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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/11/2019

12 de Novembro de 2019

Nossa Senhora Aparecida

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10/10/2015 19:02 - Atualizado em 10/10/2015 19:03

Nossa Senhora Aparecida 0

10/10/2015 19:02 - Atualizado em 10/10/2015 19:03

A história do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, o rígido nobre Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto-MG, então capital da Capitania das Minas.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, então instância máxima do poder Monárquico na Vila, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, por comissão da Câmara saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem.

A fama dos sinais extraordinários realizados através da fé do povo em Maria, simbolizada na pequena imagem de Aparecia, foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo se tornou pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834, foi iniciada a construção de uma Igreja maior (atual Basílica Velha) que serviu concomitantemente de Igreja Matriz da Paróquia.

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por Dom José Camargo Barros, Primeiro Arcebispo Metropolitano de São Paulo, sendo que Aparecida pertencia à jurisdição eclesiástica da capital paulista. No dia 29 de abril de 1908, a Igreja Paroquial da Conceição recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL e sua PADROEIRA OFICIAL por determinação do Papa Pio XI, com a sua coroação solene, aqui na então capital federal, cidade do Rio de Janeiro.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena.

Era necessária a construção de outro templo bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, numa feliz iniciativa do grande mineiro Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos, Cardeal Motta, antigo Arcebispo de São Paulo e primeiro Arcebispo de Aparecida, teve início em 11 de novembro de 1955 a construção de outra igreja, atual Basílica Nova.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional; "maior Santuário Mariano do mundo".

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca que, receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram às suas casas, admirados com o que ocorrera”.

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo foi o milagre das velas, pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.

Para este ano, a Novena, que se iniciou no dia 03 e se estende até o dia 11 de outubro, tem como tema: “Com Maria, em Jesus, chegamos à glória”! Trata-se de uma continuidade que nos três últimos anos o Santuário “percorreu os caminhos da Alegria, da Luz e da Dor-Morte de Jesus, buscando sentido para a nossa caminhada, temperada com todos aqueles ingredientes provados por Jesus”. Por isso, Nossa Senhora Aparecida “acompanha-nos passo a passo”, nos espera no céu, acompanhando-nos neste vale de lágrimas, porque a Virgem Maria Aparecida é a Mãe compassiva que nos defende junto ao Tribunal da Divina Graça.

Peçamos a Nossa Senhora Aparecida que nos ilumine e nos faça sempre lutar por um Brasil melhor. Assim sendo, queremos consagrar todo o nosso país nas mãos dela. Com Maria, queremos ser autênticos discípulos missionários neste mundo para sermos um dia recebidos no céu. Por isso, com o povo simples, cantemos: “Com minha Mãe estarei na santa glória um dia, junto a Virgem Maria, no céu triunfarei”! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo, para sempre, amém!

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Nossa Senhora Aparecida

10/10/2015 19:02 - Atualizado em 10/10/2015 19:03

A história do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, o rígido nobre Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto-MG, então capital da Capitania das Minas.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, então instância máxima do poder Monárquico na Vila, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, por comissão da Câmara saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem.

A fama dos sinais extraordinários realizados através da fé do povo em Maria, simbolizada na pequena imagem de Aparecia, foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo se tornou pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834, foi iniciada a construção de uma Igreja maior (atual Basílica Velha) que serviu concomitantemente de Igreja Matriz da Paróquia.

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por Dom José Camargo Barros, Primeiro Arcebispo Metropolitano de São Paulo, sendo que Aparecida pertencia à jurisdição eclesiástica da capital paulista. No dia 29 de abril de 1908, a Igreja Paroquial da Conceição recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL e sua PADROEIRA OFICIAL por determinação do Papa Pio XI, com a sua coroação solene, aqui na então capital federal, cidade do Rio de Janeiro.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena.

Era necessária a construção de outro templo bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, numa feliz iniciativa do grande mineiro Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos, Cardeal Motta, antigo Arcebispo de São Paulo e primeiro Arcebispo de Aparecida, teve início em 11 de novembro de 1955 a construção de outra igreja, atual Basílica Nova.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional; "maior Santuário Mariano do mundo".

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca que, receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram às suas casas, admirados com o que ocorrera”.

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo foi o milagre das velas, pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.

Para este ano, a Novena, que se iniciou no dia 03 e se estende até o dia 11 de outubro, tem como tema: “Com Maria, em Jesus, chegamos à glória”! Trata-se de uma continuidade que nos três últimos anos o Santuário “percorreu os caminhos da Alegria, da Luz e da Dor-Morte de Jesus, buscando sentido para a nossa caminhada, temperada com todos aqueles ingredientes provados por Jesus”. Por isso, Nossa Senhora Aparecida “acompanha-nos passo a passo”, nos espera no céu, acompanhando-nos neste vale de lágrimas, porque a Virgem Maria Aparecida é a Mãe compassiva que nos defende junto ao Tribunal da Divina Graça.

Peçamos a Nossa Senhora Aparecida que nos ilumine e nos faça sempre lutar por um Brasil melhor. Assim sendo, queremos consagrar todo o nosso país nas mãos dela. Com Maria, queremos ser autênticos discípulos missionários neste mundo para sermos um dia recebidos no céu. Por isso, com o povo simples, cantemos: “Com minha Mãe estarei na santa glória um dia, junto a Virgem Maria, no céu triunfarei”! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo, para sempre, amém!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro