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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Cuidemos de nossa casa comum

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Cuidemos de nossa casa comum

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14/09/2015 16:25 - Atualizado em 14/09/2015 16:25

Cuidemos de nossa casa comum 0

14/09/2015 16:25 - Atualizado em 14/09/2015 16:25

Estamos no mês de setembro, Mês da Bíblia, que para nós, no hemisfério sul, é também o mês em que se inicia a Primavera. Embora nem sempre percebamos com clareza as estações do ano devido à diversidade das situações climáticas do país, as primeiras chuvas que começam a cair em nossa região, depois de uma longa estiagem, dão uma esperança de vida que renasce. Aliás, foi exatamente esse o clima da Páscoa celebrada no hemisfério norte, no tempo primaveril. Para nós é também a época em que comemoramos o Dia da Árvore, recordando a nossa responsabilidade para com a criação. Logo no início de outubro, dentro da mesma estação do ano, no dia de São Francisco de Assis aprofundaremos ainda mais a preocupação com a criação, aprendendo do “santo da ecologia”.

Para nós que vivemos em época do Papa Francisco, que publicou a primeira carta encíclica sobre o cuidado da criação – a “Laudato Si’” –, é uma grande responsabilidade como cristãos.

No próximo domingo, dia 20 de setembro, precedendo o início da Primavera e o Dia da Árvore, a Arquidiocese do Rio promoverá um plantio de árvores em paróquias de todos os oito vicariatos, iniciando uma série de plantios durante os próximos meses, coincidindo com o final do Ano da Esperança e início do Ano do Jubileu da Misericórdia. Entre tantas atividades, escolhemos esta que nos ajuda a educar e contribui com a nossa casa comum.

Iniciamos o mês, no dia 1º de setembro, celebrando o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. A data foi instituída pelo Papa Francisco e tem um sentido ecumênico, já que a mesma é também comemorada pela Igreja Ortodoxa.

Com todas estas iniciativas, o Santo Padre pretende que se ofereça aos fiéis e às comunidades a oportunidade de “renovarem a adesão pessoal à vocação de protetores da criação”, “elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado”.

“Como cristãos, queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está a viver. Por isto devemos, antes de tudo, procurar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós”, explica o Pontífice.

O Papa Francisco alerta que a “crise ecológica” impele a uma “profunda conversão espiritual” e frisa que os cristãos são chamados a uma “conversão ecológica que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus”, citando a encíclica Laudato Sí’ (217).

De fato, viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa.

O Papa Francisco recorda que vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultarem mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isso, convido a todos para, a iniciar pela Primavera de 2015, ano da Laudato Si’, dar um testemunho concreto com o cuidado da “nossa casa comum”, com o plantio de árvores em toda a nossa grande cidade, que mesmo tendo a maior floresta urbana do mundo, necessita, em muitos lugares, de uma arborização que humanize ainda mais nossa bela metrópole. A Igreja assim contribui também com esta missão que é de todos nós. Dando passos simples, mas concretos, temos certeza de que a experiência pascal da morte e ressurreição de Cristo nos fará comprometidos, da mesma forma, com o planeta que habitamos, para que também ele experimente que pode renascer com o cuidado que os homens passam a ter com a natureza.

Concluo com a Oração Cristã com a Criação, presente na encíclica Laudato Sí’: “Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais! Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais! Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais! Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a Terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Amém”.

E de nossa parte, damos graças a Deus e dizemos: em tudo dai graças a Deus pela sua obra criada em favor dos homens e das mulheres.

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Cuidemos de nossa casa comum

14/09/2015 16:25 - Atualizado em 14/09/2015 16:25

Estamos no mês de setembro, Mês da Bíblia, que para nós, no hemisfério sul, é também o mês em que se inicia a Primavera. Embora nem sempre percebamos com clareza as estações do ano devido à diversidade das situações climáticas do país, as primeiras chuvas que começam a cair em nossa região, depois de uma longa estiagem, dão uma esperança de vida que renasce. Aliás, foi exatamente esse o clima da Páscoa celebrada no hemisfério norte, no tempo primaveril. Para nós é também a época em que comemoramos o Dia da Árvore, recordando a nossa responsabilidade para com a criação. Logo no início de outubro, dentro da mesma estação do ano, no dia de São Francisco de Assis aprofundaremos ainda mais a preocupação com a criação, aprendendo do “santo da ecologia”.

Para nós que vivemos em época do Papa Francisco, que publicou a primeira carta encíclica sobre o cuidado da criação – a “Laudato Si’” –, é uma grande responsabilidade como cristãos.

No próximo domingo, dia 20 de setembro, precedendo o início da Primavera e o Dia da Árvore, a Arquidiocese do Rio promoverá um plantio de árvores em paróquias de todos os oito vicariatos, iniciando uma série de plantios durante os próximos meses, coincidindo com o final do Ano da Esperança e início do Ano do Jubileu da Misericórdia. Entre tantas atividades, escolhemos esta que nos ajuda a educar e contribui com a nossa casa comum.

Iniciamos o mês, no dia 1º de setembro, celebrando o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. A data foi instituída pelo Papa Francisco e tem um sentido ecumênico, já que a mesma é também comemorada pela Igreja Ortodoxa.

Com todas estas iniciativas, o Santo Padre pretende que se ofereça aos fiéis e às comunidades a oportunidade de “renovarem a adesão pessoal à vocação de protetores da criação”, “elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado”.

“Como cristãos, queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está a viver. Por isto devemos, antes de tudo, procurar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós”, explica o Pontífice.

O Papa Francisco alerta que a “crise ecológica” impele a uma “profunda conversão espiritual” e frisa que os cristãos são chamados a uma “conversão ecológica que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus”, citando a encíclica Laudato Sí’ (217).

De fato, viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa.

O Papa Francisco recorda que vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultarem mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isso, convido a todos para, a iniciar pela Primavera de 2015, ano da Laudato Si’, dar um testemunho concreto com o cuidado da “nossa casa comum”, com o plantio de árvores em toda a nossa grande cidade, que mesmo tendo a maior floresta urbana do mundo, necessita, em muitos lugares, de uma arborização que humanize ainda mais nossa bela metrópole. A Igreja assim contribui também com esta missão que é de todos nós. Dando passos simples, mas concretos, temos certeza de que a experiência pascal da morte e ressurreição de Cristo nos fará comprometidos, da mesma forma, com o planeta que habitamos, para que também ele experimente que pode renascer com o cuidado que os homens passam a ter com a natureza.

Concluo com a Oração Cristã com a Criação, presente na encíclica Laudato Sí’: “Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais! Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais! Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais! Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a Terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Amém”.

E de nossa parte, damos graças a Deus e dizemos: em tudo dai graças a Deus pela sua obra criada em favor dos homens e das mulheres.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro