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14 de Dezembro de 2018

Católicos, anglicanos e muçulmanos unidos contra o tráfico de seres humanos

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Católicos, anglicanos e muçulmanos unidos contra o tráfico de seres humanos

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18/03/2014 09:59 - Atualizado em 19/03/2014 15:41
Por: Rádio Vaticano

Católicos, anglicanos e muçulmanos unidos contra o tráfico de seres humanos 0

Católicos, anglicanos e muçulmanos unidos contra o tráfico de seres humanos / Arqrio

Foi assinado na manhã de segunda-feira, dia 17 de março, um acordo entre Santa Sé e representantes das grandes religiões do mundo para desarraigar as formas modernas de escravidão e o tráfico de pessoas até 2020, através dos instrumentos da fé, oração, jejum, caridade e incentivo a uma ação global de combate a esses crimes contra a humanidade.

Trata-se da Global Freedom Network (Rede Global de Liberdade) realizado em colaboração com a Walk Free Foundation. A iniciativa foi apresentada na Sala de Imprensa da Santa Sé. Tomaram a palavra na coletiva: o chanceler das Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, representando a Santa Sé; Mahmoud Azab, representando o grande Imã da Universidade de Al-Azhar, no Cairo, Egito; o anglicano David John Moxon, representando o arcebispo de Cantuária, Justin Welby; e o australiano Andrew Forrest, fundador da Walk Free Foundation. Também estavam presentes o presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, e o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Dom Sorondo citou o pedido do Papa Francisco para abordar os temas relativos ao tráfico de pessoas, escravidão moderna e comércio ilegal de órgãos humanos.

"Essas novas formas de escravidão, o tráfico humano e a prostituição são um crime contra a humanidade. O Papa Francisco reiterou este conceito quatro vezes e eu agradeço ao Santo Padre por ter tido a coragem de dizer isso. O Papa diz: Sim, eu digo essas coisas porque os outros não querem dizer, mas são a realidade'", frisou o prelado lembrando as palavras do pontífice.

Em nome do grande imã de Al-Azhar, Ahmed al-Tayyeb, o representante da mesma universidade, Mahmoud Azab, recordou a posição do mundo muçulmano a propósito do tráfico humano e escravidão, citando as palavras do imã:

"O Islã proíbe totalmente o tráfico de seres humanos e a escravidão. Eu e todos os que trabalham na Universidade Al Azhar estamos engajados na luta contra esses fenômenos. Sobretudo a escravidão moderna é estritamente proibida em todas as partes do mundo. O Alcorão não aceita a escravidão".

Declaração conjunta

Na declaração conjunta, os signatários da Global Freedom Network sublinham como "a exploração física, econômica e sexual de homens, mulheres e crianças leva hoje 30 milhões de pessoas à degradação". Tolerar essa situação significa que violamos a nossa humanidade comum e ofendemos a consciência de todos os povos. "Deve cessar toda forma de indiferença em relação às vítimas da exploração. Através dos ideais da fé e valores humanos é possível erradicar definitivamente a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos em nosso mundo." 

"As vítimas são escondidas em locais de prostituição, em galpões, campos, navios de pesca e estruturas ilegais. E não é preciso ir muito longe", disse o Cardeal Turkson:

"Muitos pensam que o comércio escravo de pessoas esteja muito distante. Não está distante. Segundo a experiência que tivemos, onde existe uma população muito idosa que precisa de assistência em casa é ali que se começa a detectar esta experiência de escravidão. Quando as pessoas são chamadas para cuidar de idosos, talvez seja necessário estudar as condições em que se presta tal serviço. Talvez ali começamos a encontrar os primeiros sinais de escravidão. Não é necessário ir muito longe, às vezes esses fenômenos estão muito perto de nós."

Que mais pessoas possam aderir à iniciativa

A Global Freedom Network (Rede Global de Liberdade) convida outras Igrejas cristãs e confissões religiosas a intervirem, exortando os líderes religiosos do mundo, fiéis e pessoas de boa vontade a aderirem à iniciativa. 

"Será realizado um dia de oração pelas vítimas e por sua liberdade", ressaltam os participantes. Serão envolvidas famílias, escolas e universidades para que se aprenda a conhecer essas chagas, para que cada mão e cada coração se una para libertar todos aqueles que estão presos e sofrem. "Caminharemos com eles rumo à liberdade", concluiu a Rede Global de Liberdade.

Papa e o tráfico humano

O Papa Francisco escreveu uma mensagem, no início deste mês, associando-se à campanha que os bispos do Brasil estão a promover durante a Quaresma, intitulada ‘Campanha Fraternidade’, que visa alertar para o tráfico humano. “Há necessidade de um profundo exame de consciência: quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado um ndirec, exposto para vender ou para satisfazer desejos imorais?”, começava por questionar Francisco.

“A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria, quem a usa e explora, mesmo indirectamente, torna-se cúmplice desta prepotência”, acrescentou o Papa, numa das suas várias intervenções sobre este tema.



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