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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2019

19 de Novembro de 2019

Alguns pontos de reflexão da Laudato Si

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19/07/2015 00:00 - Atualizado em 20/07/2015 13:30

Alguns pontos de reflexão da Laudato Si 0

19/07/2015 00:00 - Atualizado em 20/07/2015 13:30

Toda seleção de temas é arbitrária e depende de quem as seleciona. Mas procuramos salientar alguns pontos controversos que o Santo Padre nos coloca em sua encíclica e que chama a comunidade internacional com seus especialistas, cientistas e estudiosos a continuarem a procurar com seriedade uma possível solução.

O Santo Padre, o Papa, reconhece que existe diversidade de opiniões sobre a situação e sobre as possíveis soluções. Cita dois extremos: quem sustenta que “os problemas ecológicos serão resolvidos simplesmente com a aplicação de novas técnicas, sem considerações éticas nem mudanças de fundo”. E quem considera que “a espécie humana, não importa qual seja a sua forma de intervenção, só poderá ser uma ameaça e comprometer o ecossistema mundial, de modo que é conveniente reduzir a sua presença no planeta”. Sobre várias questões concretas, a Igreja “não tem motivo para propor uma palavra definitiva”, basta, no entanto, “observar a realidade com sinceridade para ver que existe uma grande deterioração da nossa casa comum”.

A encíclica não faz nenhuma concessão ao afirmar a responsabilidade moral dos homens que, com os seus comportamentos, influem sobre o meio ambiente, a poluição, o aquecimento global e, em última análise, de como poderemos impedir tudo isso. O Santo Padre, o Papa, conclama a todos para uma conversão ecológica. Instiga a mudarmos de rota: a nos empenharmos pela salvaguarda do ambiente, da nossa casa comum. E afirma que poluir, contribuir para o aquecimento global, para a desflorestação é, no fundo, um pecado.

Quando o Romano Pontífice, a partir do segundo capítulo da encíclica, introduz os aspectos de fé, ele o faz com um preâmbulo muito claro: “Por que inserir neste documento, dirigido a todas as pessoas de boa vontade, um capítulo referente às convicções de fé? Tenho consciência de que, no campo da política e do pensamento, alguns refutam com força a ideia de um Criador, ou a consideram irrelevante, a ponto de relegar ao âmbito do irracional a riqueza que as religiões podem oferecer para uma ecologia integral e para o pleno desenvolvimento do gênero humano. Outras vezes supõe-se que elas constituam uma subcultura que deve ser simplesmente tolerada. Contudo, a ciência e a religião, que fornecem abordagens diversas da realidade, podem entrar em um diálogo intenso e produtivo para ambas”.

São 180 páginas de reflexões teológicas e com numerosos atos de acusação dirigidos aos poderosos e às nações desenvolvidas. Selecionamos abaixo aqueles que consideramos serem os seus pontos principais: Preservar o mundo natural é a melhor herança que podemos deixar para as gerações futuras:

Abandono dos combustíveis fósseis: “À espera de soluções melhores (as energias renováveis) é melhor preferir o mal menor. No caso energético, o pior de todos é o carvão fóssil. Sabemos que a tecnologia baseada nos combustíveis fósseis, todos muito poluidores – especialmente o carvão, seguido pelo petróleo e, em medida um pouco menor, pelos gases combustíveis – deve ser substituída progressivamente, porém, sem hesitação. Na expectativa de um amplo desenvolvimento das energias renováveis, que já deveria ter começado, é legítimo optar pelo mal menor ou recorrer a soluções transitórias”.

A falência dos encontros da ONU sobre o clima: Mais de 20 anos de summits serviram pouco para o controle do aquecimento global. Digna de nota é a debilidade da reação política internacional. A submissão da política à tecnologia e à finança demonstra-se na falência dos vértices mundiais sobre o ambiente. Existem demasiados interesses particulares e, muito facilmente, o interesse econômico prevalece sobre o bem comum e manipula a informação.

Os “créditos de emissão” constituem negociata inútil: “A estratégia de compra e venda de ‘créditos de emissão’ podem redundar em uma nova forma de especulação e não servem para reduzir a emissão global de gases poluidores. Esse sistema parece ser uma solução rápida e fácil, com a aparência de um certo empenho para o ambiente, mas ele não implica de fato numa mudança radical à altura das circunstâncias. Longe disso, pode se tornar um expediente que consente sustentar o super consumo de alguns países e setores”.

Importância das iniciativas locais: “Em alguns lugares desenvolvem-se cooperativas para a exploração das energias renováveis que possibilitam a autossuficiência local e inclusive a venda da produção excedente. Esse simples exemplo indica que, enquanto a ordem mundial existente mostra-se impotente em assumir a responsabilidade, a instância local pode fazer a diferença. É nela que podem nascer uma maior responsabilidade, um forte senso comunitário, uma capacidade especial de bons cuidados e uma criatividade mais generosa, um profundo amor pela própria terra, bem como a se pensar naquilo que será deixado para os filhos e os netos. Esses valores têm raízes muito profundas nas populações aborígenes”.

Transgênicos? Nem a favor, nem contra: “É difícil emitir um julgamento geral a respeito do desenvolvimento dos organismos geneticamente modificados (OGM), vegetais ou animais, para fins médicos ou na agricultura, pois eles podem ser muito diversos entre si e requererem distintas considerações. Por outro lado, os riscos não devem ser sempre atribuídos à técnica em si, mas à sua aplicação inadequada ou excessiva. Na realidade, as mutações genéticas foram e continuam sendo produzidas muitas vezes pela própria natureza. Nem mesmo aquelas provocadas pelo ser humano são um fenômeno moderno. A domesticação de animais, o cruzamento de espécies e outras práticas antigas e universalmente aceitas podem ser objeto dessas considerações. É oportuno recordar que o início dos trabalhos científicos sobre cereais transgênicos foi a observação de bactérias que naturalmente e espontaneamente produzem modificações no genoma de um vegetal. Todavia, na natureza esses processos têm um ritmo lento, que não pode ser comparado à velocidade imposta pelos progressos tecnológicos atuais, até mesmo quando tais progressos são baseados sobre desenvolvimentos científicos multisseculares.

O consumo é o problema mais grave da população mundial: “Culpar o incremento demográfico e não o consumismo extremo e seletivo por parte de alguns é um modo de não enfrentar os problemas. Pretende-se dessa forma legitimar o atual modelo distributivo, no qual uma minoria se crê no direito de consumir numa proporção que seria impossível generalizar, porque o planeta sequer conseguiria absorver os detritos produzidos por um tal consumo”.

Celulares e outros aparelhos estão arruinando nossa relação com a natureza: “Ao mesmo tempo, as relações reais com os outros, com todos os desafios que elas implicam, tendem a ser substituídas por um tipo de comunicação intermediada pela internet. Isso permite selecionar ou eliminar as relações segundo o nosso arbítrio e, dessa forma, gera-se com frequência um novo tipo de emoções artificiais, que têm mais a ver com dispositivos eletrônicos e monitores visuais do que com pessoas e com a natureza. Os meios atuais permitem que nos comuniquemos e que compartilhemos conhecimentos e afetos. Contudo, às vezes eles nos impedem de tomar contato direto com a angústia, com o temor, com a alegria do próximo e com a complexidade da sua experiência pessoal. Por isso não deveria espantar o fato de que, junto à opressiva oferta desses produtos, vá crescendo uma profunda e melancólica insatisfação nas relações interpessoais, ou um danoso isolamento.”

A herança para as novas gerações? A desolação: “As previsões catastróficas já não podem ser consideradas com desprezo e ironia. Poderemos deixar às próximas gerações demasiadas ruínas, desertos e lixo. Os ritmos do consumo, do desperdício e de alterações do meio ambiente superaram as possibilidades do planeta, de maneira tal que o estilo atual de vida, sendo insustentável, apenas pode desembocar em catástrofes, como de fato já está acontecendo periodicamente em diversas regiões”.

Poluir e extinguir recursos é um pecado: “O ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos. Quem dele possui uma parte, é apenas para administrá-la em benefício de todos. Se não o fizermos, carregaremos em nossa consciência o peso de negarmos a existência dos outros. Por isso os bispos da Nova Zelândia se perguntaram o que significa o mandamento “não matarás” quando cerca de 20% da população mundial consome recursos em medida tal de roubar às nações pobres e às futuras gerações aquilo de que têm necessidade para sobreviver”.

A poluição sonora também é condenável: “Para poder falar de um desenvolvimento autêntico, será preciso que aconteça uma melhora integral da qualidade da vida humana, e isso implica analisar o espaço no qual transcorre a existência das pessoas. Os ambientes nos quais vivemos influem no nosso modo de ver a vida, de sentir e de agir. Ao mesmo tempo, no nosso quarto, na nossa casa, no nosso lugar de trabalho e no nosso bairro devemos fazer uso do ambiente para exprimir a nossa identidade. Nos esforçamos para nos adaptarmos ao ambiente, mas quando ele é desordenado, caótico ou saturado de poluição visual e sonora, o excesso de estímulos põe à prova nossas tentativas de desenvolver uma identidade integrada e feliz”.

São estes alguns pontos interessantes e polêmicos da encíclica que nos ajudam na reflexão e na tomada de posições e que merecem de nossa parte estudos para aprofundarmos. É um desafio também para os governos e para os técnicos. Um grande avanço na reflexão e na tomada de posições com relação a tantas situações importantes para o mundo de hoje e de amanhã.

 

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Toda seleção de temas é arbitrária e depende de quem as seleciona. Mas procuramos salientar alguns pontos controversos que o Santo Padre nos coloca em sua encíclica e que chama a comunidade internacional com seus especialistas, cientistas e estudiosos a continuarem a procurar com seriedade uma possível solução.

O Santo Padre, o Papa, reconhece que existe diversidade de opiniões sobre a situação e sobre as possíveis soluções. Cita dois extremos: quem sustenta que “os problemas ecológicos serão resolvidos simplesmente com a aplicação de novas técnicas, sem considerações éticas nem mudanças de fundo”. E quem considera que “a espécie humana, não importa qual seja a sua forma de intervenção, só poderá ser uma ameaça e comprometer o ecossistema mundial, de modo que é conveniente reduzir a sua presença no planeta”. Sobre várias questões concretas, a Igreja “não tem motivo para propor uma palavra definitiva”, basta, no entanto, “observar a realidade com sinceridade para ver que existe uma grande deterioração da nossa casa comum”.

A encíclica não faz nenhuma concessão ao afirmar a responsabilidade moral dos homens que, com os seus comportamentos, influem sobre o meio ambiente, a poluição, o aquecimento global e, em última análise, de como poderemos impedir tudo isso. O Santo Padre, o Papa, conclama a todos para uma conversão ecológica. Instiga a mudarmos de rota: a nos empenharmos pela salvaguarda do ambiente, da nossa casa comum. E afirma que poluir, contribuir para o aquecimento global, para a desflorestação é, no fundo, um pecado.

Quando o Romano Pontífice, a partir do segundo capítulo da encíclica, introduz os aspectos de fé, ele o faz com um preâmbulo muito claro: “Por que inserir neste documento, dirigido a todas as pessoas de boa vontade, um capítulo referente às convicções de fé? Tenho consciência de que, no campo da política e do pensamento, alguns refutam com força a ideia de um Criador, ou a consideram irrelevante, a ponto de relegar ao âmbito do irracional a riqueza que as religiões podem oferecer para uma ecologia integral e para o pleno desenvolvimento do gênero humano. Outras vezes supõe-se que elas constituam uma subcultura que deve ser simplesmente tolerada. Contudo, a ciência e a religião, que fornecem abordagens diversas da realidade, podem entrar em um diálogo intenso e produtivo para ambas”.

São 180 páginas de reflexões teológicas e com numerosos atos de acusação dirigidos aos poderosos e às nações desenvolvidas. Selecionamos abaixo aqueles que consideramos serem os seus pontos principais: Preservar o mundo natural é a melhor herança que podemos deixar para as gerações futuras:

Abandono dos combustíveis fósseis: “À espera de soluções melhores (as energias renováveis) é melhor preferir o mal menor. No caso energético, o pior de todos é o carvão fóssil. Sabemos que a tecnologia baseada nos combustíveis fósseis, todos muito poluidores – especialmente o carvão, seguido pelo petróleo e, em medida um pouco menor, pelos gases combustíveis – deve ser substituída progressivamente, porém, sem hesitação. Na expectativa de um amplo desenvolvimento das energias renováveis, que já deveria ter começado, é legítimo optar pelo mal menor ou recorrer a soluções transitórias”.

A falência dos encontros da ONU sobre o clima: Mais de 20 anos de summits serviram pouco para o controle do aquecimento global. Digna de nota é a debilidade da reação política internacional. A submissão da política à tecnologia e à finança demonstra-se na falência dos vértices mundiais sobre o ambiente. Existem demasiados interesses particulares e, muito facilmente, o interesse econômico prevalece sobre o bem comum e manipula a informação.

Os “créditos de emissão” constituem negociata inútil: “A estratégia de compra e venda de ‘créditos de emissão’ podem redundar em uma nova forma de especulação e não servem para reduzir a emissão global de gases poluidores. Esse sistema parece ser uma solução rápida e fácil, com a aparência de um certo empenho para o ambiente, mas ele não implica de fato numa mudança radical à altura das circunstâncias. Longe disso, pode se tornar um expediente que consente sustentar o super consumo de alguns países e setores”.

Importância das iniciativas locais: “Em alguns lugares desenvolvem-se cooperativas para a exploração das energias renováveis que possibilitam a autossuficiência local e inclusive a venda da produção excedente. Esse simples exemplo indica que, enquanto a ordem mundial existente mostra-se impotente em assumir a responsabilidade, a instância local pode fazer a diferença. É nela que podem nascer uma maior responsabilidade, um forte senso comunitário, uma capacidade especial de bons cuidados e uma criatividade mais generosa, um profundo amor pela própria terra, bem como a se pensar naquilo que será deixado para os filhos e os netos. Esses valores têm raízes muito profundas nas populações aborígenes”.

Transgênicos? Nem a favor, nem contra: “É difícil emitir um julgamento geral a respeito do desenvolvimento dos organismos geneticamente modificados (OGM), vegetais ou animais, para fins médicos ou na agricultura, pois eles podem ser muito diversos entre si e requererem distintas considerações. Por outro lado, os riscos não devem ser sempre atribuídos à técnica em si, mas à sua aplicação inadequada ou excessiva. Na realidade, as mutações genéticas foram e continuam sendo produzidas muitas vezes pela própria natureza. Nem mesmo aquelas provocadas pelo ser humano são um fenômeno moderno. A domesticação de animais, o cruzamento de espécies e outras práticas antigas e universalmente aceitas podem ser objeto dessas considerações. É oportuno recordar que o início dos trabalhos científicos sobre cereais transgênicos foi a observação de bactérias que naturalmente e espontaneamente produzem modificações no genoma de um vegetal. Todavia, na natureza esses processos têm um ritmo lento, que não pode ser comparado à velocidade imposta pelos progressos tecnológicos atuais, até mesmo quando tais progressos são baseados sobre desenvolvimentos científicos multisseculares.

O consumo é o problema mais grave da população mundial: “Culpar o incremento demográfico e não o consumismo extremo e seletivo por parte de alguns é um modo de não enfrentar os problemas. Pretende-se dessa forma legitimar o atual modelo distributivo, no qual uma minoria se crê no direito de consumir numa proporção que seria impossível generalizar, porque o planeta sequer conseguiria absorver os detritos produzidos por um tal consumo”.

Celulares e outros aparelhos estão arruinando nossa relação com a natureza: “Ao mesmo tempo, as relações reais com os outros, com todos os desafios que elas implicam, tendem a ser substituídas por um tipo de comunicação intermediada pela internet. Isso permite selecionar ou eliminar as relações segundo o nosso arbítrio e, dessa forma, gera-se com frequência um novo tipo de emoções artificiais, que têm mais a ver com dispositivos eletrônicos e monitores visuais do que com pessoas e com a natureza. Os meios atuais permitem que nos comuniquemos e que compartilhemos conhecimentos e afetos. Contudo, às vezes eles nos impedem de tomar contato direto com a angústia, com o temor, com a alegria do próximo e com a complexidade da sua experiência pessoal. Por isso não deveria espantar o fato de que, junto à opressiva oferta desses produtos, vá crescendo uma profunda e melancólica insatisfação nas relações interpessoais, ou um danoso isolamento.”

A herança para as novas gerações? A desolação: “As previsões catastróficas já não podem ser consideradas com desprezo e ironia. Poderemos deixar às próximas gerações demasiadas ruínas, desertos e lixo. Os ritmos do consumo, do desperdício e de alterações do meio ambiente superaram as possibilidades do planeta, de maneira tal que o estilo atual de vida, sendo insustentável, apenas pode desembocar em catástrofes, como de fato já está acontecendo periodicamente em diversas regiões”.

Poluir e extinguir recursos é um pecado: “O ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos. Quem dele possui uma parte, é apenas para administrá-la em benefício de todos. Se não o fizermos, carregaremos em nossa consciência o peso de negarmos a existência dos outros. Por isso os bispos da Nova Zelândia se perguntaram o que significa o mandamento “não matarás” quando cerca de 20% da população mundial consome recursos em medida tal de roubar às nações pobres e às futuras gerações aquilo de que têm necessidade para sobreviver”.

A poluição sonora também é condenável: “Para poder falar de um desenvolvimento autêntico, será preciso que aconteça uma melhora integral da qualidade da vida humana, e isso implica analisar o espaço no qual transcorre a existência das pessoas. Os ambientes nos quais vivemos influem no nosso modo de ver a vida, de sentir e de agir. Ao mesmo tempo, no nosso quarto, na nossa casa, no nosso lugar de trabalho e no nosso bairro devemos fazer uso do ambiente para exprimir a nossa identidade. Nos esforçamos para nos adaptarmos ao ambiente, mas quando ele é desordenado, caótico ou saturado de poluição visual e sonora, o excesso de estímulos põe à prova nossas tentativas de desenvolver uma identidade integrada e feliz”.

São estes alguns pontos interessantes e polêmicos da encíclica que nos ajudam na reflexão e na tomada de posições e que merecem de nossa parte estudos para aprofundarmos. É um desafio também para os governos e para os técnicos. Um grande avanço na reflexão e na tomada de posições com relação a tantas situações importantes para o mundo de hoje e de amanhã.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro