Arquidiocese do Rio de Janeiro

29º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2017

25 de Maio de 2017

O valor da direção espiritual na vida do leigo

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

25 de Maio de 2017

O valor da direção espiritual na vida do leigo

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

20/07/2015 16:21 - Atualizado em 20/07/2015 16:21

O valor da direção espiritual na vida do leigo 0

20/07/2015 16:21 - Atualizado em 20/07/2015 16:21

A Igreja Católica sempre recomendou a direção espiritual, desde os primeiros séculos, como uma oportunidade para progredir na vida cristã. Você sabia disso? Todos nós cristãos podemos ter um diretor espiritual para nos acompanhar e orientar à nossa caminhada de fé. Confesso que demorei a entender o quanto eu precisava dessa ajuda. Escorava-me sempre na desculpa que a vida é muito corrida, o trabalho toma todo o tempo e acaba que não dá para parar um pouquinho. E os momentos de partilha só aconteciam quando estava no limite. Mas, entre idas e vindas, finalmente fui convencida e conquistada a trilhar este caminho.

Entendo a direção espiritual como um momento sagrado: de partilha, de busca de autoconhecimento para seguir um caminho na vida espiritual. Pra mim é o momento de encontro comigo mesma, mas com a ajuda e o olhar de outra pessoa que quer me conduzir para águas mais profundas. Portanto, anseio por este encontro e dou permissão, ao meu diretor, para entrar nos recônditos da minha vida. Sim, dou permissão, porque se eu não estiver aberta para este diálogo, provavelmente, acontecerão repetidos encontros e de nada aproveitarei, por melhor que seja o diretor.  

Para trilhar este caminho é preciso ter confiança, afinal, é o seu sagrado que estará sendo revelado, ou seja, o que te incomoda, suas aflições, angústias, inseguranças e tantas realidades do seu interior. É um momento de humildade, de abrir-se a vontade de Deus deixando para trás o orgulho e a autossuficiência. É preciso se desnudar, deixar cair toda a resistência e embarcar, com coragem, nesta aventura espiritual. Nem sempre é fácil, nossa humanidade grita e é difícil tocar em certos aspectos da nossa subjetividade. Mas é possível. E mais que isso, é revelador.

Quando me permitir viver essa experiência, naturalmente foram brotando e reforçando em mim novos valores, novo olhar sobre a vida, novos rumos e, sobretudo, deixando Deus ser Deus.  A direção espiritual é um pastoreio que, a exemplo de Jesus, o diretor espiritual vai indicando o caminho para o amadurecimento na fé. Quanto mais nos conhecemos e mergulhamos numa vida de oração, mais vamos descobrindo a força, a beleza e a coragem que temos para enfrentar as adversidades da vida. E assim, revigorados por esta experiência podemos ir para além, percorrendo por caminhos que nunca imaginávamos.   

Na estrada desse caminho, sigo parafraseando Martin Luther King Jr.: “Eu não sou quem eu gostaria de ser; eu não sou quem eu poderia ser, ainda, eu não sou quem eu deveria ser. Mas graças a Deus eu não sou mais quem eu era”. E como disse no início dessa nossa partilha, todos nós podemos viver essa experiência. Será que você está disposto a aventurar-se?

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

O valor da direção espiritual na vida do leigo

20/07/2015 16:21 - Atualizado em 20/07/2015 16:21

A Igreja Católica sempre recomendou a direção espiritual, desde os primeiros séculos, como uma oportunidade para progredir na vida cristã. Você sabia disso? Todos nós cristãos podemos ter um diretor espiritual para nos acompanhar e orientar à nossa caminhada de fé. Confesso que demorei a entender o quanto eu precisava dessa ajuda. Escorava-me sempre na desculpa que a vida é muito corrida, o trabalho toma todo o tempo e acaba que não dá para parar um pouquinho. E os momentos de partilha só aconteciam quando estava no limite. Mas, entre idas e vindas, finalmente fui convencida e conquistada a trilhar este caminho.

Entendo a direção espiritual como um momento sagrado: de partilha, de busca de autoconhecimento para seguir um caminho na vida espiritual. Pra mim é o momento de encontro comigo mesma, mas com a ajuda e o olhar de outra pessoa que quer me conduzir para águas mais profundas. Portanto, anseio por este encontro e dou permissão, ao meu diretor, para entrar nos recônditos da minha vida. Sim, dou permissão, porque se eu não estiver aberta para este diálogo, provavelmente, acontecerão repetidos encontros e de nada aproveitarei, por melhor que seja o diretor.  

Para trilhar este caminho é preciso ter confiança, afinal, é o seu sagrado que estará sendo revelado, ou seja, o que te incomoda, suas aflições, angústias, inseguranças e tantas realidades do seu interior. É um momento de humildade, de abrir-se a vontade de Deus deixando para trás o orgulho e a autossuficiência. É preciso se desnudar, deixar cair toda a resistência e embarcar, com coragem, nesta aventura espiritual. Nem sempre é fácil, nossa humanidade grita e é difícil tocar em certos aspectos da nossa subjetividade. Mas é possível. E mais que isso, é revelador.

Quando me permitir viver essa experiência, naturalmente foram brotando e reforçando em mim novos valores, novo olhar sobre a vida, novos rumos e, sobretudo, deixando Deus ser Deus.  A direção espiritual é um pastoreio que, a exemplo de Jesus, o diretor espiritual vai indicando o caminho para o amadurecimento na fé. Quanto mais nos conhecemos e mergulhamos numa vida de oração, mais vamos descobrindo a força, a beleza e a coragem que temos para enfrentar as adversidades da vida. E assim, revigorados por esta experiência podemos ir para além, percorrendo por caminhos que nunca imaginávamos.   

Na estrada desse caminho, sigo parafraseando Martin Luther King Jr.: “Eu não sou quem eu gostaria de ser; eu não sou quem eu poderia ser, ainda, eu não sou quem eu deveria ser. Mas graças a Deus eu não sou mais quem eu era”. E como disse no início dessa nossa partilha, todos nós podemos viver essa experiência. Será que você está disposto a aventurar-se?

 

Fátima Lima
Autor

Fátima Lima

Jornalista, radialista e assistente social