Arquidiocese do Rio de Janeiro

37º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/12/2018

16 de Dezembro de 2018

ACNUR: Apoio aos refugiados da Síria

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

16 de Dezembro de 2018

ACNUR: Apoio aos refugiados da Síria

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/07/2014 14:35 - Atualizado em 14/07/2014 16:44
Por: Da Redação*

ACNUR: Apoio aos refugiados da Síria 0

ACNUR: Apoio aos refugiados da Síria / Arqrio

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) tem trabalhado durante a noite para registrar sírios que chegam à Jordânia para escapar da guerra em sua terra natal. Enquanto o resto da Jordânia dorme, as operações no Centro de Registro Raba al Sarhan, no norte do país, não param. O centro trabalha 24 horas, sete dias da semana.

Desde o começo do conflito, a Jordânia já recebeu aproximadamente 600 mil refugiados sírios. Quando as pessoas atravessavam fronteiras não oficiais, elas eram levadas diretamente para os campos de refugiados. Muitas vezes isso significava várias horas até serem registradas.

No campo de Zaatari, ao norte da Jordânia, o qual foi aberto há dois anos, a equipe de registro trabalhava dia e noite por não ter funcionários suficientes. Quando o número de pessoas procurando refúgio aumentou, muitos tiveram de esperar mais de 12 horas pelo registro. Isso era esgotante após uma longa e cansativa jornada, sendo que muitos escapavam de batalhas em que lutaram com facções.

Local recebe mais de 3 mil refugiados por dia

O Raba al Sarhan é estruturado para agir rapidamente nos processos. Agora, refugiados podem ser registrados em duas horas. Além disso, ocorre a coleta de várias informações necessárias para melhor proteger os refugiados.   “Casos vulneráveis como de crianças desacompanhadas e mulheres em risco podem agora ser identificados e encaminhados imediatamente para acompanhamento”, afirma Mathilde Tiberghien, oficial de proteção que administra o centro.

O centro de registro, que é mantido principalmente pelo Reino Unido, tem espaçosas salas de espera e 26 salas de entrevista que recebem mais de 3 mil refugiados por dia. Nos seus primeiros seis meses, mais de 49 mil refugiados foram registrados.

A leitura biométrica da íris começou recentemente para prevenir que ocorra mais de um registro. As informações da íris são arquivadas regionalmente de forma que um indivíduo registrado em outra operação, como no Líbano, possa ser detectado e seu registro num segundo país seja cancelado.

Uma vez registrado, são emitidos cartões para mantimento, que lhes confere o direito a toda assistência no campo, incluindo comida e outros intens. Eles também recebem um “cartão de serviço” das autoridades da Jordânia com informações pessoais básicas. Este é o cartão de identidade deles.

Anteriormente, quando a Jordânia ainda não emitia esses cartões, os recém-chegados tinham que deixar sua identidade síria (como passaportes e identidades) ao entrar no país. O governo da Jordânia mantinha esses documentos e os refugiados só poderiam recuperá-los quando estivessem saindo do país. Agora, eles mantêm seus documentos.

temp_titleSria_refugiados_11072014143742“Estamos muito aliviados por estarmos aqui”

Nas primeiras horas do dia, uma família síria chega ao local de refúgio após uma longa viagem de ônibus da fronteira da Jordânia com a Síria. Apesar do imenso cansaço, este é um momento de grande alívio. Eles estão finalmente seguros.

“Nós deixamos nossa casa na Síria há 13 dias. Saímos às cinco horas da manhã e caminhamos até às sete da noite. Andamos por várias horas com alguns pequenos intervalos. Nós tínhamos somente pão para comer e não tínhamos escolha senão beber água suja das poças. Cada uma das minhas crianças carregou uma sacola pesada. Eu tinha o mais novo nas minhas costas e uma sacola enorme nas mãos. Estávamos constantemente preocupados no caminho, com medo de sermos bombardeados ou mortos, especialmente com crianças tão pequenas. Estamos muito aliviados por estarmos aqui”, afirmou Maher, o pai da família.

“Não é fácil trabalhar à noite”, afirma Hamad Alenizi, funcionário responsável pelos registros, que tem trabalhado no turno da noite desde que o campo abriu. “Mas eu prefiro este turno porque é quando a maioria dos refugiados cansados chega, e eu quero tornar o processo mais eficientemente e rápido o possível, para que eles possam descansar e começar uma nova vida no campo”, disse Hamad.

 * com ACNUR

Leia também:

Doações para a Síria

800 mil refugiados na África sofrem com falta de alimentos devido à escassez de recursos

“Os cristãos têm a responsabilidade de compartilhar uma mensagem de compaixão e solidariedade”

ONU alerta para falta de verbas para socorrer refugiados sírios

Refugiados sírios correm graves riscos, caso financiamento humanitário não seja recebido


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.