sapienza e Instituto Confúcio, de Roma.

Após as primeiras tratativas em 2008, teve início a digitalização dos volumes escolhidos, após minuciosa pesquisa. A Editora chinesa ‘Elephant Press’ assumiu a impressão dos 44 volumes, com 170 títulos. Padre Cesare Pasini, prefeito da Biblioteca Vaticana,  comentou sobre as publicações.

“Inicialmente consistiu em pesquisar os volumes adequados, pois a Biblioteca Vaticana tem 3 mil obras impressas ou manuscritas provenientes da China. Assim, era necessário escolher aquelas úteis aos projeto, sobretudo os volumes que não contemplavam cópias na China ou cópias melhores em outras partes do mundo, volumes, isto é, que sendo únicos, necessitariam ser reproduzidos para poder serem estudados também na retomada que agora se faz em relação a toda a história da China”.

O fato de que na Biblioteca Vaticana existam assim tantas obras que dizem respeito à cultura chinesa é uma prova de abertura universal, que esta instituição teve desde a sua fundação em 1400? 

“Sim, esta abertura que começou obviamente com o latim e o grego e depois chegou ao hebraico e a outras línguas, e já em 1.500 se abria também ao chinês. Pensemos, entre outro, a todos os missionários – Ricci e tantos, tantos outros – que viajando pela China, pegavam obras ou traduziam obras literárias ou científicas da China, e por sua vez, produziam em língua chinesa as catequeses, mas também informações que levavam à China de todas as conquistas ocidentais. São obras que mostram este diálogo, este conhecimento mútuo”.

Entre os livros de proveniência chinesa, estão os de maior interesse. Os mais estudados são justamente obras dos missionários: jesuítas, franciscanos, dominicanos ?

“Exato. Pense que tenho diante de mim a reprodução de uma folha de um volume impresso em 1674 por um jesuíta, Ferdinand Verbiest, e se vê nesta página dupla a imagem do teto do Observatório Imperial de Pequim, pois foi montado justamente por este jesuíta e após, foi feita uma representação dele para mostrar os instrumentos astronômicos”.

Os volumes publicados na China e na Europa foram um instrumento essencial para a comunicação entre Oriente e Ocidente naquela época?

“Sim, certo, e justamente por um conhecimento recíproco em diversos níveis: teológico, filosófico, mas também científico e de conhecimento literário. Portanto, é um diálogo entre as culturas, entre os povos. No geral, os missionários são capazes disto, do qual nasce todo este aspecto positivo de conhecimento que constroi bons caminhos”.

O trabalho de digitalização de grande parte do material da Biblioteca Vaticana com sua posterior publicação em papel – o que compreenderá ao final quatro volumes com 700 títulos – é de qualquer modo, a continuação desta comunicação entre Oriente e Ocidente ?

“Certo, a modalidade com que se fazem estes contatos evolui, muda com os séculos e com os instrumentos que temos, mas o espírito é ainda este. Seguidamente me vem de dizer que a cultura conhece os caminhos do diálogo e nela ainda estamos fazendo este entendimento recíproco para ajudar a conhecer melhor”. 

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