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20 de Maio de 2019

O Conclave de 2013 e o anúncio do “Habemus Papam”

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20 de Maio de 2019

O Conclave de 2013 e o anúncio do “Habemus Papam”

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12/03/2013 17:16 - Atualizado em 13/03/2013 06:19

O Conclave de 2013 e o anúncio do “Habemus Papam” 0

O Conclave de 2013 e o anúncio do “Habemus Papam” / Arqrio

Da Redação

Estabelecida pela Constituição Apostólica “Universi Dominici Gregis”, a eleição do Papa que elegerá, neste Conclave de 2013, o 266º Pontífice da Igreja Católica, contará com 115 cardeais dos 208 purpurados que compõem o Colégio Cardinalício.

Entre os países latino-americanos, o Brasil é o país com o maior número de cardeais eleitores para o Conclave que elegerá o próximo Pontífice. São eles: Dom Raymundo Damasceno, Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer, Dom Geraldo Majella Agnelo e Dom João Braz de Aviz, que juntamente com os demais cardeais têm a responsabilidade de escolher o próximo Papa da Igreja Católica.

Veja como se elege um Papa

1 – Eleitores

Na eleição de 2013 são 117 cardeais com direito a voto. Mas na eleição serão 115. Dois cardeais não irão votar. No primeiro dia do Conclave, os cardeais celebram a Missa “Pro eligendo Pontífice” (para a eleição do Papa) na Basílica de São Pedro. À tarde, todos os cardeais eleitores realizam uma procissão solene entoando o “Veni Creator” da Capela Paulina para a Capela Sistina.

2 - Juramento 

Dentro da Capela Sistina, os cardeais eleitores realizam um juramento de guardar segredo sobre tudo o que diz respeito à eleição do papa. Terminado o juramento, todas as outras pessoas que não participam das eleições recebem a ordem “Extra Omnes” (todos fora) e há um momento de reflexão; quando ainda permanecem o mestre das celebrações litúrgicas e um orador escolhido para a meditação.

Após a reflexão, saem os dois e ficam apenas os cardeais eleitores na Capela Sistina.

  • O comandante da Guarda Suíça e da Gendarmeria são os responsáveis por lacrar e verificar todos os acessos à área do Conclave.
  • Todos os meios de comunicação com o exterior são proibidos.
  •  
  • Começam as votações.

 

3 – Sorteio

Nove dos 115 cardeais são sorteados e assumem funções específicas: escrutinadores (que contam as cédulas), revisores (que recontam as cédulas) e os infirmarii (que recolhem as cédulas dos cardeais que não puderem ir ao Conclave, cardeais enfermos).

4 – Voto Secreto  

A eleição é por voto secreto. Os cardeais são orientados a escrever com uma letra diferente da que costumam usar.  

A cédula é retangular e traz apenas a menção “Eligo in Summum Pontificem” (elejo como Sumo Pontífice). O cardeal dobra a cédula e a deposita sobre o altar e faz o juramento: “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar, que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo deve ser eleito”.  

Esse juramento é feito apenas na primeira votação. Depois o cardeal deposita o voto na urna.  

5 - Contagem  

Após todos os cardeais eleitores entregarem o seu voto, as cédulas começarão a ser contadas. O número de votos deve corresponder ao número dos cardeais eleitores; caso isso não ocorra, as cédulas são queimadas imediatamente e haverá uma nova votação.  

Tendo todas as 115 cédulas de votação, os escrutinadores sentam em uma mesa diante do altar e começam a contagem.  

6 - Leitura  

O primeiro escrutinador pegará uma cédula, abrirá, olhará o nome e passará para o segundo escrutinador, que repete o gesto e passa para o terceiro que lerá o nome em voz alta.  

7 – Agulha  

O terceiro escrutinador, após ler o voto, perfurará a cédula por uma agulha e a inserirá em uma linha, e assim sucessivamente com todas as cédulas.  

8 – Maioria  

A eleição terá um novo Papa quando alcançar dois terços dos votos, ou seja, 77 votos.  

Caso não ocorra o consenso em três dias de votação, haverá um intervalo de um dia para orações. Depois da pausa, haverá outros sete dias de votação. Após 33 votações, caso não haja consenso, os dois cardeais mais votados irão para uma votação. Se um dos dois tiver 77 votos, ou seja, os dois terços necessários, a Igreja terá um novo Papa.  

9 – Fumaça  

As cédulas serão queimadas no final das votações da manhã e da tarde, num forno especial. Produtos químicos são adicionados para determinar a cor da fumaça.  

  • Fumaça Preta: ainda não foi escolhido o Papa.
  • Fumaça Branca: a Igreja Católica tem um novo papa.  

 

10 – Escolha  

Escolhido o Papa, o Cardeal decano pergunta se ele aceita a eleição e como quer ser chamado.  

11 – O Novo Papa  

O novo Papa colocará uma vestimenta branca e irá para o balcão central da Basílica de São Pedro. O cardeal protodiácono, responsável por anunciar o novo Papa, pronuncia as palavras “Habemus Papam” (temos Papa) e o Papa aparecerá para os fiéis que estão na praça de São Pedro.  

“Habemus Papam”  

O “Habemus Papam”, ao final do Conclave 2013, terá um sotaque francês. Quem deverá anunciar ao mundo o nome do sucessor de Bento XVI é o Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Protodiácono Jean-Louis Tauran (a menos que seja ele o escolhido para suceder a Bento XVI).  

É atribuição do primeiro Cardeal da ordem dos diáconos – Jean-Louis Tauran o é desde 21 de fevereiro de 2011 –, anunciar aos fiéis e ao mundo, desde o balcão central da Basílica de São Pedro, a eleição do novo Pontífice.  

“Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”, é a célebre fórmula, pronunciada sob os olhos do mundo, que depois continua: “Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum (é pronunciado o nome do eleito em latim), Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem (pronunciado o sobrenome não traduzido), qui sibi nomen imposuit (vem dito o novo nome escolhido como Papa, em genitivo latim seguido do número Ordinal). Vêm os aplausos da multidão e a primeira aparição em público do recém-eleito sucessor de Pedro.  

O último a pronunciar a fórmula foi o Cardeal chileno Jorge Arturo Medina Estevez, que em 19 de abril de 2005 anunciou a eleição de Bento XVI. Antes dele, em 16 de outubro de 1978, o ‘Habemus Papam’ para João Paulo II foi proclamado pelo italiano Pericle Felici. Na qualidade de Protodiácono, Tauran impõe o pálio ao novo Papa durante a Missa de início solene do Pontificado.  

* Fontes: A12 e Rádio Vaticano 

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