Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 29/03/2017

29 de Março de 2017

A Palavra de Deus na Bíblia (2): Revelação e fé no Antigo Testamento

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A Palavra de Deus na Bíblia (2): Revelação e fé no Antigo Testamento

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27/06/2015 23:00 - Atualizado em 27/06/2015 23:06

A Palavra de Deus na Bíblia (2): Revelação e fé no Antigo Testamento 0

27/06/2015 23:00 - Atualizado em 27/06/2015 23:06

No devido tempo chamou Abraão, para fazer dele pai dum grande povo (cfr. Gên. 12,2), povo que, depois dos patriarcas, ele instruiu, por meio de Moisés e dos profetas, para que o reconhecessem como único Deus vivo e verdadeiro, pai providente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador prometido; assim preparou Deus através dos tempos o caminho ao Evangelho” (DV 3).

O Antigo Testamento corresponde aqueles 45 ou 46 livros que prepararam o povo de Israel e a humanidade para a vinda do Messias. Eles são fruto de um longo período de ‘canonização’ do processo da Revelação. No decorrer dos séculos, a fé e a experiência de varões escolhidos vão se solidificando no código de celebração e de ética, fontes da identidade e da memória do povo de Israel.

As narrações orais da vida, do contato íntimo com Deus, da formação e celebração da fé, inicialmente henoteísta1 no Deus dos pais, vão sendo transformadas em textos fixos a serem lidos em contextos litúrgicos e escolares (posteriormente nas sinagogas e círculos de estudo e tradição).

A Deus que revela é devida a “obediência da fé” (Rom. 16,26; cfr. Rom. 1,5; 2 Cor. 10, 5-6); pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus, oferecendo “a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade” (4) e prestando voluntário assentimento à Sua revelação. Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte a Deus o coração, abre os olhos do entendimento, e dá “a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade” (5). Para que a compreensão da revelação seja sempre mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé mediante os seus dons.

O processo de fixação escrita de certos textos como normativos para fé comum e religiosa de uma coletividade é denominado de “Cânon”2. Desde o Concílio de Trento3, no século 16, a Igreja Católica reconhece definitivamente na Bíblia a presença de 73 livros, dos quais 46 pertencem ao AT e 27 ao NT.

As Igrejas da Reforma, invés, têm sete livros em menos no Antigo Testamento, enquanto o Novo Testamento é igual em todas as Igrejas4. O vocábulo “cânon” é um descendente direto, através do grego e do latim, de uma palavra semita que significa “cana” (kaneh em hebraico).

Por ser longa, fina e reta, a cana pode ser usada para medir, como hoje usamos o metro; por isso, a palavra para cana veio a denotar uma vara de medida, depois, por extensão metafórica, uma regra, um padrão, uma norma. Com o tempo, ela serviu tanto para ser uma medida quanto para representar padrão de alguma coisa, de norma de vida, por exemplo. A partir do Sínodo de Laodiceia (360), os livros da Bíblia são chamados canônicos porque a Igreja os reconhece como normativos para a fé e para a vida dos fiéis sobre a base do seu conteúdo objetivo.

Mas, por que é importante falar em Canonicidade dos Livros da Sagrada Escritura? O conceito que os qualificou dentre os outros tantos livros que circulavam entre as comunidades judaicas é a inspiração.

O elenco dos livros inspirados é chamado, ao menos a partir do século 4 d.C., com o nome de “cânon”, uma palavra que nos primeiros séculos do cristianismo significava norma, regra de fé e da verdade, sem uma explícita referência às Escrituras.

As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canônicos os livros inteiros do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (cfr. Jo. 20,31; 2 Tim. 3,16; 2 Ped. 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja (DV 11)

Segundo Dom Estevão, em seus estudos, a inspiração se relaciona com a revelação na pessoa do escritor sacro (Hagiógrafo). O escritor recebe de Deus capacitação para exprimir, sem erros, a Verdade Divina.

Inspiração bíblica é a iluminação da mente do autor humano para que possa, com os dados de sua cultura religiosa e profana, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Espírito Santo fortalece a vontade e as potências executivas do autor para que realmente o hagiógrafo escreva o que ele percebeu5.

Tais livros são todos humanos (Deus em nada dispensa a atividade racional do homem) e divinos (Deus acompanha a redação do homem escritor). A Bíblia é um livro divino-humano. Transmite o pensamento de Deus em roupagem humana.

Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades (2), para que, agindo Ele neles e por eles (3), pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria (DV 11).

Assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de carne humana, pois na Bíblia a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu, grego, com todas as suas particularidades de expressão).

A finalidade da inspiração bíblica é estritamente religiosa. Não foi escrita para nos ensinar ciências naturais, mas aquilo que ultrapassa a razão humana (o sentido do mundo, do homem, da vida, da morte, etc diante de Deus). Portanto, não há contradição entre a Bíblia e as ciências naturais. Mesmo Gênesis 1-3 não pretende ensinar como nem quando o mundo foi feito6.

Mas, lendo certas páginas bíblicas que podem ferir nossa sensibilidade contemporânea, alguém pode se perguntar: A Bíblia é toda ela inspirada?

Toda a Bíblia, em qualquer de suas partes, é inspirada, qualquer que seja a sua temática. Ocorre, porém, que Deus comunica sua mensagem religiosa em linguagem familiar pré-científica, bem entendida no trato cotidiano. Por exemplo, quando falamos em “nascer-do-sol” ou “pôr-do-sol”, supomos o sistema geocêntrico (ultrapassado), mas não somos taxados de mentirosos, porque não pretendemos definir assuntos de astronomia7.

A Bíblia, portanto, não administra de modo ‘científico’ assuntos diversos, como se lê na criação do mundo, ou na geografia dos hagiógrafos. 

E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo. Por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas Letras (DV 11).

Notemos, porém, que somente as palavras das línguas originais (hebraico, aramaico e grego) foram assim iluminadas. As traduções bíblicas não gozam do carisma da inspiração. Por isso, ao ler a Bíblia, devemos nos certificar de estarmos usando uma tradução fiel e equivalente aos originais. O assunto das tradições merecerá ainda um esclarecimento de nossa parte.

Referências:

1“Henoteísmo (do grego hen theos, “um deus”) é termo criado pelo orientalista e estudioso das religiões Max Müller (1823-1900) para designar a crença em um deus único, mesmo aceitando a existência possível de outros deuses. Seu objetivo era estudar comparativamente as religiões orientais e o monoteísmo judaico, islâmico e cristão, contestando a superioridade teológica deste perante outras concepções de divindade. Termos equivalentes a essa ideia são “monoteísmo inclusivo” e “politeísmo monárquico”.Nesse sentido, um “deus” pode se referir a uma personificação (entre outras) do Deus supremo, mas também se pode atribuir a esse Deus o poder de assumir múltiplas personalidades” http://br.ask.com/wiki/Henote%C3%ADsmo?lang=pt&o=2801&ad=doubleDownan=apnap=ask.com (Acesso 8/6/2015).

2http://www.abiblia.org/ver.php?id=1171 Acesso 08/06/2015. 

3Concílio de Trento é o nome de uma reunião de cunho religioso (tecnicamente denominado concílio ecumênico) convocada pelo papa Paulo III em 1546 na cidade de Trento, na área do Tirol italiano. Com o surgimento e consequente expansão do protestantismo profundas modificações atingiram a Igreja Católica. Uma reação a tal expansão, vulgarmente denominada “Contra-Reforma” foi guiada pelos papas Paulo III, Júlio III, Paulo IV, Pio V, Gregório XIII e Sisto V, buscando combater a expansão da Reforma Protestante. Além da reorganização de várias comunidades religiosas já existentes, outras foram criadas, dentre as quais a Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas. http://www.infoescola.com/historia/concilio-de-trento/ (Acesso 08/06/2015).

4A bíblia protestante tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram. http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/11/24/por-que-a-biblia-catolica-e-diferente-da-protestante/ (Acesso 09/06/2015).

5http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015).

6http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015).

7http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015). Veja também: http://www.estudosdabiblia.net/d37.htm e http://pt.slideshare.net/brunomepbcesar/inspirao-e-interpretao-bblica-3

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A Palavra de Deus na Bíblia (2): Revelação e fé no Antigo Testamento

27/06/2015 23:00 - Atualizado em 27/06/2015 23:06

No devido tempo chamou Abraão, para fazer dele pai dum grande povo (cfr. Gên. 12,2), povo que, depois dos patriarcas, ele instruiu, por meio de Moisés e dos profetas, para que o reconhecessem como único Deus vivo e verdadeiro, pai providente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador prometido; assim preparou Deus através dos tempos o caminho ao Evangelho” (DV 3).

O Antigo Testamento corresponde aqueles 45 ou 46 livros que prepararam o povo de Israel e a humanidade para a vinda do Messias. Eles são fruto de um longo período de ‘canonização’ do processo da Revelação. No decorrer dos séculos, a fé e a experiência de varões escolhidos vão se solidificando no código de celebração e de ética, fontes da identidade e da memória do povo de Israel.

As narrações orais da vida, do contato íntimo com Deus, da formação e celebração da fé, inicialmente henoteísta1 no Deus dos pais, vão sendo transformadas em textos fixos a serem lidos em contextos litúrgicos e escolares (posteriormente nas sinagogas e círculos de estudo e tradição).

A Deus que revela é devida a “obediência da fé” (Rom. 16,26; cfr. Rom. 1,5; 2 Cor. 10, 5-6); pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus, oferecendo “a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade” (4) e prestando voluntário assentimento à Sua revelação. Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte a Deus o coração, abre os olhos do entendimento, e dá “a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade” (5). Para que a compreensão da revelação seja sempre mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé mediante os seus dons.

O processo de fixação escrita de certos textos como normativos para fé comum e religiosa de uma coletividade é denominado de “Cânon”2. Desde o Concílio de Trento3, no século 16, a Igreja Católica reconhece definitivamente na Bíblia a presença de 73 livros, dos quais 46 pertencem ao AT e 27 ao NT.

As Igrejas da Reforma, invés, têm sete livros em menos no Antigo Testamento, enquanto o Novo Testamento é igual em todas as Igrejas4. O vocábulo “cânon” é um descendente direto, através do grego e do latim, de uma palavra semita que significa “cana” (kaneh em hebraico).

Por ser longa, fina e reta, a cana pode ser usada para medir, como hoje usamos o metro; por isso, a palavra para cana veio a denotar uma vara de medida, depois, por extensão metafórica, uma regra, um padrão, uma norma. Com o tempo, ela serviu tanto para ser uma medida quanto para representar padrão de alguma coisa, de norma de vida, por exemplo. A partir do Sínodo de Laodiceia (360), os livros da Bíblia são chamados canônicos porque a Igreja os reconhece como normativos para a fé e para a vida dos fiéis sobre a base do seu conteúdo objetivo.

Mas, por que é importante falar em Canonicidade dos Livros da Sagrada Escritura? O conceito que os qualificou dentre os outros tantos livros que circulavam entre as comunidades judaicas é a inspiração.

O elenco dos livros inspirados é chamado, ao menos a partir do século 4 d.C., com o nome de “cânon”, uma palavra que nos primeiros séculos do cristianismo significava norma, regra de fé e da verdade, sem uma explícita referência às Escrituras.

As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canônicos os livros inteiros do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (cfr. Jo. 20,31; 2 Tim. 3,16; 2 Ped. 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja (DV 11)

Segundo Dom Estevão, em seus estudos, a inspiração se relaciona com a revelação na pessoa do escritor sacro (Hagiógrafo). O escritor recebe de Deus capacitação para exprimir, sem erros, a Verdade Divina.

Inspiração bíblica é a iluminação da mente do autor humano para que possa, com os dados de sua cultura religiosa e profana, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Espírito Santo fortalece a vontade e as potências executivas do autor para que realmente o hagiógrafo escreva o que ele percebeu5.

Tais livros são todos humanos (Deus em nada dispensa a atividade racional do homem) e divinos (Deus acompanha a redação do homem escritor). A Bíblia é um livro divino-humano. Transmite o pensamento de Deus em roupagem humana.

Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades (2), para que, agindo Ele neles e por eles (3), pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria (DV 11).

Assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de carne humana, pois na Bíblia a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu, grego, com todas as suas particularidades de expressão).

A finalidade da inspiração bíblica é estritamente religiosa. Não foi escrita para nos ensinar ciências naturais, mas aquilo que ultrapassa a razão humana (o sentido do mundo, do homem, da vida, da morte, etc diante de Deus). Portanto, não há contradição entre a Bíblia e as ciências naturais. Mesmo Gênesis 1-3 não pretende ensinar como nem quando o mundo foi feito6.

Mas, lendo certas páginas bíblicas que podem ferir nossa sensibilidade contemporânea, alguém pode se perguntar: A Bíblia é toda ela inspirada?

Toda a Bíblia, em qualquer de suas partes, é inspirada, qualquer que seja a sua temática. Ocorre, porém, que Deus comunica sua mensagem religiosa em linguagem familiar pré-científica, bem entendida no trato cotidiano. Por exemplo, quando falamos em “nascer-do-sol” ou “pôr-do-sol”, supomos o sistema geocêntrico (ultrapassado), mas não somos taxados de mentirosos, porque não pretendemos definir assuntos de astronomia7.

A Bíblia, portanto, não administra de modo ‘científico’ assuntos diversos, como se lê na criação do mundo, ou na geografia dos hagiógrafos. 

E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo. Por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas Letras (DV 11).

Notemos, porém, que somente as palavras das línguas originais (hebraico, aramaico e grego) foram assim iluminadas. As traduções bíblicas não gozam do carisma da inspiração. Por isso, ao ler a Bíblia, devemos nos certificar de estarmos usando uma tradução fiel e equivalente aos originais. O assunto das tradições merecerá ainda um esclarecimento de nossa parte.

Referências:

1“Henoteísmo (do grego hen theos, “um deus”) é termo criado pelo orientalista e estudioso das religiões Max Müller (1823-1900) para designar a crença em um deus único, mesmo aceitando a existência possível de outros deuses. Seu objetivo era estudar comparativamente as religiões orientais e o monoteísmo judaico, islâmico e cristão, contestando a superioridade teológica deste perante outras concepções de divindade. Termos equivalentes a essa ideia são “monoteísmo inclusivo” e “politeísmo monárquico”.Nesse sentido, um “deus” pode se referir a uma personificação (entre outras) do Deus supremo, mas também se pode atribuir a esse Deus o poder de assumir múltiplas personalidades” http://br.ask.com/wiki/Henote%C3%ADsmo?lang=pt&o=2801&ad=doubleDownan=apnap=ask.com (Acesso 8/6/2015).

2http://www.abiblia.org/ver.php?id=1171 Acesso 08/06/2015. 

3Concílio de Trento é o nome de uma reunião de cunho religioso (tecnicamente denominado concílio ecumênico) convocada pelo papa Paulo III em 1546 na cidade de Trento, na área do Tirol italiano. Com o surgimento e consequente expansão do protestantismo profundas modificações atingiram a Igreja Católica. Uma reação a tal expansão, vulgarmente denominada “Contra-Reforma” foi guiada pelos papas Paulo III, Júlio III, Paulo IV, Pio V, Gregório XIII e Sisto V, buscando combater a expansão da Reforma Protestante. Além da reorganização de várias comunidades religiosas já existentes, outras foram criadas, dentre as quais a Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas. http://www.infoescola.com/historia/concilio-de-trento/ (Acesso 08/06/2015).

4A bíblia protestante tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram. http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/11/24/por-que-a-biblia-catolica-e-diferente-da-protestante/ (Acesso 09/06/2015).

5http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015).

6http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015).

7http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/920-o-que-e-inspiracao-biblica (Acesso 09/06/2015). Veja também: http://www.estudosdabiblia.net/d37.htm e http://pt.slideshare.net/brunomepbcesar/inspirao-e-interpretao-bblica-3

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos
Autor

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos

Doutor em Teologia Bíblica