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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/04/2017

25 de Abril de 2017

São Francisco

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04/10/2015 12:52 - Atualizado em 04/10/2015 12:52

São Francisco 0

04/10/2015 12:52 - Atualizado em 04/10/2015 12:52

O mês de outubro se abre com a celebração da memória de São Francisco de Assis. A liturgia da Igreja reconhece a ação do mistério pascal de Cristo na vida de seus santos. A atuação do Espírito Santo no Pobrezinho de Assis levou-o a se tornar uma das mais expressivas testemunhas da caridade de Jesus. As pessoas, ao longo dos anos, têm se identificado com o estilo de vida pobre e pacífico do santo. Ele foi reconhecido como a personalidade do milênio passado, segundo pesquisa respondida pelos leitores do jornal americano “New York Times”. Uma figura tão carismática e profunda como São Francisco de Assis revela aos cristãos o significado real da sua fé e anima os homens de boa vontade a perseverarem no caminho da paz e da fraternidade.

Francisco nasceu em Assis, entre os anos de 1181 e 1182. Era filho do comerciante Pedro e de Pica Bernardone. Fora batizado com o nome de João, mas em homenagem à França, teve seu nome posteriormente mudado para Francisco pelo seu pai. Como a maioria dos jovens do século 13, ainda na juventude, ele participou de uma campanha militar, em busca de fama, riqueza e reconhecimento. Essa experiência terminou com sua captura e um período de cativeiro. Contudo, em virtude de uma doença, foi libertado e retornou para Assis. O jovem de Assis, então, entra no exército de sua cidade para participar de uma cruzada organizada pelo Papa Inocêncio III. Por motivo de febre, ele não chegou a alcançar longas distâncias e acabou retornando a sua cidade. A partir daqui, Francisco começa a se questionar seriamente sobre os planos de Deus para sua vida. São célebres dois episódios ocorridos com ele: o beijo dado ao leproso e a escuta da voz de Jesus na igreja de São Damião, que lhe disse por três vezes: “vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”.

A reação do pai de Francisco diante das suas atitudes não foram as melhores: moveu um processo pedindo ao filho que devolvesse todos os bens recebidos. Assim, o pobrezinho de Assis se despe de suas roupas e decide viver como mendicante, ajudando os leprosos e os demais necessitados. Depois disso, escutando o trecho de Lc 9,3, decidiu entrar por um caminho de pregador itinerante do Evangelho. Com o tempo muitos passaram a seguir e a compartilhar os ideais de anúncio, de serviço e de pobreza que o animavam. Em 1209, o santo vai ao encontro do Papa Inocêncio III e consegue a aprovação para a sua ordem. Ao que tudo indica, o Pontífice teria tido um sonho no qual um religioso pequeno e insignificante segurava com os seus ombros a Basílica de São João de Latrão – mãe de todas as igrejas. Já em 1220, depois de voltar da Terra Santa, deixou o governo da Ordem aos cuidados de Pedro Cattani e enveredou pelo caminho da oração contemplativa, chegando a receber os estigmas. Sua morte é datada na noite de 3 de outubro de 1226.

O Papa Francisco ofereceu à Igreja, por ocasião da celebração da memória do santo, em 2013, três fecundos aspectos da vida de São Francisco. A identificação com Cristo crucificado – primeiro aspecto – é uma realidade clara na vida do Pobrezinho de Assis. Desde o chamado a reconstruir a Igreja a partir da cruz até a sua experiência dos estigmas e sua morte, há sinais eloquentes do serviço e do amor vividos por ele. É imperativo hoje que os cristãos se deixem tocar pela mensagem de entrega amorosa do crucificado. A vivência da paz franciscana – segundo aspecto – se identifica plenamente com a paz de Cristo. Não se deve confundir a paz, vivida por Santo de Assis, com um sentimento piegas nem com uma concepção panteísta do cosmos. Na verdade, a paz doada pelo Senhor e vivida pelo santo é compreendida como a vivência do mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 13,34; 15,12). Por fim, o respeito por tudo o que Deus criou é o terceiro aspecto. São Francisco soube louvar a Deus por todas as suas criaturas. O louvor se presta pela voz e pela vida em consonância com a vontade divina. Por isso, o cuidado com o cosmos é uma tarefa da Igreja.

São Francisco de Assis continua tão atual como antes. Seu testemunho, aliás, rejuvenesceu, ainda mais, diante das necessidades atuais das pessoas, da sociedade e do cosmos. Pois, segundo o nosso Papa: “Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior” (LS 10). Que, pela intercessão do Pobrezinho de Assis, a Igreja tenha sempre mais o zelo apostólico para que se empenhe na salvação de todos.

