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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2017

19 de Novembro de 2017

“Como quem teve o Rei na barriga”

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19 de Novembro de 2017

“Como quem teve o Rei na barriga”

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18/08/2015 12:38 - Atualizado em 18/08/2015 12:38

“Como quem teve o Rei na barriga” 0

18/08/2015 12:38 - Atualizado em 18/08/2015 12:38

Como você se porta diante dos bons acontecimentos da vida? A alegria toma conta do seu ser e tudo o que importa é festejar? Ou você, realizado, fica mais aberto aos que estão ao seu redor? Sua postura é altiva ou humilde? Refletir sobre circunstâncias assim nos ajuda a reconhecer verdades sobre nós mesmos e a repensar algumas posturas que, às vezes, mesmo sem perceber, assumimos.

A liturgia deste domingo, que celebra a Assunção de Nossa Senhora — o momento em que os anjos a levaram ao Céu —, nos revela a beleza da atitude, tão madura e nobre, de Maria, ainda menina. Logo após o anúncio feito pelo anjo Gabriel, de que seria a mãe do Salvador, ela se dirigiu à região montanhosa para ajudar sua prima Isabel, que, já sendo idosa, aguardava pelo nascimento de seu filho (Lc 1,39-56).

Note bem: Maria conhecia as Sagradas Escrituras e sabia que Deus havia prometido a vinda do Salvador. Imagine sua alegria ao descobrir que havia sido a escolhida para trazê-lo ao mundo! Certamente, ela não devia caber em si de tanta felicidade. Mas esse belo sentimento, ao invés de fazer com que ela se fechasse em si própria, a levou ao comprometimento com o próximo. Ela não ficou “na dela”, preocupada com que poderia acontecer ou simplesmente sonhando e planejando como seria a vida a partir daquele momento. Ela foi fazer o que tinha de ser feito: se colocou a serviço de quem precisava dela! Isso se chama comprometimento!

Costumamos dizer quando alguém está “se achando” que essa pessoa “tem o rei na barriga”... Mas Nossa Senhora, que, de fato, carregou o Rei na barriga, não arguiu para si direitos especiais. Portanto, olhando para Maria, que é testemunho de fé e de serviço, a Igreja nos convida a rever nosso comprometimento com a missão de edificarmos o reino de Deus.

Que, como ela, tenhamos a graça de aprender a não arguir direitos especiais. E que, ao contrário, sejamos ainda mais comprometidos com a missão de gerar e levar o Cristo para aqueles que Deus colocar em nosso caminho. #vamoemfrente

* O artigo aqui reproduzido também é publicado na coluna dominical do Padre Omar Raposo no Jornal O Dia.

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“Como quem teve o Rei na barriga”

18/08/2015 12:38 - Atualizado em 18/08/2015 12:38

Como você se porta diante dos bons acontecimentos da vida? A alegria toma conta do seu ser e tudo o que importa é festejar? Ou você, realizado, fica mais aberto aos que estão ao seu redor? Sua postura é altiva ou humilde? Refletir sobre circunstâncias assim nos ajuda a reconhecer verdades sobre nós mesmos e a repensar algumas posturas que, às vezes, mesmo sem perceber, assumimos.

A liturgia deste domingo, que celebra a Assunção de Nossa Senhora — o momento em que os anjos a levaram ao Céu —, nos revela a beleza da atitude, tão madura e nobre, de Maria, ainda menina. Logo após o anúncio feito pelo anjo Gabriel, de que seria a mãe do Salvador, ela se dirigiu à região montanhosa para ajudar sua prima Isabel, que, já sendo idosa, aguardava pelo nascimento de seu filho (Lc 1,39-56).

Note bem: Maria conhecia as Sagradas Escrituras e sabia que Deus havia prometido a vinda do Salvador. Imagine sua alegria ao descobrir que havia sido a escolhida para trazê-lo ao mundo! Certamente, ela não devia caber em si de tanta felicidade. Mas esse belo sentimento, ao invés de fazer com que ela se fechasse em si própria, a levou ao comprometimento com o próximo. Ela não ficou “na dela”, preocupada com que poderia acontecer ou simplesmente sonhando e planejando como seria a vida a partir daquele momento. Ela foi fazer o que tinha de ser feito: se colocou a serviço de quem precisava dela! Isso se chama comprometimento!

Costumamos dizer quando alguém está “se achando” que essa pessoa “tem o rei na barriga”... Mas Nossa Senhora, que, de fato, carregou o Rei na barriga, não arguiu para si direitos especiais. Portanto, olhando para Maria, que é testemunho de fé e de serviço, a Igreja nos convida a rever nosso comprometimento com a missão de edificarmos o reino de Deus.

Que, como ela, tenhamos a graça de aprender a não arguir direitos especiais. E que, ao contrário, sejamos ainda mais comprometidos com a missão de gerar e levar o Cristo para aqueles que Deus colocar em nosso caminho. #vamoemfrente

* O artigo aqui reproduzido também é publicado na coluna dominical do Padre Omar Raposo no Jornal O Dia.

Padre Omar Raposo
Autor

Padre Omar Raposo

Reitor do Santuário Cristo Redentor