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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/05/2017

30 de Maio de 2017

Migrações: peregrinação de fé e de esperança

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Migrações: peregrinação de fé e de esperança

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10/01/2013 00:00 - Atualizado em 19/01/2013 15:33

Migrações: peregrinação de fé e de esperança 0

O Papa Bento XVI publicou uma mensagem por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2013, cujo tema será “Migrações: peregrinação de fé e de esperança”.

Na mensagem, o Sumo Pontífice se inspira na Gaudium et Spes, pois o Concílio Vaticano II marca um momento decisivo para a pastoral dos migrantes e dos itinerantes. O Concílio destaca a dimensão de uma Igreja que caminha com os homens. Por isso, a necessidade urgente de fazer-se próximo de cada homem, entre eles, o trabalhador estrangeiro injustamente desprezado ou exilado.

No texto, Bento XVI afirma que “os fluxos migratórios são um fenômeno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problemáticas sociais, econômicas, políticas, culturais e religiosas que levantam, pelos desafios dramáticos que coloca à comunidade nacional e internacional”.

Ainda na mensagem, é citado que a Igreja, pela “própria missão que lhe foi confiada por Cristo”, é chamada a prestar particular atenção e solicitude, de modo a acolher, favor, e acompanhar “a inserção integral dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados no novo contexto sociocultural, sem descuidar a dimensão religiosa, essencial para a vida de cada pessoa.”.

O Bispo de Caxias do Sul (RS), Dom Alessandro Ruffinoni, que recentemente foi nomeado por Bento XVI membro do Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes falou sobre a beleza da mensagem do Santo Padre.

— A mensagem do Papa é muito bonita, começando pelo título “Migrações: peregrinação de fé e de esperança”. De fato, as migrações são um fenômeno que exige muita fé por parte do migrante. Acreditar que é possível mudar a sua vida, é possível melhorar, com a esperança de um futuro melhor para ele e sua família. E também uma esperança de que o país escolhido seja um país que acolhe, porque este é o grande desafio do migrante: ser acolhido, ter um espaço, ter confiança nele. Antes de tudo, se trata de uma pessoa e como pessoa merece esta confiança, este respeito e esta acolhida, comentou Dom Alessandro.

Sobre o tema do dia escolhido por Bento XVI, “Migrações: peregrinação de fé e de esperança”, o Presidente da Fundação Migrantes, na Itália, Monsenhor Paolo Schiavon, afirma que a ideia de peregrinação pode aliviar o sofrimento que o migrante possui.

— É claro que quem migra tem a esperança de melhorar a própria vida. Na verdade, os 215 milhões de migrantes no mundo partem porque querem buscar uma condição de vida melhor para si e suas famílias, mas ao mesmo tempo, nesta viagem, a sua situação muda de acordo com as pessoas que encontram, disse em entrevista à Rádio Vaticano.

O Monsenhor recordou que muitas vezes nesta viagem imbuída de esperança, encontram-se desespero, morte e violência.

— Pensemos nos dois mil mortos no Mediterrâneo, que teve lugar no ano passado. É necessário unir esse tema da esperança ao tema de uma fé que se torna promoção dos direitos humanos, lutando contra aquelas formas que muitas vezes nascem no mundo da migração, como violência e abuso, relembrou.

A fixação do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado ocorreu em 2004, embora a data já fosse celebrada há mais de 90 anos. No entanto, cada país celebrava o dia em datas distintas. Após a comunicação em 14 de outubro de 2004, do então Secretário de Estado Cardeal Angelo Sodano, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado passou a ser celebrado no segundo domingo depois da Epifania, celebrada dia 6 de janeiro. Com isso, toda a Igreja Católica, em todo o mundo, passou celebrar na mesma data. A instituição do dia fez com que houvesse o reconhecimento e maior atenção para o aumento dos migrantes e da crescente mobilidade populacional entre regiões, países e continentes.

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