Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 26/05/2019

26 de Maio de 2019

A tentação do poder ameaça o espírito de serviço cristão

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

26 de Maio de 2019

A tentação do poder ameaça o espírito de serviço cristão

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/11/2014 00:00 - Atualizado em 12/11/2014 09:01

A tentação do poder ameaça o espírito de serviço cristão 0

Durante a missa em Santa Marta, Francisco advertiu contra a preguiça, a comodidade e o egoísmo que tornam a vida "triste" e "sem fecundidade". Como nos recorda o Evangelho de Lc 17,7-10, o cristão é um "servo inútil", ou seja, alguém que serve sem esperar nada em troca, nenhuma recompensa de prestígio ou de poder.

Na homilia desta manhã na Casa Santa Marta, o Papa ressaltou que, para Jesus, "o serviço é total". Ele se apresenta como o servo, aquele que veio para servir e não para ser servido: diz isso claramente. Assim, o Senhor mostra aos apóstolos o caminho daqueles que receberam a fé, aquela fé que realiza milagres. Sim, esta fé fará milagres no caminho do serviço", disse o Papa.

Se um cristão não leva adiante o dom da fé no Batismo com espírito de serviço, "torna-se um cristão sem força, sem fecundidade", que termina servindo a si mesmo e levando uma "vida triste", esquecendo "as coisas grandes do Senhor”. O Papa insistiu que é impossível servir a dois patrões: “ou a Deus, ou as riquezas”.

O que nos afasta do espírito de serviço? Primeiro, a preguiça, que nos leva à comodidade e ao egoísmo. Muitos cristãos apenas vão à missa, mas, como mencionado pelo Santo Padre, o espírito de serviço se realiza de muitas maneiras: no "serviço a Deus na adoração, na oração, no louvor, no serviço ao próximo". Jesus entende isso como "serviço até o fim" e "gratuito", daí a expressão: "servos inúteis".

No entanto, é possível perder o espírito de serviço de outras maneiras: muitas vezes os discípulos "tomavam posse do tempo do Senhor, tomavam posse do poder do Senhor: eles o queriam para o seu grupinho" e "afastavam as pessoas para que não perturbassem Jesus”, mas, na verdade, era para ser mais "confortável" para eles. Tomavam posse desta atitude de serviço, “transformando-a em uma estrutura de poder”.

Emblemática, nesse sentido, é a discussão entre os discípulos, quando perguntam quem era o melhor entre eles (cfr. Mc 09:34). Ou a atitude da mãe que "vai pedir ao Senhor que um de seus filhos seja o primeiro-ministro e outro ministro da economia, com todo o poder em suas mãos".

É, portanto, uma "tentação" recorrente na história dos cristãos de todos os tempos; querer se tornar "patrões da fé, patrões do Reino, patrões da Salvação", quando, ao invés, o Senhor nos pede um "serviço na humildade", um "serviço na esperança": esta é a verdadeira "alegria do serviço cristão."

Existe uma cadeia de tentações que afasta o homem do espírito de serviço: "a preguiça leva à comodidade", enquanto "o ter o controle da situação", que transforma o servo em patrão, leva "à soberba, ao orgulho, a tratar mal as pessoas, a se sentir importante"; a achar que tem a salvação nas próprias mãos.

"Que o Senhor nos dê duas grandes graças: a humildade no serviço, a fim de sermos capazes de dizer: 'Somos servos inúteis - mas servos - até o fim"; e matemos a esperança na manifestação, quando o Senhor virá até nós", concluiu o Papa Francisco.


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.