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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/03/2017

28 de Março de 2017

A vida religiosa e consagrada

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A vida religiosa e consagrada

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14/08/2015 17:53 - Atualizado em 14/08/2015 17:53

A vida religiosa e consagrada 0

14/08/2015 17:53 - Atualizado em 14/08/2015 17:53

Desde o início do Advento, em 30 de novembro de 2014, até a próxima Festa da Apresentação do Senhor, em 2 de fevereiro de 2016, a Igreja está celebrando o “Ano da Vida Consagrada”. O Papa Francisco proclamou esse tempo a fim de que a Igreja pudesse tomar uma “maior consciência do dom que é a presença de tantos consagrados e consagradas, herdeiros de grandes santos que fizeram a história do cristianismo”. Como estamos vivendo, no Brasil, o Mês Vocacional, seria bom retomarmos as ideias centrais da Carta Apostólica às pessoas consagradas.

A primeira ideia apresentada no texto da carta é o próprio objetivo do Ano da Vida Consagrada. Com a sua celebração, se deseja contemplar o passado, o presente e o futuro da vocação religiosa na Igreja. Ao olhar para o passado, urge fazer uma memória agradecida dos eventos dos inícios das comunidades e da sua história de crescimento até o dia de hoje. Normalmente, na fundação e na história de cada família religiosa estão presentes as figuras de santos e santas que serviram a Deus, possibilitando a difusão do Evangelho. Por conseguinte, o olhar para as conquistas do passado deve gerar a pergunta pelo hoje. O Evangelho de Cristo – regra em absoluto das “regras” – deve continuar a ser o centro da leitura, do estudo, da meditação e da vivência da vida dos religiosos. É o conhecimento e o amor a Cristo que levam os homens e as mulheres consagrados a se doarem pelos irmãos nos diversos carismas e serviços. Por fim, o olhar se dirige ao futuro da vida religiosa, no qual o Papa Francisco anima os consagrados mais jovens a assumirem com empenho a sua vocação para que possam, um dia, realizar a tarefa de acompanhar às próximas gerações no seguimento do Senhor.

Na carta, a segunda ideia apresentada diz respeito às expectativas para a celebração do Ano da Vida Consagrada. Podemos perceber pelo menos cinco aspirações. O Santo Padre deseja, primeiramente, que este tempo contribua para que os religiosos se sintam mais alegres e felizes em sua vocação. Dessa forma, poderão realizar a segunda esperança: a de serem profetas diante das dificuldades do mundo de hoje, oferecendo um espaço de fraternidade, de acolhimento e de amor aos homens. O terceiro anseio é que se tornem “peritos em comunhão”, para que, através da sua própria vivência comunitária, ensinem aos outros fiéis e ao mundo como superar as dificuldades dos relacionamentos e a cultivar atitudes como o encontro, o diálogo, a escuta e a ajuda mútua. A quarta expectativa é, na verdade, um impulso do Pontífice para que as comunidades religiosas se dirijam às periferias existenciais: “pessoas que perderam toda a esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens a quem está vedado qualquer futuro, doentes e idosos abandonados, ricos saciados de bens, mas com o vazio no coração, homens e mulheres à procura do sentido da vida, sedentos do divino.”. A última esperança do Papa é que os consagrados aprendam, ainda mais, a ouvir a Palavra de Deus e a contemplar as necessidades dos homens, a fim de que possam atuar eficazmente na ação evangelizadora da Igreja.

A terceira ideia inserida no texto da carta é a afirmação que o “Ano da Vida Consagrada” diz respeito a toda a Igreja. O Santo Padre nomeia alguns grupos importantes de fiéis e estabelece sua relação com a vida religiosa. Os leigos, que partilham da espiritualidade e do carisma de uma família religiosa, são incentivados a tomarem consciência do dom que são e a conhecerem outros leigos que fazem a mesma experiência. Os leigos, em geral, são chamados a conhecer as diversas impostações da vida religiosa e a incentivar os consagrados à fidelidade na resposta ao chamado divino. Os bispos, por sua vez, são instruídos a promover as vocações religiosas e a favorecer a comunhão das famílias consagradas entre si e com os demais fiéis.

No Mês Vocacional, então, a Igreja do Brasil quer fazer eco do chamado de Jesus: “Vem e segue!” (Mt 19,21), por um lado, convidando os jovens a discernirem, à luz do Espírito Santo, o chamado à vida consagrada e, por outro, incentivando os religiosos a assumirem com coragem a oferta da vida que fizeram, em consonância com os ditames da Carta Apostólica aos consagrados do Papa Francisco.

 

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A vida religiosa e consagrada

14/08/2015 17:53 - Atualizado em 14/08/2015 17:53

Desde o início do Advento, em 30 de novembro de 2014, até a próxima Festa da Apresentação do Senhor, em 2 de fevereiro de 2016, a Igreja está celebrando o “Ano da Vida Consagrada”. O Papa Francisco proclamou esse tempo a fim de que a Igreja pudesse tomar uma “maior consciência do dom que é a presença de tantos consagrados e consagradas, herdeiros de grandes santos que fizeram a história do cristianismo”. Como estamos vivendo, no Brasil, o Mês Vocacional, seria bom retomarmos as ideias centrais da Carta Apostólica às pessoas consagradas.

A primeira ideia apresentada no texto da carta é o próprio objetivo do Ano da Vida Consagrada. Com a sua celebração, se deseja contemplar o passado, o presente e o futuro da vocação religiosa na Igreja. Ao olhar para o passado, urge fazer uma memória agradecida dos eventos dos inícios das comunidades e da sua história de crescimento até o dia de hoje. Normalmente, na fundação e na história de cada família religiosa estão presentes as figuras de santos e santas que serviram a Deus, possibilitando a difusão do Evangelho. Por conseguinte, o olhar para as conquistas do passado deve gerar a pergunta pelo hoje. O Evangelho de Cristo – regra em absoluto das “regras” – deve continuar a ser o centro da leitura, do estudo, da meditação e da vivência da vida dos religiosos. É o conhecimento e o amor a Cristo que levam os homens e as mulheres consagrados a se doarem pelos irmãos nos diversos carismas e serviços. Por fim, o olhar se dirige ao futuro da vida religiosa, no qual o Papa Francisco anima os consagrados mais jovens a assumirem com empenho a sua vocação para que possam, um dia, realizar a tarefa de acompanhar às próximas gerações no seguimento do Senhor.

Na carta, a segunda ideia apresentada diz respeito às expectativas para a celebração do Ano da Vida Consagrada. Podemos perceber pelo menos cinco aspirações. O Santo Padre deseja, primeiramente, que este tempo contribua para que os religiosos se sintam mais alegres e felizes em sua vocação. Dessa forma, poderão realizar a segunda esperança: a de serem profetas diante das dificuldades do mundo de hoje, oferecendo um espaço de fraternidade, de acolhimento e de amor aos homens. O terceiro anseio é que se tornem “peritos em comunhão”, para que, através da sua própria vivência comunitária, ensinem aos outros fiéis e ao mundo como superar as dificuldades dos relacionamentos e a cultivar atitudes como o encontro, o diálogo, a escuta e a ajuda mútua. A quarta expectativa é, na verdade, um impulso do Pontífice para que as comunidades religiosas se dirijam às periferias existenciais: “pessoas que perderam toda a esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens a quem está vedado qualquer futuro, doentes e idosos abandonados, ricos saciados de bens, mas com o vazio no coração, homens e mulheres à procura do sentido da vida, sedentos do divino.”. A última esperança do Papa é que os consagrados aprendam, ainda mais, a ouvir a Palavra de Deus e a contemplar as necessidades dos homens, a fim de que possam atuar eficazmente na ação evangelizadora da Igreja.

A terceira ideia inserida no texto da carta é a afirmação que o “Ano da Vida Consagrada” diz respeito a toda a Igreja. O Santo Padre nomeia alguns grupos importantes de fiéis e estabelece sua relação com a vida religiosa. Os leigos, que partilham da espiritualidade e do carisma de uma família religiosa, são incentivados a tomarem consciência do dom que são e a conhecerem outros leigos que fazem a mesma experiência. Os leigos, em geral, são chamados a conhecer as diversas impostações da vida religiosa e a incentivar os consagrados à fidelidade na resposta ao chamado divino. Os bispos, por sua vez, são instruídos a promover as vocações religiosas e a favorecer a comunhão das famílias consagradas entre si e com os demais fiéis.

No Mês Vocacional, então, a Igreja do Brasil quer fazer eco do chamado de Jesus: “Vem e segue!” (Mt 19,21), por um lado, convidando os jovens a discernirem, à luz do Espírito Santo, o chamado à vida consagrada e, por outro, incentivando os religiosos a assumirem com coragem a oferta da vida que fizeram, em consonância com os ditames da Carta Apostólica aos consagrados do Papa Francisco.

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida