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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/03/2017

28 de Março de 2017

Show e adoração podem andar juntos?

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Show e adoração podem andar juntos?

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26/06/2015 16:54 - Atualizado em 26/06/2015 16:56

Show e adoração podem andar juntos? 0

26/06/2015 16:54 - Atualizado em 26/06/2015 16:56

Show e adoração podem andar juntos? / Arqrio

Se fosse possível resumir em uma palavra o tema “Show X Adoração” começaria com “objetivo”, já que a meu ver ele é o que define o verdadeiro fim da expressão de arte e o foco do ministério. Só existe manifestação de arte com apresentação ou performance, o que é exatamente o significado da palavra de origem inglesa “show”. Uma dança, música, pintura ou qualquer outra arte só pode ser conhecida quando é apresentada a alguém.

O cristão deve usar as artes para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus.

O maior artista é Deus, quando com as próprias mãos criou o universo e o homem à “sua imagem e semelhança”, e ao término de sua criação usou de senso crítico ao avaliar sua obra e concluir que o que havia feito era “muito bom”.

Portanto, a arte nos cerca por todos os lados, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, logo, somos artistas em potencial, dotados de dons e talentos que vêm d’Ele. O ato de apresentar alguma arte é chamado de “show” e o problema central é que esta palavra em nossa cultura brasileira cristianizada se tornou pejorativa, pois traz o entendimento de que, quem faz show não adora a Deus e a meu ver esta relação é equivocada. É possível realizar um show repleto de adoração e também uma ministração espontânea que em nada exalte a Deus, pois o que conta na verdade é o objetivo do artista, o seu coração.

Você pode não saber, mas é provável que entre as canções que você ouve e sente a presença de Deus, exista alguma que foi escrita por alguém que não acredita nEle. Provavelmente, também algum discurso ou mensagem que você ouviu e que lhe tocou profundamente foi proferida por uma pessoa que não crê em suas palavras, e isso é bíblico partindo do entendimento que vivemos os “últimos dias”.

Por outro lado, vemos artistas cristãos, convertidos, que perderam a motivação inicial e o que produzem não passa de uma arte que tocará os corações das multidões, mas não é capaz de ser marcante na vida do próprio autor. Ou seja, não somos nós, artistas, que provocamos a adoração e sim a conexão entre Deus e seus filhos. Somos apenas um canal.

Uma coisa é minha arte, que pode ou não provocar uma atmosfera de adoração pela ação de um Deus que não depende de mim para realizar sua Obra. Outra coisa é meu coração, este sim, só adora a Deus após uma decisão pessoal já que Ele não violenta meu livre arbítrio.

Considerando que motivação é um impulso que faz com que as pessoas hajam para atingir seus objetivos, concluo que é impossível adorar quando o objetivo não é voltado a exaltação à Deus e seus atributos, mas, no caminho, várias ferramentas podem ser usadas como motivação. Jesus operou milagres que o tornaram conhecido por toda Terra, mas tudo, reforço, tudo que Ele fez, foi para glória de Deus.

“¹Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. ²Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Romanos 12,1-2). 

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Show e adoração podem andar juntos?

26/06/2015 16:54 - Atualizado em 26/06/2015 16:56

Se fosse possível resumir em uma palavra o tema “Show X Adoração” começaria com “objetivo”, já que a meu ver ele é o que define o verdadeiro fim da expressão de arte e o foco do ministério. Só existe manifestação de arte com apresentação ou performance, o que é exatamente o significado da palavra de origem inglesa “show”. Uma dança, música, pintura ou qualquer outra arte só pode ser conhecida quando é apresentada a alguém.

O cristão deve usar as artes para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus.

O maior artista é Deus, quando com as próprias mãos criou o universo e o homem à “sua imagem e semelhança”, e ao término de sua criação usou de senso crítico ao avaliar sua obra e concluir que o que havia feito era “muito bom”.

Portanto, a arte nos cerca por todos os lados, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, logo, somos artistas em potencial, dotados de dons e talentos que vêm d’Ele. O ato de apresentar alguma arte é chamado de “show” e o problema central é que esta palavra em nossa cultura brasileira cristianizada se tornou pejorativa, pois traz o entendimento de que, quem faz show não adora a Deus e a meu ver esta relação é equivocada. É possível realizar um show repleto de adoração e também uma ministração espontânea que em nada exalte a Deus, pois o que conta na verdade é o objetivo do artista, o seu coração.

Você pode não saber, mas é provável que entre as canções que você ouve e sente a presença de Deus, exista alguma que foi escrita por alguém que não acredita nEle. Provavelmente, também algum discurso ou mensagem que você ouviu e que lhe tocou profundamente foi proferida por uma pessoa que não crê em suas palavras, e isso é bíblico partindo do entendimento que vivemos os “últimos dias”.

Por outro lado, vemos artistas cristãos, convertidos, que perderam a motivação inicial e o que produzem não passa de uma arte que tocará os corações das multidões, mas não é capaz de ser marcante na vida do próprio autor. Ou seja, não somos nós, artistas, que provocamos a adoração e sim a conexão entre Deus e seus filhos. Somos apenas um canal.

Uma coisa é minha arte, que pode ou não provocar uma atmosfera de adoração pela ação de um Deus que não depende de mim para realizar sua Obra. Outra coisa é meu coração, este sim, só adora a Deus após uma decisão pessoal já que Ele não violenta meu livre arbítrio.

Considerando que motivação é um impulso que faz com que as pessoas hajam para atingir seus objetivos, concluo que é impossível adorar quando o objetivo não é voltado a exaltação à Deus e seus atributos, mas, no caminho, várias ferramentas podem ser usadas como motivação. Jesus operou milagres que o tornaram conhecido por toda Terra, mas tudo, reforço, tudo que Ele fez, foi para glória de Deus.

“¹Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. ²Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Romanos 12,1-2). 

Vanessa Lima
Autor

Vanessa Lima

Cantora e professora de iniciação musical