Arquidiocese do Rio de Janeiro

24º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/08/2017

17 de Agosto de 2017

A história e sua consumação

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17 de Agosto de 2017

A história e sua consumação

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13/11/2015 18:35 - Atualizado em 13/11/2015 18:36

A história e sua consumação 0

13/11/2015 18:35 - Atualizado em 13/11/2015 18:36

A Igreja celebra a vida de Jesus no transcurso do ano litúrgico. Nas suas últimas semanas, a atenção eclesial se volta para os eventos finais da vida das pessoas e do curso da história em sua relação direta com o Mistério Pascal de Cristo. Assim, nos domingos e nos dias feriais, são apresentados na liturgia da palavra os textos escatológicos presentes na Sagrada Escritura. Isso tudo fica ainda mais evidente pela celebração da Solenidade de Todos os Santos e de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo e da Comemoração de todos os fiéis defuntos. Dessa forma, os fiéis celebram na liturgia a sua fé na vitória final do Senhor.

No trigésimo terceiro domingo do tempo comum, na liturgia da Palavra da eucaristia dominical, se proclama uma perícope do Evangelho de São Marcos: 13,24-32. Ela faz parte de um discurso escatológico de Jesus – um ensinamento sobre o fim da história e o advento pleno do Reino de Deus. Revestida de imagens próprias do gênero apocalíptico, a mensagem central do texto é destacar para a comunidade dos fiéis a promessa feita por Cristo da sua segunda vinda em poder e glória. As imagens apocalípticas – “naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, a lua não brilhará mais, as estrelas começaram a cair do céu e as forças do céu serão abaladas” – servem para ressaltar o caráter transitório do poder do mal sobre os homens e o cosmos. De fato, todos os sinais apocalípticos conduzem a história para a segunda vinda de Jesus – “Então vereis o filho do homem vindo sobre as nuvens com poder e glória” – com a qual se inaugura a plenitude do Reino divino – “Ele enviará os anjos aos quatro cantos da Terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade a outra da Terra”.

A fé, contudo, na temporariedade do mal, na certeza da consumação da história e na vitória definitiva de Jesus, deve gerar nos cristãos algumas atitudes. O próprio texto do Evangelho as aponta: a necessidade de interpretar os sinais dos tempos (cf. Mc 13,28-29), a perseverança em meio às adversidades (cf. Mc 13,30) e a vivência da expectativa da segunda vinda do Senhor (cf. Mc 13,29.31-32). Assim, aos cristãos de todas as gerações se abre o panorama final da história salvífica. Apesar, do desconhecimento do momento exato da Parusia, a Igreja reconhece que as dificuldades presentes encontram seu fim no advento glorioso do filho do homem – Jesus Cristo – e na realização do seu Reino. Ela vai conduzindo os seus filhos, advertindo-os sempre da necessidade de perseverarem na fidelidade, para este dia final.

Neste sentido, o Concilio Vaticano II, na “Gaudium et Spes” 45, afirma: “O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações. Foi Ele que o Pai ressuscitou dos mortos, exaltou e colocou à sua direita, estabelecendo-o juiz dos vivos e dos mortos. Vivificados e reunidos no seu Espírito, caminhamos em direção à consumação da história humana, a qual corresponde plenamente ao seu desígnio de amor: ‘recapitular todas as coisas em Cristo, tanto as do céu como as da Terra’ (Ef. 1,10)”.

Nós vivemos neste tempo intermédio entre a primeira e a segunda vinda do Senhor. Por isso, somos destinatários diretos das palavras do discurso escatológico de Jesus. Se por um lado, somos alertados dos perigos do tempo presente e chamados à perseverança em meio às situações mais difíceis; por outro, sabemos da vitória plena de Jesus, no dia final. Nossa ação evangelizadora  precisa estar marcada pela esperança na segunda vinda de Cristo e na manifestação plena de seu Reino.

É assim que nosso pastor, Dom Orani, conclama sua arquidiocese à evangelização: “somos convocados a sair em missão, na certeza de que, buscando e anunciando a vida eterna, nossos corações estão voltados para o alto, mas nossos pés estão enraizados no chão da vida. A nossa presença no mundo deve ser cada vez mais efetiva e, de modo especial, nestes tempos de tantas incertezas e desesperanças. Ao anunciarmos a esperança, nós o fazemos também com atitudes concretas de nossas vidas”.

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A história e sua consumação

13/11/2015 18:35 - Atualizado em 13/11/2015 18:36

A Igreja celebra a vida de Jesus no transcurso do ano litúrgico. Nas suas últimas semanas, a atenção eclesial se volta para os eventos finais da vida das pessoas e do curso da história em sua relação direta com o Mistério Pascal de Cristo. Assim, nos domingos e nos dias feriais, são apresentados na liturgia da palavra os textos escatológicos presentes na Sagrada Escritura. Isso tudo fica ainda mais evidente pela celebração da Solenidade de Todos os Santos e de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo e da Comemoração de todos os fiéis defuntos. Dessa forma, os fiéis celebram na liturgia a sua fé na vitória final do Senhor.

No trigésimo terceiro domingo do tempo comum, na liturgia da Palavra da eucaristia dominical, se proclama uma perícope do Evangelho de São Marcos: 13,24-32. Ela faz parte de um discurso escatológico de Jesus – um ensinamento sobre o fim da história e o advento pleno do Reino de Deus. Revestida de imagens próprias do gênero apocalíptico, a mensagem central do texto é destacar para a comunidade dos fiéis a promessa feita por Cristo da sua segunda vinda em poder e glória. As imagens apocalípticas – “naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, a lua não brilhará mais, as estrelas começaram a cair do céu e as forças do céu serão abaladas” – servem para ressaltar o caráter transitório do poder do mal sobre os homens e o cosmos. De fato, todos os sinais apocalípticos conduzem a história para a segunda vinda de Jesus – “Então vereis o filho do homem vindo sobre as nuvens com poder e glória” – com a qual se inaugura a plenitude do Reino divino – “Ele enviará os anjos aos quatro cantos da Terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade a outra da Terra”.

A fé, contudo, na temporariedade do mal, na certeza da consumação da história e na vitória definitiva de Jesus, deve gerar nos cristãos algumas atitudes. O próprio texto do Evangelho as aponta: a necessidade de interpretar os sinais dos tempos (cf. Mc 13,28-29), a perseverança em meio às adversidades (cf. Mc 13,30) e a vivência da expectativa da segunda vinda do Senhor (cf. Mc 13,29.31-32). Assim, aos cristãos de todas as gerações se abre o panorama final da história salvífica. Apesar, do desconhecimento do momento exato da Parusia, a Igreja reconhece que as dificuldades presentes encontram seu fim no advento glorioso do filho do homem – Jesus Cristo – e na realização do seu Reino. Ela vai conduzindo os seus filhos, advertindo-os sempre da necessidade de perseverarem na fidelidade, para este dia final.

Neste sentido, o Concilio Vaticano II, na “Gaudium et Spes” 45, afirma: “O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do gênero humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações. Foi Ele que o Pai ressuscitou dos mortos, exaltou e colocou à sua direita, estabelecendo-o juiz dos vivos e dos mortos. Vivificados e reunidos no seu Espírito, caminhamos em direção à consumação da história humana, a qual corresponde plenamente ao seu desígnio de amor: ‘recapitular todas as coisas em Cristo, tanto as do céu como as da Terra’ (Ef. 1,10)”.

Nós vivemos neste tempo intermédio entre a primeira e a segunda vinda do Senhor. Por isso, somos destinatários diretos das palavras do discurso escatológico de Jesus. Se por um lado, somos alertados dos perigos do tempo presente e chamados à perseverança em meio às situações mais difíceis; por outro, sabemos da vitória plena de Jesus, no dia final. Nossa ação evangelizadora  precisa estar marcada pela esperança na segunda vinda de Cristo e na manifestação plena de seu Reino.

É assim que nosso pastor, Dom Orani, conclama sua arquidiocese à evangelização: “somos convocados a sair em missão, na certeza de que, buscando e anunciando a vida eterna, nossos corações estão voltados para o alto, mas nossos pés estão enraizados no chão da vida. A nossa presença no mundo deve ser cada vez mais efetiva e, de modo especial, nestes tempos de tantas incertezas e desesperanças. Ao anunciarmos a esperança, nós o fazemos também com atitudes concretas de nossas vidas”.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida