Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/07/2019

20 de Julho de 2019

Basílicas

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31/10/2015 00:00 - Atualizado em 01/11/2015 23:16

Basílicas 0

31/10/2015 00:00 - Atualizado em 01/11/2015 23:16

Neste domingo de todos os santos mais uma basílica é instalada em nossa Arquidiocese. Já escrevemos sobre as diferenças entre igrejas, matrizes, santuários, basílicas, assim como as várias obrigações de uma basílica. Além daquilo que hoje sabemos que é importante para a missão de uma basílica seria interessante também discorrer sobre os conceitos históricos que precedem inclusive ao uso cristão do termo.

Uma basílica como definição antiga é uma estrutura arquitetônica de origem romana que antigamente tinha uma função econômica e jurídica. O seu nome provém do termo latino “basilica”, que, por sua vez, deriva do grego “βασιλική” (foneticamente, “basiliké”), palavra que significa “régia” ou “real” e que é uma elipse da expressão completa “basiliké oikía”, que significa “casa real”. 

Este tipo de edifício servia originalmente para as transações comerciais a grande escala, e ao mesmo tempo era como uma espécie de juizado. Sua origem se encontra na época da República de Roma (entre os anos 509 e 27 a.C.).  Com o passar do tempo, foram sendo acrescentadas diversas mudanças estruturais inclusive algumas durante a época cristã. Será a planta adotada pelos edifícios religiosos cristãos da época paleocristã. 

A “planta basilical” é formada por uma nave central maior que as laterais, tanto na largura quanto na altura. Composta por 3 ou 5 naves, na central podem abrir-se galerias de janelas. O teto costumava ser plano e de madeira, até que, em uma posterior evolução, foi construído de pedra.  Ao longo do tempo, os dois lados curtos se modificaram e foi acrescentada uma êxedra semicircular a um dos lados. Na época de Trajano, esta modificação foi feita dos dois lados, como no caso da Basílica Ulpia (96 d.C.). 

Este tipo de estrutura foi aproveitada pelo imperador Constantino como modelo para os primeiros centros de culto cristãos que ele mesmo fundou (São Pedro, do Vaticano, e São João de Latrão, em Roma), e assim permaneceu até a atualidade.  Isso se deve, especialmente, ao caráter de assembleia da liturgia cristã e ao fato de que este tipo de espaço permite acolher grande quantidade de pessoas, estabelecendo a hierarquia que lhe corresponde, com os fiéis distribuídos na nave (ou nas naves) e quem preside a cerimônia, no presbitério.

Em muitos casos, os próprios edifícios da Roma antiga foram transformados em recinto religioso oficial para a celebração da liturgia.  Depois que a Império Romano se tornou oficialmente cristão, o termo “basílica” foi utilizado também para referir-se a determinadas igrejas geralmente grandes ou importantes às quais haviam outorgado ritos especiais e privilégios em matéria de culto. Daí deriva um pouco o sentido usado hoje, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto religioso. 

Hoje, esse título é outorgado pelo Santo Padre de acordo com algumas exigências. Só existem 4 basílicas com o título de “basílica maior”, todas elas situadas na cidade de Roma: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria a Maior e São Paulo Extramuros.  As demais basílicas ostentam o título de “basílica menor”, e existem cerca de 1.500 ao redor do mundo.

Nesse sentido temos muitas no Brasil e algumas aqui na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, neste domingo acrescida com a igreja dedicada ao seu padroeiro neste ano de 450º aniversário da sua fundação.

Todos nós conhecemos a Basílica Nacional de Aparecida. É conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e é o maior templo religioso do Brasil. Está localizada na cidade de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, Brasil.

Entre as várias basílicas existentes no Rio de Janeiro (Nossa Senhora de Lourdes, Imaculado Coração de Maria e Imaculada Conceição) recordo a de Santa Teresinha do Menino Jesus, localizada na Tijuca. O local onde hoje se localiza era outrora uma mansão, pertencente à baronesa de Itacuruçá (1851-1917), e que foi adquirida em leilão, em 1921, por frades carmelitas descalços da Província de São José, oriundos de Minas Gerais. No dia 16 de março daquele ano, foi aberta ao culto uma capelinha, consagrada a Nossa Senhora do Carmo, construída na antiga sala de visitas da mansão. Em 30 de outubro de 1924, celebrou-se a primeira missa das rosas da santinha de Lisieux.

Com a crescente devoção do povo brasileiro à então venerável Teresinha (que seria canonizada em 17 de maio de 1925), os frades carmelitas responsáveis pela administração do local decidiram dedicar a ela o templo que ali seria erguido. Em 15 de outubro de 1921, D. Sebastião Leme (1882-1942), bispo coadjutor do Rio, benzeu a pedra fundamental do novo templo, e em 1924 tiveram início as obras de construção. Quis a Providência favorecer largamente essa fundação, que viria a ser a primeira igreja do mundo dedicada a Santa Teresinha, pois no ano seguinte já puderam ser celebradas no local as festas de canonização da Santa. A igreja foi inaugurada em 16 de julho de 1927, na solenidade de Nossa Senhora do Carmo.

O templo, em estilo românico, possuía originalmente nove altares de mármore trabalhado em Carrara (dos quais restam hoje três). Os vitrais retratam os principais fatos da vida de Santa Teresinha. Na fachada, severa e imponente, estão duas estátuas, de Santa Teresa e de São João da Cruz, e sobre a luneta da porta central, um baixo-relevo trabalhado de Santa Teresinha e de Nossa Senhora do Carmo. A obra grandiosa, de rápida execução, é resultado do esforço incansável dos frades carmelitas, da ajuda maciça do povo brasileiro, que de diversas partes enviava seus donativos, e da ajuda que prestaram os senhores Francisco de Paula Lacerda de Almeida, Carlo Vieira Pinto, José B. Martins Castilho, Jerônimo Mesquita Cahal e Manuel Alves Lures, entre outros benfeitores da ordem.

Em 1927, por bula do Papa Pio XI, a igreja foi elevada à dignidade de Basílica, tendo atendido todos os requisitos para tal. A última das condições – possuir relíquias de um mártir – foi satisfeita graças ao zelo e interesse do saudoso Frei Seraphim de Santa Teresa, Vigário Provincial da Ordem Carmelitana Descalça no Brasil e primeiro Prior da Basílica, que conseguiu com frades da Província Romana da Igreja Santa Maria della Scala a imagem com as relíquias de São Justino – que se encontra exposta em um dos altares laterais da basílica, abaixo da imagem da Virgem do Sorriso. No ato solene de inauguração da Igreja com o título de basílica, D. Sebastião Leme levou a audiência às lágrimas ao falar do amor de Santa Teresinha por Jesus e ao pedir que a flor de Lisieux atendesse as preces dos que ali estavam e fosse ao encontro das necessidades de cada um. Em seguida, rezaram-se as orações canônicas de praxe e encerrou-se a cerimônia, em meio à comoção de todos os presentes.

As Basílicas já existentes nesta cidade maravilhosa agora se acrescenta a de São Sebastião – sucessora da histórica igreja da cidade, atual igreja matriz a há pouco declarado santuário, neste ano de 450 anos da cidade foi-lhe concedido pelo Santo Padre o título de Basílica Menor. No dia 17 de julho, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o decreto que concede o título à Igreja que fica localizada no bairro Tijuca.  Uma Basílica Menor é uma Igreja com o título concedido pelo Papa, considerada importante por diferentes motivos, tais como: veneração que lhe devotam os cristãos, transcendência histórica e beleza artística de sua arquitetura e decoração. O Santuário São Sebastião, no Rio de Janeiro, é administrado pelos Frades Capuchinhos, e foi declarado Santuário arquidiocesano neste ano, durante as comemorações pelo dia do padroeiro, em 20 de janeiro. O templo possui especial valor afetivo para os cariocas (assim foi declarado pela Prefeitura Municipal), pois possui a guarda de três símbolos importantes para a cidade: o marco de fundação, os restos mortais do fundador da cidade, Estácio de Sá, e a imagem histórica de São Sebastião, padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro que teria sido trazida por ele.

A Igreja de São Sebastião, situada na Tijuca, Rio de Janeiro, foi inaugurada em 15 de agosto de 1931. Ela sucede a que antes estava no Morro do Castelo, que foi edificada em 1567, e reconstruída por Salvador de Sá em 1583. Para esse local foram transportados o que chamamos de “Relíquias Históricas da Cidade”: os restos mortais do fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, morto em 1567; o marco zero da cidade fundada em 1565, e a pequena imagem de São Sebastião de 1563 (sic).

Em 1842, a Igreja de São Sebastião do Castelo fora entregue aos cuidados dos frades capuchinhos. Essa igreja sobreviveu até 1922 quando foi demolida juntamente com o Morro do Castelo. Embora com isso o Rio de Janeiro tenha perdido uma das partes de sua história antiga, muitas coisas foram transferidas para a atual igreja da Tijuca.

A Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos foi elevada a paróquia em 9 de janeiro de 1947 pelo Cardeal Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara. No dia 8 de junho, instalou-se a nova paróquia de São Sebastião do Antigo Castelo tendo como primeiro pároco o Frei Jacinto de Palazzolo, Ofmcap. Foi conservada aos capuchinhos a guardiania das “Relíquias Históricas da Cidade do Rio de Janeiro.

Para esta nova Basílica, a de São Sebastião, lugar de grande devoção de todo o povo carioca, aonde se encontra a imagem original trazida por Estácio de Sá, queremos que este sinal litúrgico e sacramental, de unidade desta Igreja Basílica Santuário com a Sé de Pedro reafirme a nossa unidade com o Santo Padre e o nosso compromisso de fazer mais conhecido, amado e seguido o santo fundador de nossa cidade, São Sebastião. Que o santo mártir guerreiro continue protegendo nossa cidade contra a peste, a fome e a guerra e interceda ao Senhor par que nos dê a paz!

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31/10/2015 00:00 - Atualizado em 01/11/2015 23:16

Neste domingo de todos os santos mais uma basílica é instalada em nossa Arquidiocese. Já escrevemos sobre as diferenças entre igrejas, matrizes, santuários, basílicas, assim como as várias obrigações de uma basílica. Além daquilo que hoje sabemos que é importante para a missão de uma basílica seria interessante também discorrer sobre os conceitos históricos que precedem inclusive ao uso cristão do termo.

Uma basílica como definição antiga é uma estrutura arquitetônica de origem romana que antigamente tinha uma função econômica e jurídica. O seu nome provém do termo latino “basilica”, que, por sua vez, deriva do grego “βασιλική” (foneticamente, “basiliké”), palavra que significa “régia” ou “real” e que é uma elipse da expressão completa “basiliké oikía”, que significa “casa real”. 

Este tipo de edifício servia originalmente para as transações comerciais a grande escala, e ao mesmo tempo era como uma espécie de juizado. Sua origem se encontra na época da República de Roma (entre os anos 509 e 27 a.C.).  Com o passar do tempo, foram sendo acrescentadas diversas mudanças estruturais inclusive algumas durante a época cristã. Será a planta adotada pelos edifícios religiosos cristãos da época paleocristã. 

A “planta basilical” é formada por uma nave central maior que as laterais, tanto na largura quanto na altura. Composta por 3 ou 5 naves, na central podem abrir-se galerias de janelas. O teto costumava ser plano e de madeira, até que, em uma posterior evolução, foi construído de pedra.  Ao longo do tempo, os dois lados curtos se modificaram e foi acrescentada uma êxedra semicircular a um dos lados. Na época de Trajano, esta modificação foi feita dos dois lados, como no caso da Basílica Ulpia (96 d.C.). 

Este tipo de estrutura foi aproveitada pelo imperador Constantino como modelo para os primeiros centros de culto cristãos que ele mesmo fundou (São Pedro, do Vaticano, e São João de Latrão, em Roma), e assim permaneceu até a atualidade.  Isso se deve, especialmente, ao caráter de assembleia da liturgia cristã e ao fato de que este tipo de espaço permite acolher grande quantidade de pessoas, estabelecendo a hierarquia que lhe corresponde, com os fiéis distribuídos na nave (ou nas naves) e quem preside a cerimônia, no presbitério.

Em muitos casos, os próprios edifícios da Roma antiga foram transformados em recinto religioso oficial para a celebração da liturgia.  Depois que a Império Romano se tornou oficialmente cristão, o termo “basílica” foi utilizado também para referir-se a determinadas igrejas geralmente grandes ou importantes às quais haviam outorgado ritos especiais e privilégios em matéria de culto. Daí deriva um pouco o sentido usado hoje, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto religioso. 

Hoje, esse título é outorgado pelo Santo Padre de acordo com algumas exigências. Só existem 4 basílicas com o título de “basílica maior”, todas elas situadas na cidade de Roma: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria a Maior e São Paulo Extramuros.  As demais basílicas ostentam o título de “basílica menor”, e existem cerca de 1.500 ao redor do mundo.

Nesse sentido temos muitas no Brasil e algumas aqui na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, neste domingo acrescida com a igreja dedicada ao seu padroeiro neste ano de 450º aniversário da sua fundação.

Todos nós conhecemos a Basílica Nacional de Aparecida. É conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e é o maior templo religioso do Brasil. Está localizada na cidade de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, Brasil.

Entre as várias basílicas existentes no Rio de Janeiro (Nossa Senhora de Lourdes, Imaculado Coração de Maria e Imaculada Conceição) recordo a de Santa Teresinha do Menino Jesus, localizada na Tijuca. O local onde hoje se localiza era outrora uma mansão, pertencente à baronesa de Itacuruçá (1851-1917), e que foi adquirida em leilão, em 1921, por frades carmelitas descalços da Província de São José, oriundos de Minas Gerais. No dia 16 de março daquele ano, foi aberta ao culto uma capelinha, consagrada a Nossa Senhora do Carmo, construída na antiga sala de visitas da mansão. Em 30 de outubro de 1924, celebrou-se a primeira missa das rosas da santinha de Lisieux.

Com a crescente devoção do povo brasileiro à então venerável Teresinha (que seria canonizada em 17 de maio de 1925), os frades carmelitas responsáveis pela administração do local decidiram dedicar a ela o templo que ali seria erguido. Em 15 de outubro de 1921, D. Sebastião Leme (1882-1942), bispo coadjutor do Rio, benzeu a pedra fundamental do novo templo, e em 1924 tiveram início as obras de construção. Quis a Providência favorecer largamente essa fundação, que viria a ser a primeira igreja do mundo dedicada a Santa Teresinha, pois no ano seguinte já puderam ser celebradas no local as festas de canonização da Santa. A igreja foi inaugurada em 16 de julho de 1927, na solenidade de Nossa Senhora do Carmo.

O templo, em estilo românico, possuía originalmente nove altares de mármore trabalhado em Carrara (dos quais restam hoje três). Os vitrais retratam os principais fatos da vida de Santa Teresinha. Na fachada, severa e imponente, estão duas estátuas, de Santa Teresa e de São João da Cruz, e sobre a luneta da porta central, um baixo-relevo trabalhado de Santa Teresinha e de Nossa Senhora do Carmo. A obra grandiosa, de rápida execução, é resultado do esforço incansável dos frades carmelitas, da ajuda maciça do povo brasileiro, que de diversas partes enviava seus donativos, e da ajuda que prestaram os senhores Francisco de Paula Lacerda de Almeida, Carlo Vieira Pinto, José B. Martins Castilho, Jerônimo Mesquita Cahal e Manuel Alves Lures, entre outros benfeitores da ordem.

Em 1927, por bula do Papa Pio XI, a igreja foi elevada à dignidade de Basílica, tendo atendido todos os requisitos para tal. A última das condições – possuir relíquias de um mártir – foi satisfeita graças ao zelo e interesse do saudoso Frei Seraphim de Santa Teresa, Vigário Provincial da Ordem Carmelitana Descalça no Brasil e primeiro Prior da Basílica, que conseguiu com frades da Província Romana da Igreja Santa Maria della Scala a imagem com as relíquias de São Justino – que se encontra exposta em um dos altares laterais da basílica, abaixo da imagem da Virgem do Sorriso. No ato solene de inauguração da Igreja com o título de basílica, D. Sebastião Leme levou a audiência às lágrimas ao falar do amor de Santa Teresinha por Jesus e ao pedir que a flor de Lisieux atendesse as preces dos que ali estavam e fosse ao encontro das necessidades de cada um. Em seguida, rezaram-se as orações canônicas de praxe e encerrou-se a cerimônia, em meio à comoção de todos os presentes.

As Basílicas já existentes nesta cidade maravilhosa agora se acrescenta a de São Sebastião – sucessora da histórica igreja da cidade, atual igreja matriz a há pouco declarado santuário, neste ano de 450 anos da cidade foi-lhe concedido pelo Santo Padre o título de Basílica Menor. No dia 17 de julho, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o decreto que concede o título à Igreja que fica localizada no bairro Tijuca.  Uma Basílica Menor é uma Igreja com o título concedido pelo Papa, considerada importante por diferentes motivos, tais como: veneração que lhe devotam os cristãos, transcendência histórica e beleza artística de sua arquitetura e decoração. O Santuário São Sebastião, no Rio de Janeiro, é administrado pelos Frades Capuchinhos, e foi declarado Santuário arquidiocesano neste ano, durante as comemorações pelo dia do padroeiro, em 20 de janeiro. O templo possui especial valor afetivo para os cariocas (assim foi declarado pela Prefeitura Municipal), pois possui a guarda de três símbolos importantes para a cidade: o marco de fundação, os restos mortais do fundador da cidade, Estácio de Sá, e a imagem histórica de São Sebastião, padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro que teria sido trazida por ele.

A Igreja de São Sebastião, situada na Tijuca, Rio de Janeiro, foi inaugurada em 15 de agosto de 1931. Ela sucede a que antes estava no Morro do Castelo, que foi edificada em 1567, e reconstruída por Salvador de Sá em 1583. Para esse local foram transportados o que chamamos de “Relíquias Históricas da Cidade”: os restos mortais do fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, morto em 1567; o marco zero da cidade fundada em 1565, e a pequena imagem de São Sebastião de 1563 (sic).

Em 1842, a Igreja de São Sebastião do Castelo fora entregue aos cuidados dos frades capuchinhos. Essa igreja sobreviveu até 1922 quando foi demolida juntamente com o Morro do Castelo. Embora com isso o Rio de Janeiro tenha perdido uma das partes de sua história antiga, muitas coisas foram transferidas para a atual igreja da Tijuca.

A Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos foi elevada a paróquia em 9 de janeiro de 1947 pelo Cardeal Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara. No dia 8 de junho, instalou-se a nova paróquia de São Sebastião do Antigo Castelo tendo como primeiro pároco o Frei Jacinto de Palazzolo, Ofmcap. Foi conservada aos capuchinhos a guardiania das “Relíquias Históricas da Cidade do Rio de Janeiro.

Para esta nova Basílica, a de São Sebastião, lugar de grande devoção de todo o povo carioca, aonde se encontra a imagem original trazida por Estácio de Sá, queremos que este sinal litúrgico e sacramental, de unidade desta Igreja Basílica Santuário com a Sé de Pedro reafirme a nossa unidade com o Santo Padre e o nosso compromisso de fazer mais conhecido, amado e seguido o santo fundador de nossa cidade, São Sebastião. Que o santo mártir guerreiro continue protegendo nossa cidade contra a peste, a fome e a guerra e interceda ao Senhor par que nos dê a paz!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro