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14 de Dezembro de 2018

Apresentada viagem do Papa à Coreia, a realizar-se de 13 a 18 de agosto

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14 de Dezembro de 2018

Apresentada viagem do Papa à Coreia, a realizar-se de 13 a 18 de agosto

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07/08/2014 17:08 - Atualizado em 07/08/2014 17:09
Por: Rádio Vaticano

Apresentada viagem do Papa à Coreia, a realizar-se de 13 a 18 de agosto 0

temp_title1_0_818136_07082014170518O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, apresentou esta quinta-feira a terceira viagem internacional do Papa Francisco: de 13 a 18 de agosto, terá como meta a República da Coreia, por ocasião da VI Jornada Asiática da Juventude.

O Sucessor de Pedro volta à Ásia. A última vez foi em 1999, quando João Paulo II esteve na Índia. Também por esse motivo a viagem à Coreia constitui uma prioridade para Francisco.

Os temas centrais são três: a Jornada Asiática da Juventude, que reunirá cerca de 2 mil jovens representando 23 países asiáticos; a Beatificação de 124 mártires coreanos, fundadores da Igreja na Coreia; e a reconciliação e a paz numa Península dividida entre Norte e Sul.

A duração do voo é de mais de 11h, com 7h de fuso horário em relação à Itália (12h em relação ao Brasil). Serão 11 discursos, 4 em inglês, os outros em italiano. Como de costume, em várias ocasiões o Santo Padre saudará os fiéis a bordo do papamóvel.

Durante a coletiva, os jornalistas fizeram várias perguntas sobre a relação entre Norte e Sul. A propósito da rejeição das autoridades de Pyongyang a uma participação norte-coreana na missa de 18 de agosto, Pe. Lombardi referiu aquilo que soube diretamente do Comitê organizador sul-coreano:

"Houve uma resposta negativa ao convite: e ficamos por aqui, sem fechar portas a outras eventuais iniciativas e possibilidade que os coreanos saberão criar melhor do que nós. 

Ademais, não é previsto que o Papa vá ao confim com o Norte:

"Efetivamente se pensa na questão da divisão: haverá uma missa dedicada à paz e à reconciliação. A presença e a atenção espiritual são mais que evidenciados, sem outros atos particulares."

Sobre a questão se o Vaticano tem a intenção de intervir nas relações entre Igreja sul-coreana e Coreia do Norte, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé respondeu:

"O cardeal de Seul é também o vigário apostólico de Pyongyang. Consequentemente, em si, é a autoridade eclesiástica competente para esta área. Portanto, não é necessária uma intervenção do Vaticano para dizer o que precisa ser feito em Pyongyang."

À margem dos encontros oficiais, o Pontífice receberá os sobreviventes e os familiares das vítimas do naufrágio, em abril passado, da embarcação Sewol. Também está prevista, para a missa conclusiva, a participação de uma delegação de "comfort women", mulheres vítimas de abusos por parte dos japoneses durante a guerra:

"O fato que estejam presente já é um reconhecimento, creio, bastante significativo, e isso foi o que também propuseram os organizadores locais; essas iniciativas não são provenientes do Vaticano, trata-se de responder a propostas e de aceitá-las de bom grado."

Em relação a polêmicas criadas na Coréia acerca da visita do Papa, em 16 de agosto, à comunidade para portadores de deficiência de Khottongnae, acusada por alguns de estar mais preocupada com o marketing do que com a caridade, o sacerdote jesuíta respondeu:

"Quando o programa da viagem foi estudado, a Conferência episcopal deu seu parecer a favor que o Papa fosse visitar esta comunidade. Sabemos que há essa discussão. Embora haja acusações de ilegalidade na administração, não me parece que resultem absolutamente fundadas."

Durante a viagem o avião que levará o Papa sobrevoará a China. Sobre a possibilidade que possa enviar, como faz tradicionalmente durante as viagens internacionais, um telegrama às autoridades de Pequim, eis o que respondeu Pe. Lombardi:

"Sempre demos os textos dos telegramas: se houver um telegrama para a China vocês verão o que diz. Essa é a única coisa que posso dizer no momento."

O porta-voz vaticano desmentiu que no momento se esteja trabalhando em função de uma viagem do Papa Francisco ao Japão:

"Concretamente, temos em preparação a viagem a Tirana (capital da Albânia), a Sri Lanka e Filipinas. No mais, não foi iniciada nenhuma organização de viagens. Se terá? Pois bem, se houver tomaremos conhecimento e colaboraremos, mas não posso fantasiar."


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