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12 de Dezembro de 2018

Livro “A lista de Bergoglio” será lançado em janeiro

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06/12/2013 17:39
Por: Da Redação

Livro “A lista de Bergoglio” será lançado em janeiro 0

Livro “A lista de Bergoglio” será lançado em janeiro / Arqrio

O livro-reportagem “A lista de Bergoglio” será lançado no Brasil a partir da segunda quinzena de janeiro. A obra do jornalista italiano Nello Scavo traz relatos de pessoas salvas pelo então cardeal durante a ditadura militar argentina.

O título, que já conta com uma possível adaptação para o cinema e cujo prefácio é assinado pelo Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, foi lançado recentemente na Itália e em Portugal e será traduzida em oito idiomas.

A lista de Bergoglio cobre o “Drama dos desaparecidos”, por meio de relatos de pessoas dissidentes, sindicalistas, sacerdotes, estudantes, intelectuais, crentes em Deus ou não, concedidos em entrevista a Nello Scavo. Destaca a história de pessoas salvas pelo então sacerdote jesuíta Jorge Mario Bergoglio, entre elas, o sindicalista Gonzalo Mosca, escondido no Colégio Máximo como “estudante em retiro espiritual”, posteriormente deportado para o Brasil.

Além disso, relata testemunhos de perseguidos políticos, entre eles, o do jesuíta e teólogo argentino Juan Carlos Scannone, no qual revela a estimativa da lista das pessoas (mais 100) que padre Bergoglio colocou em locais seguros.

Segundo o editor de Edições Loyola, Marcelo Perine, a obra permitirá que os brasileiros desvendem os mistérios de uma história verídica que nunca foi contada. “Trata-se de uma obra singular porque recolhe um material sobre o qual não se tinha notícia direta. Esclarece algumas interpretações e equívocos levantados acerca do jesuíta e cardeal Bergoglio”, disse em entrevista à Fundação Catedral. No Brasil, o livro é editado pelas Edições Loyola.

Estilo de discurso

A obra já revela o estilo do Papa Francisco, então cardeal Bergoglio, de acordo com Perine. Ele destaca o último capítulo, que traz uma transcrição do interrogatório sofrido pelo cardeal Bergoglio por ocasião dos processos abertos na argentina para julgar os militares.

“As falas do cardeal Bergoglio revelam já em grande parte um estilo de reflexão, de fala, de discurso que nós estamos encontrando no Papa Francisco. Ou seja, um homem que fala as coisas diretamente, um homem que é muito simples nas suas formulações e que é muito direto, não tem muitos rodeios”, destacou.

A obra de Scavo retrata, sob o olhar de paz, piedade, compaixão e condescendência do Papa Francisco, o terror vivido na Argentina quando a ditadura eclodiu e os militares tomaram o poder. Foram 30 mil desaparecidos, 15 mil fuzilados, 500 recém-nascidos tirados de suas mães condenadas à morte pelo regime militar, e mais de 2 milhões de exilados que presenciaram o trágico golpe de 24 de março de 1976, na Argentina.

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