Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/11/2018

12 de Novembro de 2018

Cardeais brasileiros participam de entrevista coletiva em Roma

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

12 de Novembro de 2018

Cardeais brasileiros participam de entrevista coletiva em Roma

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

14/03/2013 12:31 - Atualizado em 14/03/2013 14:34

Cardeais brasileiros participam de entrevista coletiva em Roma 0

Da Redação, com CNBB

Na manhã desta quinta-feira, 14 de março, os cardeais brasileiros concederam uma Coletiva de Imprensa em Roma, na qual avaliaram a eleição do Papa Francisco. A entrevista foi composta pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, pelo Bispo Emérito de Salvador, Dom Geraldo Majella; e pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer. Durante a coletiva, realizada no Colégio Pio Brasileiro, Dom Odilo ressaltou a ação do Espírito Santo na escolha do Sucessor de Pedro:

— Há de se aprender que a Igreja não é só feita de cálculos humanos. De fato, o Espírito Santo orienta a Igreja, disse. 

Questionado sobre a possível pressão sentida por ter sido considerado um dos favoritos para ser o novo Papa, Dom Odilo disse ter enfrentado tudo com muita tranquilidade.

— Tenho os pés muito no chão, sabendo que havia muitas outras pessoas, com muitas possibilidades. (...) Ser Papa não é uma honra simplesmente, não é um poder. É um serviço muito grande. Quem é eleito Papa sente esse peso, falou.

Após a eleição e os ritos formais feitos, todos os cardeais tiveram a oportunidade de saudar pessoalmente o Papa. Segundo Dom Geraldo Majella, o testemunho de Papa Francisco será muito importante para o mundo:

— Ele [Bergoglio] foi chamado e não teve nenhuma dificuldade de ser aclamado. Ele tem 76 anos, mas pode em pouco tempo fazer muito. O testemunho dele vai ser muito importante para o mundo, vai chamar a atenção do mundo. Vamos rezar para que ele seja feliz e, sendo feliz, faça a Igreja feliz, afirmou.

Para Dom Geraldo, a escolha não foi surpreendente.

— Não foi uma grande surpresa, no sentido de que ele não pudesse ser o possível candidato (...) É um grande dom de Deus para a Igreja, para o mundo, um homem que tem um testemunho de vida. Ele vive o nome Francisco, é diferente dos outros — e completou — Agradeço a Deus por um grande final.

Depois da apresentação pública do novo Papa aos fiéis, os cardeais e o pontífice fizeram uma confraternização na Casa Santa Marta. Dom Raymundo Damasceno destacou que o Conclave é um ambiente especial e que se transcorreu em clima de fraternidade. Para ele,  o nome do novo Papa é uma mensagem de simplicidade e solidariedade com os mais simples:

— Era um ambiente muito especial, com um grupo bastante reduzido em relação ao número de católicos do mundo, mas 115 cardeais de todo o mundo. Transcorreu num clima de muita abertura, liberdade, fraternidade. É uma instância na qual a gente não sente pressão. Se sente totalmente livre, e isso é muito importante. E o ambiente é um dos mais belos, em termos de arte no mundo, a Capela Sistina. (...) O nome do novo Papa é uma mensagem de abertura ao mundo, de diálogo com o mundo, simplicidade, pobreza, solidariedade com os mais simples.

Os cardeais também foram questionados sobre o papel da nova evangelização no novo pontificado e sobre como o Papa Francisco deve direcioná-la. Segundo Dom Raymundo, a nova evangelização na América Latina é fundamental:

— Esta já foi uma das ênfases no pontificado de João Paulo II e Bento XVI. E na América Latina é fundamental. Esse objetivo de ir ao encontro dos mais afastados, distantes, esquecidos. A Igreja é chamada a ir ao encontro das pessoas, ficando em estado permanente de missão, disse Dom Raymundo.

O novo Papa tem 76 anos, o que surpreendeu algumas pessoas – muitos imaginavam que o escolhido seria mais jovem, para ter um pontificado mais longo que o de Bento XVI. Segundo Dom Geraldo, a idade não influenciou a escolha.

— Havia vários [cardeais] com 60 anos, mas isso não pesou. Não foi uma surpresa a idade. O Espírito Santo sopra onde quer. Esse é um sinal para o mundo, sobretudo aos que mais sofrem.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.