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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/11/2019

17 de Novembro de 2019

"Quando a Igreja acredita que pode tomar conta das consciências das pessoas, a Igreja é estéril"

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17 de Novembro de 2019

"Quando a Igreja acredita que pode tomar conta das consciências das pessoas, a Igreja é estéril"

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19/12/2014 16:34 - Atualizado em 19/12/2014 16:35
Por: Zenit

"Quando a Igreja acredita que pode tomar conta das consciências das pessoas, a Igreja é estéril" 0

Na sua última missa matutina do ano, o Papa disse que a Igreja deve ser mãe e não empresária. 

As leituras do dia (Jz 13,2-7.24-25; Lc 1,5-25), destacou o Papa, falam de dois dramas ligados à esterilidade, vencidos com o nascimento de Sansão e de João o Batista.

“Da esterilidade, o Senhor é capaz de recomeçar uma nova descendência, uma nova vida. E é esta a mensagem de hoje. Quando a humanidade acaba, não pode prosseguir, chega a graça e chega o Filho, trazendo a Salvação. E aquela Criação ‘esgotada’ deixa lugar à nova criação…” 

“Nós esperamos Aquele que é capaz de recriar todas as coisas, de fazer novas todas as coisas. Aguardamos a novidade de Deus”. Isto é Natal! “A novidade de Deus que refaz, de modo maravilhoso, todas as coisas”. Francisco ressaltou que seja a esposa de Manoá, mãe de Sansão, como Isabel, tiveram filhos graças à ação do Espírito do Senhor.

Qual seria então a mensagem destas leituras? – questionou o Papa.  “Abramo-nos ao Espírito de Deus – respondeu. Nós, sozinhos, não conseguimos; é ele que pode fazê-lo”: 

“Isso me faz pensar também na nossa mãe Igreja; nas muitas esterilidades que a nossa mãe Igreja tem: quando, pelo peso da esperança nos Mandamentos, aquele pelagianismo que todos nós trazemos nos ossos, se torna estéril. Acredita ser capaz de parir… não, não pode! A Igreja é mãe, e se torna mãe somente quando se abre à novidade de Deus, à força do Espírito. Quando diz a si mesma: ‘Eu faço tudo, mas acabei, não vou mais fazer‘, vem o Espírito”.

Esta constatação levou o Papa a uma reflexão sobre as esterilidades na Igreja e a abertura à fecundidade na fé:

“E também hoje é um dia para rezar pela nossa mãe Igreja, por tantas esterilidades no povo de Deus. Esterilidade de egoísmos, de poder…. Quando a Igreja acredita que pode tudo, que pode tomar conta das consciências das pessoas, de percorrer o caminho dos fariseus, dos saduceus, o caminho da hipocrisia, eh, a Igreja é estéril. Rezar. Que este Natal faça a nossa Igreja aberta ao dom de Deus, que se deixe surpreender pelo Espírito Santo e seja uma Igreja que faça filhos, uma Igreja mãe. Mãe. Muitas vezes eu penso que a Igreja em alguns lugares é mais empresária do que mãe”

“Olhando para esta história de esterilidade do povo de Deus e tantas histórias na História da Igreja que fazem a Igreja estéril – concluiu o Papa – peçamos ao Senhor, hoje, olhando para o Presépio”, a graça “da fecundidade da Igreja. Que antes de tudo, a Igreja seja mãe, como Maria”.

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