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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/08/2017

17 de Agosto de 2017

Ideologia de Gênero: a armadilha por trás dos belos discursos

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17 de Agosto de 2017

Ideologia de Gênero: a armadilha por trás dos belos discursos

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20/07/2015 16:58 - Atualizado em 20/07/2015 16:59

Ideologia de Gênero: a armadilha por trás dos belos discursos 0

20/07/2015 16:58 - Atualizado em 20/07/2015 16:59

Muitas personalidades e instituições estão fazendo campanha aberta pela “igualdade de gênero”. As intenções são muito boas: promoção da igualdade, fim da discriminação e afirmação das minorias. Porém, a realidade é completamente outra. Essa ideologia não respeita nenhum grupo, seja minoritário ou majoritário, não tem a menor intenção se promover justiça e sua aplicação em larga escala é uma seríssima ameaça à família e à sociedade.

O que é, afinal, a tal “Identidade de Gênero”? É uma ideologia criada nos anos 80 cujo conceito basicamente é dizer que todos nós nascemos sem nenhum tipo de identidade até que possamos, exclusivamente por nossa vontade, decidir que papel desejamos representar na sociedade e como vamos nos comportar sexualmente.

A primeira armadilha está justamente na definição de que todos nós nascemos sem identidade alguma. Essa afirmação já é falsa desde o princípio porque, afinal, cada criança é completamente diferente da outra e, em termos sexuais, nasce com diferenças físicas e comportamentais bem diferentes. Quem já teve filhos sabe que criar meninos é muito diferente de criar meninas. Mas a questão não é só essa. Essa falta de identidade é vendida como uma prova da igualdade entre todos os seres humanos, mas na verdade ela afirma a nulidade de todos nós. Até que venhamos a escolher um gênero (comportamento social + comportamento sexual), somos todos iguais, porque todos somos nada.

E aí vem a segunda armadilha. Se todos somos nada, o que definiria a identidade de um ser humano? Segundo a ideologia, nossa identidade seria construída pelo papel que desejo representar (de homem ou mulher) e pelo comportamento sexual que desejo adotar. Mas, sinceramente, é assim que nós devemos nos definir? Sou apenas homem, mulher, hétero, homo, trans etc? Esse tipo de definição não significa liberdade, mas é antes de tudo uma prisão que define a minha humanidade somente pela questão sexual. E não é isso que o ser humano é. Somos muito mais do que isso.

Só que essa pretensa “liberdade” tem mais consequências. Como todos podem livremente criar seu comportamento sexual, qualquer coisa passa a ser tida como “normalidade” e isso inclui pessoas que desejam se relacionar sexualmente com irmãos, animais ou até mesmo com crianças. É assustador, mas na Europa, já existem classes organizadas para defender esses tipos de prática, com direito a voz na vida política. Você pode facilmente encontrar seus sites na internet.

Essas são algumas das armadilhas que estão escondidas atrás do belo discurso da igualdade e da inclusão. O objetivo como sempre é reduzir as pessoas e enfraquecer as famílias. Assim é mais fácil exercer poder sobre elas.  Como disse Papa Francisco: “Toda ideologia leva à ditadura”.

E o perigo dessas práticas serem implantadas no Brasil é real. Muitas organizações com poder de financiamento estão se mobilizando para que isso se torne uma realidade. E o caminho escolhido foi a educação. Estão tentando forçar o ensino da ideologia de gênero como lei em nosso país, e se isso acontecer, nossas crianças serão expostas a esse tipo de informação à revelia dos pais, tanto nas escolas públicas quanto nas particulares. E isso já começou, através da lei que permite que meninos e meninas frequentem os banheiros que desejarem nas escolas de São Paulo. A lei foi aprovada mesmo sob o protesto dos pais e da alegação que o número de estupros cresceu nos países em que a prática foi aceita.

Houve a tentativa de incluir o ensino da “Ideologia de Gênero” no Plano Nacional de Educação, mas a proposta foi derrubada. Agora, as mesmas organizações estão trabalhando para que os Planos Estaduais e Municipais contenham estas mesmas instruções. O investimento está sendo alto e a própria criadora do conceito está vindo ao Brasil.

Se não ficarmos atentos e cobrarmos de nossos políticos, vamos permitir que organizações estrangeiras importem para a nossa sociedade práticas contrárias aos nossos valores e que enfraquecem, ainda mais, as nossas famílias. 

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Ideologia de Gênero: a armadilha por trás dos belos discursos

20/07/2015 16:58 - Atualizado em 20/07/2015 16:59

Muitas personalidades e instituições estão fazendo campanha aberta pela “igualdade de gênero”. As intenções são muito boas: promoção da igualdade, fim da discriminação e afirmação das minorias. Porém, a realidade é completamente outra. Essa ideologia não respeita nenhum grupo, seja minoritário ou majoritário, não tem a menor intenção se promover justiça e sua aplicação em larga escala é uma seríssima ameaça à família e à sociedade.

O que é, afinal, a tal “Identidade de Gênero”? É uma ideologia criada nos anos 80 cujo conceito basicamente é dizer que todos nós nascemos sem nenhum tipo de identidade até que possamos, exclusivamente por nossa vontade, decidir que papel desejamos representar na sociedade e como vamos nos comportar sexualmente.

A primeira armadilha está justamente na definição de que todos nós nascemos sem identidade alguma. Essa afirmação já é falsa desde o princípio porque, afinal, cada criança é completamente diferente da outra e, em termos sexuais, nasce com diferenças físicas e comportamentais bem diferentes. Quem já teve filhos sabe que criar meninos é muito diferente de criar meninas. Mas a questão não é só essa. Essa falta de identidade é vendida como uma prova da igualdade entre todos os seres humanos, mas na verdade ela afirma a nulidade de todos nós. Até que venhamos a escolher um gênero (comportamento social + comportamento sexual), somos todos iguais, porque todos somos nada.

E aí vem a segunda armadilha. Se todos somos nada, o que definiria a identidade de um ser humano? Segundo a ideologia, nossa identidade seria construída pelo papel que desejo representar (de homem ou mulher) e pelo comportamento sexual que desejo adotar. Mas, sinceramente, é assim que nós devemos nos definir? Sou apenas homem, mulher, hétero, homo, trans etc? Esse tipo de definição não significa liberdade, mas é antes de tudo uma prisão que define a minha humanidade somente pela questão sexual. E não é isso que o ser humano é. Somos muito mais do que isso.

Só que essa pretensa “liberdade” tem mais consequências. Como todos podem livremente criar seu comportamento sexual, qualquer coisa passa a ser tida como “normalidade” e isso inclui pessoas que desejam se relacionar sexualmente com irmãos, animais ou até mesmo com crianças. É assustador, mas na Europa, já existem classes organizadas para defender esses tipos de prática, com direito a voz na vida política. Você pode facilmente encontrar seus sites na internet.

Essas são algumas das armadilhas que estão escondidas atrás do belo discurso da igualdade e da inclusão. O objetivo como sempre é reduzir as pessoas e enfraquecer as famílias. Assim é mais fácil exercer poder sobre elas.  Como disse Papa Francisco: “Toda ideologia leva à ditadura”.

E o perigo dessas práticas serem implantadas no Brasil é real. Muitas organizações com poder de financiamento estão se mobilizando para que isso se torne uma realidade. E o caminho escolhido foi a educação. Estão tentando forçar o ensino da ideologia de gênero como lei em nosso país, e se isso acontecer, nossas crianças serão expostas a esse tipo de informação à revelia dos pais, tanto nas escolas públicas quanto nas particulares. E isso já começou, através da lei que permite que meninos e meninas frequentem os banheiros que desejarem nas escolas de São Paulo. A lei foi aprovada mesmo sob o protesto dos pais e da alegação que o número de estupros cresceu nos países em que a prática foi aceita.

Houve a tentativa de incluir o ensino da “Ideologia de Gênero” no Plano Nacional de Educação, mas a proposta foi derrubada. Agora, as mesmas organizações estão trabalhando para que os Planos Estaduais e Municipais contenham estas mesmas instruções. O investimento está sendo alto e a própria criadora do conceito está vindo ao Brasil.

Se não ficarmos atentos e cobrarmos de nossos políticos, vamos permitir que organizações estrangeiras importem para a nossa sociedade práticas contrárias aos nossos valores e que enfraquecem, ainda mais, as nossas famílias. 

Alexandre Varela
Autor

Alexandre Varela

Editor do site "O Catequista" e comentarista do programa “Em dia com a Notícia” da Rádio Catedral FM 106,7