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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/03/2017

28 de Março de 2017

“A melhor oração é amar”

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28 de Março de 2017

“A melhor oração é amar”

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09/09/2015 11:23 - Atualizado em 09/09/2015 11:25

“A melhor oração é amar” 0

09/09/2015 11:23 - Atualizado em 09/09/2015 11:25

Prezados irmãos, muitas vezes falamos sobre oração. Procuramos pessoas, ou leituras, que nos “ensinem” a orar. Existem várias “escolas” místicas de oração. Vários santos tornaram seu caminho de encontro com Deus público. Fazendo disso, uma forma de se chegar até o criador, e Pai de todos.

Uns chamaram de Caminho; outros Exercícios Espirituais; Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja; Regras. Em fim, uma infinidade de nomes ao movimento que faz a alma em direção a Deus, e que retornando ao orante se transforme em vida para os outros.

Neste sentido, Santo Inácio de Loyola, ao fazer a primeira anotação sobre o que são os Exercícios Espirituais, afirma que são “os diferentes modos de a pessoa se preparar e dispor para tirar de si todas as afeições desordenadas, e afastando-as, procurar e encontrar a vontade de Deus, na disposição da própria vida para o bem da mesma pessoa” (EE 1, 1ª Anotação).

É necessário entender um termo que aparece, e alguma vezes torna-se de difícil compreensão: “afeições desordenadas”. Segundo a versão dos Exercícios Espirituais, de Joaquim Abranches, sj, tradução das Edições Loyola (1985), em nota de rodapé, encontramos que “as afeições desordenadas são todas as aspirações profundas (conscientes ou inconscientes) do homem, que o levam a uma aversão a Deus, e pelas quais tende a desviar-se e a sair da ordem estabelecida por Deus, na qual tudo converge para Cristo, e nele para o Pai”. Ou seja, em resumo, são as chamada “vontades”; nossos “quereres”. Uma utilização equivocada do Livre Arbítrio. Sobre isso, nos diz Paulo aos Coríntios, “Posso fazer tudo o que quero. Sim. Mas nem tudo me convém” (I Cor. 6,12a.).

A oração deve ser um momento de revisão de vida. Um confrontar a própria vontade com a necessidade de fazer a vontade de Deus. “Nem todo que me diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu” (Mt. 7,21). Toda oração deve questionar como estamos vivendo a caridade. E caridade se pratica com aquele que nada pode nos retribuir. O que poderíamos dar em troca para Jesus pela sua morte na cruz? Ele se entregou sem esperar nada de nós. Sem esperar nada por aqueles que ele estava dando a vida. Nada.

Orar é confrontar a vida com o que nos pede Deus. E isso só se tem diante de sua palavra, a Sagrada Escritura. Diante dos “mestres” de oração. Diante de um movimento de sair de si, de libertar-se das “afeições desordenadas”.

Orar é dispor a alma para Cristo, deixando de lado tudo aquilo que impede de fazer a vontade de Deus. Tornar-se livre diante das coisas, de tal modo que se possa dizer, em oração, que quem perde a vida por causa de Cristo vai encontra-la (Mt. 10,39b).

Orar é dispor a alma para a salvação. Orar é privar-se de tudo o que impede de atingir esse fim. Orar é tornar-se “indiferente” às coisas criadas para que possamos atingir o fim de nossa alma, a salvação.

E livres das nossas “afeições ordenadas” possamos optar por Cristo, escolhendo-o como Senhor de nossa vida de nossos quereres e de nossas vontades.


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“A melhor oração é amar”

09/09/2015 11:23 - Atualizado em 09/09/2015 11:25

Prezados irmãos, muitas vezes falamos sobre oração. Procuramos pessoas, ou leituras, que nos “ensinem” a orar. Existem várias “escolas” místicas de oração. Vários santos tornaram seu caminho de encontro com Deus público. Fazendo disso, uma forma de se chegar até o criador, e Pai de todos.

Uns chamaram de Caminho; outros Exercícios Espirituais; Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja; Regras. Em fim, uma infinidade de nomes ao movimento que faz a alma em direção a Deus, e que retornando ao orante se transforme em vida para os outros.

Neste sentido, Santo Inácio de Loyola, ao fazer a primeira anotação sobre o que são os Exercícios Espirituais, afirma que são “os diferentes modos de a pessoa se preparar e dispor para tirar de si todas as afeições desordenadas, e afastando-as, procurar e encontrar a vontade de Deus, na disposição da própria vida para o bem da mesma pessoa” (EE 1, 1ª Anotação).

É necessário entender um termo que aparece, e alguma vezes torna-se de difícil compreensão: “afeições desordenadas”. Segundo a versão dos Exercícios Espirituais, de Joaquim Abranches, sj, tradução das Edições Loyola (1985), em nota de rodapé, encontramos que “as afeições desordenadas são todas as aspirações profundas (conscientes ou inconscientes) do homem, que o levam a uma aversão a Deus, e pelas quais tende a desviar-se e a sair da ordem estabelecida por Deus, na qual tudo converge para Cristo, e nele para o Pai”. Ou seja, em resumo, são as chamada “vontades”; nossos “quereres”. Uma utilização equivocada do Livre Arbítrio. Sobre isso, nos diz Paulo aos Coríntios, “Posso fazer tudo o que quero. Sim. Mas nem tudo me convém” (I Cor. 6,12a.).

A oração deve ser um momento de revisão de vida. Um confrontar a própria vontade com a necessidade de fazer a vontade de Deus. “Nem todo que me diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu” (Mt. 7,21). Toda oração deve questionar como estamos vivendo a caridade. E caridade se pratica com aquele que nada pode nos retribuir. O que poderíamos dar em troca para Jesus pela sua morte na cruz? Ele se entregou sem esperar nada de nós. Sem esperar nada por aqueles que ele estava dando a vida. Nada.

Orar é confrontar a vida com o que nos pede Deus. E isso só se tem diante de sua palavra, a Sagrada Escritura. Diante dos “mestres” de oração. Diante de um movimento de sair de si, de libertar-se das “afeições desordenadas”.

Orar é dispor a alma para Cristo, deixando de lado tudo aquilo que impede de fazer a vontade de Deus. Tornar-se livre diante das coisas, de tal modo que se possa dizer, em oração, que quem perde a vida por causa de Cristo vai encontra-la (Mt. 10,39b).

Orar é dispor a alma para a salvação. Orar é privar-se de tudo o que impede de atingir esse fim. Orar é tornar-se “indiferente” às coisas criadas para que possamos atingir o fim de nossa alma, a salvação.

E livres das nossas “afeições ordenadas” possamos optar por Cristo, escolhendo-o como Senhor de nossa vida de nossos quereres e de nossas vontades.


Diácono Marcos Gayoso
Autor

Diácono Marcos Gayoso

Relações Públicas da Comissão Arquidiocesana dos Diáconos Permanentes da Arquidiocese do Rio de Janeiro (CADIPERJ)