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14 de Dezembro de 2018

Obervador Permanente da Santa Sé na ONU: "a violência não levará a lugar nenhum, nem agora, nem no futuro"

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Obervador Permanente da Santa Sé na ONU: "a violência não levará a lugar nenhum, nem agora, nem no futuro"

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23/07/2014 15:56 - Atualizado em 23/07/2014 15:58
Por: Rádio Vaticano

Obervador Permanente da Santa Sé na ONU: "a violência não levará a lugar nenhum, nem agora, nem no futuro" 0

Obervador Permanente da Santa Sé na ONU:

“A voz da razão parece abafada pelo barulho das armas”. Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé no Escritório da ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, ao se pronunciar na Sessão Especial do Conselho da ONU para os Direitos Humanos, dedicada à escalada do conflito israelense-palestino.

Dom Tomasi reiterou que a violência não levará a nenhum lugar, nem agora, nem no futuro. “A perpetração de injustiças e a violação dos direitos humanos, em particular o direito à vida e a viver em paz e segurança semeiam sementes de ódio e de ressentimento. Está se consolidando uma cultura da violência, cujos frutos são destruição e morte. A longo prazo, não podem haver vencedores na tragédia atual, somente mais sofrimento. A maior parte das vítimas são civis que pelo direito humanitário internacional, deveriam ser protegidos”, disse ainda Dom Tomasi.

As Nações Unidas estimam que cerca de 70% dos palestinos mortos são civis inocentes. “Isto é intolerável, assim como os foguetes lançados indiscriminadamente contra objetivos civis em Israel. As consciências estão paralisadas por um clima de violência prolongada, que procura impor a solução por meio do aniquilamento do outro. Demonizar os outros, todavia, não elimina os seus direitos. Pelo contrário, o caminho para o futuro está em reconhecer a nossa comum humanidade”, afirmou.

Ele citou um discurso do Papa Francisco em Belém na sua peregrinação à Terra Santa: “Pelo bem de todos – havia dito o Pontífice – existe a necessidade de intensificar os esforços e as iniciativas voltadas a criar as condições de uma paz estável, baseada na justiça, no reconhecimento dos direitos de cada um e na recíproca segurança. É chegado o momento para todos, de ter a coragem da generosidade e da criatividade a serviço do bem, a coragem da paz, apoiada no reconhecimento por parte de todos do direito de dois Estados, a existir e a gozar de paz e segurança dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

“As legítimas aspirações à segurança de um lado e de condições de vida digna de outro, com acesso aos normais meios de existência, como remédios, água e postos de trabalho, reflete um direito humano fundamental, sem o qual a paz é muito difícil de manter”, prosseguiu Dom Silvano.

“O agravamento da situação em Gaza – disse ainda o observador permanente da Santa Sé – é um chamado incessante à necessidade de se chegar a um cessar fogo imediato e de se iniciar negociações por uma paz duradoura”. “A paz trará inúmeras vantagens para o povo desta região e para o mundo inteiro – havia dito o Papa Francisco – e portanto, deve ser perseguida com determinação, mesmo se cada parte deve fazer algum sacrifício”.

Dom Tomasi sublinhou ainda que se torna responsabilidade da comunidade internacional o sério empenho na busca da paz. “É preciso ajudar as partes neste horrível conflito para que cheguem a uma certa compreensão, com o objetivo de cessar a violência e olhar para o futuro com confiança recíproca”.

Ele reiterou que a violência levará somente a mais violência, devastação e morte e impedirá que a paz se torne uma realidade.

“A estratégia da violência pode ser contagiosa e tornar-se incontrolável. Para combater a violência e as suas consequências negativas devemos evitar nos habituarmos a matar. Num momento em que a brutalidade é comum e as violações dos direitos humanos são onipresentes, não devemos ficar indiferentes, mas responder positivamente, com o objetivo de atenuar um conflito que diz respeito a todos nós”.

“As mídias – sublinhou ainda Dom Tomasi – deveriam referir em modo equitativo e imparcial a tragédia de todos aqueles que sofrem por causa do conflito, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de um diálogo imparcial que reconheça os direitos de todos”.

“O círculo vicioso da vingança e da represália – concluiu – deve cessar. Com a violência, os homens e as mulheres continuarão a viver como inimigos e adversários, mas com a paz podem viver como irmãos e irmãs”. 

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