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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/07/2019

23 de Julho de 2019

"O Reino de Deus cresce em silêncio, não 'quer se mostrar"

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23 de Julho de 2019

"O Reino de Deus cresce em silêncio, não 'quer se mostrar"

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13/11/2014 15:40 - Atualizado em 13/11/2014 16:48
Por: Rádio Vaticano

"O Reino de Deus cresce em silêncio, não 'quer se mostrar" 0

O Reino de Deus cresce a cada dia graças a quem o testemunha sem fazer “barulho”, rezando e vivendo com fé os seus compromissos na família, no trabalho e na comunidade. Foi o que destacou o Papa Francisco na homilia desta manhã, celebrada na capela da Casa Santa Marta.

O Reino de Deus se encontra no silêncio, “talvez numa casa onde se chega ao final do mês somente com cinquenta centavos”, mas mesmo assim não se deixa de rezar e de cuidar dos próprios filhos e dos avós. Longe do clamor, porque o Reino de Deus “não chama atenção”, exatamente como acontece com a semente que cresce debaixo da terra. O Papa se deixa guiar na sua homilia pelas palavras lidas no trecho do Evangelho de Lucas, onde à pergunta dos fariseus “Quando chegará o Reino de Deus?”, Jesus responde: “não virá num dia em que lhes dirão: ‘Ei-lo ali’ ou: ‘Ei-lo aqui’; pois eis que ele está no meio de vós”. “O Reino de Deus – afirmou o Papa – não é espetáculo. O espetáculo muitas vezes é a caricatura do Reino”:

“O espetáculo! Nunca o Senhor diz que o Reino de Deus é um espetáculo. É uma festa, mas é diferente. É festa, é bela, é uma grande festa, e o Céu é uma festa, mas não um espetáculo. A nossa fraqueza humana, no entanto, prefere o espetáculo”.

Muitas vezes, prosseguiu o Papa, o espetáculo é uma celebração – por exemplo um casamento – no qual as pessoas, ao invés de receber um Sacramento “vão para fazer uma exibição de moda, para se mostrar... por vaidade”. Ao contrário, “o Reino de Deus é silencioso, cresce dentro”. Em seguida, Francisco citou as palavras de Jesus: “também para o Reino chegará o momento de manifestar a força, mas será somente no final dos tempos”.

“O dia em que fará barulho, o fará como um relâmpago que atravessa os céus. Assim fará o Filho do homem no seu dia, no dia em que fará barulho. E quando se pensa na perseverança de tantos cristãos – homens e mulheres – que levam adiante a família, que cuidam dos filhos, que cuidam dos avós, que chegam ao fim do mês com meio euro no bolso mas rezam, ali está o Reino de Deus; escondido na santidade da vida cotidiana, na santidade de todos os dias, porque o Reino de Deus não está longe de nós, está perto! Esta é uma das suas características: proximidade, todos os dias”.

Também quando descreve o seu retorno numa manifestação de glória e de poder, Jesus – insistiu o Papa – acrescentou que “antes é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração”. Isto quer dizer, notou o Papa, que “o sofrimento, a cruz, a cruz cotidiana da vida – a cruz do trabalho, da família, de fazer bem as coisas – esta pequena cruz cotidiana é parte do Reino de Deus”. E encerrou: peçamos ao Senhor a graça de “zelar pelo Reino de Deus que está dentro de nós com a oração, a adoração e o serviço da caridade, silenciosamente”.

“O Reino de Deus é humilde, como a semente: humilde; mas cresce, eh? Pela força do Espírito Santo. A nós cabe deixá-lo crescer em nós, sem nos vangloriar; deixar que o Espírito venha, nos transforme a alma e nos leve avante no silêncio, na paz, na serenidade, na proximidade a Deus, aos outros, na adoração a Deus, sem espetáculos”

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