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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/04/2019

18 de Abril de 2019

O papel universal da Igreja de Roma

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O papel universal da Igreja de Roma

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28/02/2014 16:31 - Atualizado em 28/02/2014 16:32
Por: Dom Paulo Cezar Costa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro

O papel universal da Igreja de Roma 0

O papel universal da Igreja de Roma  / Arqrio

A origem do primado de Pedro, do papel do bispo de Roma, já se encontra no primeiro século do cristianismo, onde pelos anos 90 aconteceu um problema na Igreja de Corinto, quando os cristãos depuseram os seus presbíteros que eram jovens. Na ocasião, por volta dos anos 95 ou 96, a Igreja em Roma escreveu uma carta exortando a Igreja de Corinto à paz e à concórdia. Se a Igreja de Roma escreveu essa carta é porque ela já sentia ter uma primazia no conjunto das igrejas. Além do papel meramente territorial, sentia que sua responsabilidade tem uma abrangência universal.

Nos anos 107 e 108 da Era Cristã, Inácio de Antioquia, que foi conduzido do martírio em Antioquia para Roma, disse sobre a Igreja de Roma que é aquela que preside na caridade as demais igrejas, sendo que cada Igreja tinha o seu bispo.

Em meados do segundo século, encontramos uma questão sobre a celebração pascal. As Igrejas da Ásia celebravam a Páscoa no dia 14 do mês de Nissan e as Igrejas do Ocidente celebravam no domingo seguinte. Essa questão quase causou uma ruptura entre as Igrejas asiáticas, que seguiam a tradição joaneia, e a Igreja de Roma, que queria excomungar as Igrejas na Ásia. A paz veio a reinar por obra de Santo Irineu.

Encontramos ainda, no final do segundo século, o testemunho de Santo Irineu, que combate os gnósticos, e citando a lista dos bispos de Roma diz que a fé das outras igrejas deve estar conforme a fé da Igreja de Roma.

Por que o papel universal da Igreja de Roma? Porque nesta Igreja, assim entendiam os Santos Padres, deram testemunhos os apóstolos Pedro e Paulo. Eles morreram martirizados em Roma. A Igreja de Roma passou a ter um papel de universalidade no conjunto das Igrejas.

No quarto século, a questão da universalidade da Igreja passou a ser refletida de forma mais aprofundada. O papel da Igreja de Roma de confirmar os irmãos na fé começou a ser ligado com a missão que Jesus dá a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

No início, os bispos sempre saíam do próprio clero da Igreja de Roma. Com o passar dos séculos, seguindo a dimensão de universalidade da Igreja, foi criado o Colégio dos Cardeais, e este foi também tomando uma dimensão universal.

Quando são criados cardeais, eles são inseridos no clero de Roma, se tornam titulares de uma igreja em Roma. Eles terão o papel de ajudar o Papa no governo da Igreja e de escolher o Santo Padre. Como membros do clero de Roma, vindos de todas as partes do mundo, têm também a missão de prover o bispo de Roma, quando este vem a faltar.

Assim, como membro do Colégio Cardinalício, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, tem a missão de ajudar o bispo de Roma no governo da Igreja e poderá, até completar 80 anos, escolher o próximo Papa. É um papel bonito. O cardeal é alguém que se veste de vermelho, como dizia o próprio Papa, porque deve buscar testemunhar Jesus Cristo até com o sangue.

Com a sua vida e doação, o cardeal é alguém que deve, numa dimensão mais universal, servir à Igreja e ao seu Senhor, Jesus Cristo, dando por Ele a própria vida se assim o Senhor pedir.

Fotos: Carlos Moioli

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