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São Francisco

04/10/2015 12:52 - Atualizado em 04/10/2015 12:52

O mês de outubro se abre com a celebração da memória de São Francisco de Assis. A liturgia da Igreja reconhece a ação do mistério pascal de Cristo na vida de seus santos. A atuação do Espírito Santo no Pobrezinho de Assis levou-o a se tornar uma das mais expressivas testemunhas da caridade de Jesus. As pessoas, ao longo dos anos, têm se identificado com o estilo de vida pobre e pacífico do santo. Ele foi reconhecido como a personalidade do milênio passado, segundo pesquisa respondida pelos leitores do jornal americano “New York Times”. Uma figura tão carismática e profunda como São Francisco de Assis revela aos cristãos o significado real da sua fé e anima os homens de boa vontade a perseverarem no caminho da paz e da fraternidade.

Francisco nasceu em Assis, entre os anos de 1181 e 1182. Era filho do comerciante Pedro e de Pica Bernardone. Fora batizado com o nome de João, mas em homenagem à França, teve seu nome posteriormente mudado para Francisco pelo seu pai. Como a maioria dos jovens do século 13, ainda na juventude, ele participou de uma campanha militar, em busca de fama, riqueza e reconhecimento. Essa experiência terminou com sua captura e um período de cativeiro. Contudo, em virtude de uma doença, foi libertado e retornou para Assis. O jovem de Assis, então, entra no exército de sua cidade para participar de uma cruzada organizada pelo Papa Inocêncio III. Por motivo de febre, ele não chegou a alcançar longas distâncias e acabou retornando a sua cidade. A partir daqui, Francisco começa a se questionar seriamente sobre os planos de Deus para sua vida. São célebres dois episódios ocorridos com ele: o beijo dado ao leproso e a escuta da voz de Jesus na igreja de São Damião, que lhe disse por três vezes: “vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”.

A reação do pai de Francisco diante das suas atitudes não foram as melhores: moveu um processo pedindo ao filho que devolvesse todos os bens recebidos. Assim, o pobrezinho de Assis se despe de suas roupas e decide viver como mendicante, ajudando os leprosos e os demais necessitados. Depois disso, escutando o trecho de Lc 9,3, decidiu entrar por um caminho de pregador itinerante do Evangelho. Com o tempo muitos passaram a seguir e a compartilhar os ideais de anúncio, de serviço e de pobreza que o animavam. Em 1209, o santo vai ao encontro do Papa Inocêncio III e consegue a aprovação para a sua ordem. Ao que tudo indica, o Pontífice teria tido um sonho no qual um religioso pequeno e insignificante segurava com os seus ombros a Basílica de São João de Latrão – mãe de todas as igrejas. Já em 1220, depois de voltar da Terra Santa, deixou o governo da Ordem aos cuidados de Pedro Cattani e enveredou pelo caminho da oração contemplativa, chegando a receber os estigmas. Sua morte é datada na noite de 3 de outubro de 1226.

O Papa Francisco ofereceu à Igreja, por ocasião da celebração da memória do santo, em 2013, três fecundos aspectos da vida de São Francisco. A identificação com Cristo crucificado – primeiro aspecto – é uma realidade clara na vida do Pobrezinho de Assis. Desde o chamado a reconstruir a Igreja a partir da cruz até a sua experiência dos estigmas e sua morte, há sinais eloquentes do serviço e do amor vividos por ele. É imperativo hoje que os cristãos se deixem tocar pela mensagem de entrega amorosa do crucificado. A vivência da paz franciscana – segundo aspecto – se identifica plenamente com a paz de Cristo. Não se deve confundir a paz, vivida por Santo de Assis, com um sentimento piegas nem com uma concepção panteísta do cosmos. Na verdade, a paz doada pelo Senhor e vivida pelo santo é compreendida como a vivência do mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 13,34; 15,12). Por fim, o respeito por tudo o que Deus criou é o terceiro aspecto. São Francisco soube louvar a Deus por todas as suas criaturas. O louvor se presta pela voz e pela vida em consonância com a vontade divina. Por isso, o cuidado com o cosmos é uma tarefa da Igreja.

São Francisco de Assis continua tão atual como antes. Seu testemunho, aliás, rejuvenesceu, ainda mais, diante das necessidades atuais das pessoas, da sociedade e do cosmos. Pois, segundo o nosso Papa: “Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior” (LS 10). Que, pela intercessão do Pobrezinho de Assis, a Igreja tenha sempre mais o zelo apostólico para que se empenhe na salvação de todos.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida