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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2017

25 de Maio de 2017

São Jerônimo

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25/09/2015 17:32 - Atualizado em 25/09/2015 17:33

São Jerônimo 0

25/09/2015 17:32 - Atualizado em 25/09/2015 17:33

Encerrando o mês de setembro, no dia 30, a Igreja celebra a memória de São Jerônimo. Esta data reveste-se de um significado especial, pois, nela, os cristãos podem contemplar a força do mistério pascal de Cristo, atualizado na vida do Santo doutor e exegeta. O Papa emérito Bento XVI, por ocasião de suas catequeses sobre os padres da Igreja, declarou: “Que podemos nós aprender de São Jerônimo? Sobretudo, penso, o seguinte: amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura”. Assim, a celebração da memória de São Jerônimo está ligada com a ação do Espírito de Cristo atuando sobre a Igreja e os cristãos para que conheçam, obedeçam e amem a Palavra de Deus, contidas nas Escrituras Santas.

São Jerônimo nasceu entre os anos de 340 e 347 d.C. numa cidade chamada Stridon, na região da Dalmácia, fronteira do Império Romano. De família religiosa, Ele foi batizado em Roma e ingressou numa comunidade monástica em Arquileia. Quando o grupo de monges se desfez, o santo doutor se transferiu para o Oriente, onde viveu, por muitos anos, como eremita, aperfeiçoando os seus conhecimentos do grego e do hebraico. Transcreveu obras de outros padres da Igreja e se dedicou a oração com a Bíblia. Foi nesse período, no Oriente, que ele se ordenou sacerdote. Depois do Concílio de Constantinopla (381), Jerônimo retornou para Roma e acabou se tornando secretário e conselheiro do Papa Dâmaso. Depois da morte do Pontífice, viajou para a Terra Santa e para o Egito, terminando, enfim, por volta do ano de 386, em Belém, onde ficou até a morte. Acredita-se que ele tenha falecido entre os anos de 419 e 420. O secretário de Santo Agostinho, chamado Próspero de Aquitânia, e o martiriológico jeronimiano (do sexto século) atestam o sepultamento do santo doutor e exegeta no dia 30 de setembro.

A produção literária de São Jerônimo é vastíssima, incluindo versões da Sagrada Escritura, comentários aos livros bíblicos, obras teológicas, traduções de obras de outros padres e de escritores importantes para o conhecimento da doutrina cristã, um vasto epistolário, obras biográficas e livros de caráter monástico e ascético. A obra mais conhecida de Jerônimo é a “Vulgata”.

Tendo um grande conhecimento linguístico e literário, o santo doutor sabia das limitações das versões latinas da Bíblia de seu tempo. Assim, a pedido do Papa Dâmaso, começou um longo trabalho de revisão dos textos latinos e de traduções dos manuscritos hebraicos e gregos. No tempo que esteve em Roma, corrigiu os problemas apresentados pelas versões latinas em relação aos evangelhos e ao saltério. Em Belém, revisou os textos do saltério, dos livros atribuídos a Salomão, de Jó e dos Reis a partir da héxapla de Orígenes. Ademais, além de crítico e revisor, traduziu diretamente do hebraico completamente o saltério, os livros dos Reis, Esdras, os livros das Crônicas e os atribuídos a Salomão, Tobias e Judite. Em relação ao Novo Testamento, no período em Belém, São Jerônimo volta ao texto dos quatro evangelhos, e seus discípulos Rufino e Sírio terminaram a tradução dos demais livros. Esta obra de São Jerônimo, conhecida como “Vulgata”, foi adotada pelo Concílio de Trento como texto oficial da Igreja latina. Recentemente (1979), este texto passou por revisão, conhecida como “Neo-vulgata”, passando a texto oficial.

Hoje, o testemunho de amor de São Jerônimo pela Bíblia pode contribuir para que os fiéis aprendam a se dedicarem com maior afinco a leitura, meditação e oração dos textos escriturísticos.

A animação bíblica da pastoral encontra no santo exegeta um modelo a ser revisitado, sempre a fim de que a Escritura seja cada vez mais um lugar de encontro com o Cristo vivo. Na sua epístola 52, encontra-se um importante conselho ao sacerdote Nepociano, válido, ainda, para todos os cristãos: “Lê com muita frequência as divinas Escrituras. Aliás, que o livro sagrado nunca saia das tuas mãos”. Que a Igreja, celebrando a memória de São Jerônimo e encerrando o Mês da Bíblia, consiga, em consonância com a oração de coleta do dia do santo, alimentar-se cada vez mais da Palavra de Deus, e nela encontrar a fonte da vida.

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São Jerônimo

25/09/2015 17:32 - Atualizado em 25/09/2015 17:33

Encerrando o mês de setembro, no dia 30, a Igreja celebra a memória de São Jerônimo. Esta data reveste-se de um significado especial, pois, nela, os cristãos podem contemplar a força do mistério pascal de Cristo, atualizado na vida do Santo doutor e exegeta. O Papa emérito Bento XVI, por ocasião de suas catequeses sobre os padres da Igreja, declarou: “Que podemos nós aprender de São Jerônimo? Sobretudo, penso, o seguinte: amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura”. Assim, a celebração da memória de São Jerônimo está ligada com a ação do Espírito de Cristo atuando sobre a Igreja e os cristãos para que conheçam, obedeçam e amem a Palavra de Deus, contidas nas Escrituras Santas.

São Jerônimo nasceu entre os anos de 340 e 347 d.C. numa cidade chamada Stridon, na região da Dalmácia, fronteira do Império Romano. De família religiosa, Ele foi batizado em Roma e ingressou numa comunidade monástica em Arquileia. Quando o grupo de monges se desfez, o santo doutor se transferiu para o Oriente, onde viveu, por muitos anos, como eremita, aperfeiçoando os seus conhecimentos do grego e do hebraico. Transcreveu obras de outros padres da Igreja e se dedicou a oração com a Bíblia. Foi nesse período, no Oriente, que ele se ordenou sacerdote. Depois do Concílio de Constantinopla (381), Jerônimo retornou para Roma e acabou se tornando secretário e conselheiro do Papa Dâmaso. Depois da morte do Pontífice, viajou para a Terra Santa e para o Egito, terminando, enfim, por volta do ano de 386, em Belém, onde ficou até a morte. Acredita-se que ele tenha falecido entre os anos de 419 e 420. O secretário de Santo Agostinho, chamado Próspero de Aquitânia, e o martiriológico jeronimiano (do sexto século) atestam o sepultamento do santo doutor e exegeta no dia 30 de setembro.

A produção literária de São Jerônimo é vastíssima, incluindo versões da Sagrada Escritura, comentários aos livros bíblicos, obras teológicas, traduções de obras de outros padres e de escritores importantes para o conhecimento da doutrina cristã, um vasto epistolário, obras biográficas e livros de caráter monástico e ascético. A obra mais conhecida de Jerônimo é a “Vulgata”.

Tendo um grande conhecimento linguístico e literário, o santo doutor sabia das limitações das versões latinas da Bíblia de seu tempo. Assim, a pedido do Papa Dâmaso, começou um longo trabalho de revisão dos textos latinos e de traduções dos manuscritos hebraicos e gregos. No tempo que esteve em Roma, corrigiu os problemas apresentados pelas versões latinas em relação aos evangelhos e ao saltério. Em Belém, revisou os textos do saltério, dos livros atribuídos a Salomão, de Jó e dos Reis a partir da héxapla de Orígenes. Ademais, além de crítico e revisor, traduziu diretamente do hebraico completamente o saltério, os livros dos Reis, Esdras, os livros das Crônicas e os atribuídos a Salomão, Tobias e Judite. Em relação ao Novo Testamento, no período em Belém, São Jerônimo volta ao texto dos quatro evangelhos, e seus discípulos Rufino e Sírio terminaram a tradução dos demais livros. Esta obra de São Jerônimo, conhecida como “Vulgata”, foi adotada pelo Concílio de Trento como texto oficial da Igreja latina. Recentemente (1979), este texto passou por revisão, conhecida como “Neo-vulgata”, passando a texto oficial.

Hoje, o testemunho de amor de São Jerônimo pela Bíblia pode contribuir para que os fiéis aprendam a se dedicarem com maior afinco a leitura, meditação e oração dos textos escriturísticos.

A animação bíblica da pastoral encontra no santo exegeta um modelo a ser revisitado, sempre a fim de que a Escritura seja cada vez mais um lugar de encontro com o Cristo vivo. Na sua epístola 52, encontra-se um importante conselho ao sacerdote Nepociano, válido, ainda, para todos os cristãos: “Lê com muita frequência as divinas Escrituras. Aliás, que o livro sagrado nunca saia das tuas mãos”. Que a Igreja, celebrando a memória de São Jerônimo e encerrando o Mês da Bíblia, consiga, em consonância com a oração de coleta do dia do santo, alimentar-se cada vez mais da Palavra de Deus, e nela encontrar a fonte da vida.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida