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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/10/2018

23 de Outubro de 2018

Dom Sako: o mundo não entendeu a gravidade da situação

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23 de Outubro de 2018

Dom Sako: o mundo não entendeu a gravidade da situação

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26/08/2014 11:57 - Atualizado em 26/08/2014 11:57
Por: Rádio Vaticano

Dom Sako: o mundo não entendeu a gravidade da situação 0

temp_titleDom_Sako_26082014115728“Eu visitei os campos de refugiados nas províncias de Erbil e Dohok e o que eu vi e ouvi vai além de qualquer imaginação!”; os cristãos iraquianos e outras minorias no país, receberam “um golpe terrível” no “coração de suas vidas”, privados de todos os direitos, propriedades e até mesmo dos documentos. É quanto afirma o patriarca caldeu Dom Louis Raphael I Sako, em um apelo - enviado à agência AsiaNews - no qual recorda que, desde 06 de agosto ainda não se encontraram “soluções concretas” para a “crise”, enquanto continua inabalável, “o fluxo de dinheiro, armas e combatentes” para o Estado islâmico.

“Diante de uma campanha para eliminar os cristãos e as minorias do Iraque, o mundo ainda não entendeu a gravidade da situação. Teve início a segunda fase da calamidade, ou seja, a migração dessas famílias para várias partes do mundo, causando a dissolução da história, do patrimônio e da identidade deste povo”, advertiu.

O patriarca caldeu e presidente da Conferência Episcopal iraquiana explica que o fenômeno migratório tem “um grande impacto” seja sobre os cristãos, seja sobre os muçulmanos mesmos, porque “o Iraque está perdendo um componente insubstituível” de sua sociedade. Ele aponta o dedo para a comunidade internacional, em primeiro lugar os Estados Unidos e a União Europeia, que, embora reconhecendo a necessidade de uma solução rápida, não tomaram medidas concretas “para aliviar o destino” de uma população martirizada.

Dom Sako não poupa críticas também à comunidade muçulmana, cujas declarações em mérito aos gestos “bárbaros” das milícias do Estado Islâmico, perpetrados em nome de sua própria religião, não garantiram o respeito e a defesa da dignidade dos cristãos. “O fundamentalismo religioso - adverte o patriarca - continua a crescer em força e poder, resultando em tragédias, enquanto nós, cristãos, nos perguntamos surpresos se os líderes islâmicos e intelectuais muçulmanos entenderam a gravidade do problema”. No Iraque é preciso promover, acrescenta o patriarca, uma cultura do encontro e do respeito, que considere “todos cidadãos com direitos iguais”.

Diante de acontecimentos “terríveis e horríveis”, ele faz votos de uma ação concreta em âmbito internacional para salvar cristãos e yazidis, “componentes autênticos” da sociedade iraquiana que correm perigo de desaparecer. O silêncio e a passividade “vão incentivar os fundamentalistas do Estado Islâmico a cometerem outras tragédias”, alerta o patriarca caldeu, acrescentando a pergunta: “quem será o próximo”?

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