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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/11/2019

15 de Novembro de 2019

Ascensão do Senhor

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15 de Novembro de 2019

Ascensão do Senhor

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14/05/2015 08:46 - Atualizado em 09/05/2016 14:14

Ascensão do Senhor 0

14/05/2015 08:46 - Atualizado em 09/05/2016 14:14

Estamos chegando ao final do tempo Pascal! Ao iniciar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e dentro da Novena em Preparação à Solenidade de Pentecostes, celebramos o mistério da Ascensão do Senhor, quando comemoramos também o Dia Mundial das Comunicações. Em nossa arquidiocese será o final de semana de uma bela experiência missionária, com os evangelizadores preparados para repassar para suas paróquias a experiência dessa “Igreja em saída”.

A Ascensão é mistério porque brota do coração de Deus, porque ultrapassa tudo quanto possamos imaginar, porque nos dá a vida eterna. Aquele que admiramos ressuscitado em glória na Ressurreição, hoje contemplamo-Lo à direita de Deus, com a mesma autoridade do Pai, e o proclamamos Cabeça da Igreja, Senhor sobre toda a criação, sobre toda a humanidade, princípio e fim da história humana e juiz dos vivos e dos mortos. No Dia da Páscoa contemplamos o Cristo resplendente de glória; na Ascensão contemplamos o que essa glória significa para nós todos.

Esta solenidade nos faz compreender com o coração que o Cristo que por nós se fez homem, como um de nós viveu e por nós morreu, Ele mesmo, agora, com a sua humanidade glorificada, está à direita do Pai. Isto é admirável: um da nossa raça, a nossa humanidade em Jesus Cristo, participa agora da comunhão da Trindade. Que mistério: n’Ele, a nossa humanidade está totalmente glorificada! Como diz a oração inicial dessa Santa Missa: "a Ascensão do Filho já é a nossa vitória" porque nós, enxertados n’Ele, a Ele unidos no Batismo e na Eucaristia, somos membros do seu Corpo, que é a Igreja; e sabemos: onde já está a nossa Cabeça, estaremos também nós um dia! Como diz a segunda leitura da missa: chegaremos "todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude". Ou seja, no fundo nos mostra também a nossa direção última.

A festa de hoje nos revela: chegar à estatura do Cristo em sua plenitude! Nada menos que isso pode saciar o coração humano; nada menos que isso pode nos contentar, pode nos dar paz! Olhemos para o Cristo glorioso à direita do Pai e veremos a que somos chamados... Contemplemos, pois, o nosso destino! Tanto maior a grandeza que contemplamos em Cristo, mais deveria nos espantar a ilusão e alienação do mundo atual! Por isso, recordemos a exortação do apóstolo: "Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória" (Cl 3,1-4).

“Sentado como Senhor à direita do Pai”, Jesus é o Senhor do universo e de toda a história. De tudo, Cristo é Senhor; tudo caminha para Ele, Ele é a finalidade de tudo... também da história humana. Por mais que o homem pecador trame contra Cristo, por mais que o mundo hodierno volte suas costas ao Senhorio do Ressuscitado, tudo caminha para Ele, e Ele triunfará ao fim de tudo – ele é o alfa e o ômega, o a e o z, o princípio e o fim de todas as coisas! É o que escrevemos no Círio Pascal todos os anos!

O Senhor Jesus, hoje no mais alto dos céus, é Cabeça da Igreja. Aquele que é o unigênito de Deus, pela sua ressurreição e pelo dom do seu Espírito, tornou-se o primogênito de muitos irmãos, Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja. O Cristo pleno de glória que está nos céus, é nossa cabeça e d’Ele continuamos recebendo a vida, que é o próprio Espírito Santo. Esta vida vem-nos, sobretudo, nos sacramentos, especialmente da Eucaristia, na qual recebemos o Cristo morto e ressuscitado, pleno do Santo Espírito, Senhor que dá a vida. Olhando para Aquele que está à direita do Pai e é nossa Cabeça e princípio, como não nos alegrar? Como não nos encher de esperança? Como não ter a certeza de que nossa vida caminha para a plenitude? A Igreja jamais estará sozinha – seu Senhor é o mesmo que está à direita do Pai; seu esposo e Cabeça, é o Rei da Glória!

A festa de hoje – que, de certo modo, já nos prepara para o encerramento do Tempo da Páscoa, com o Santo Pentecostes, no próximo Domingo –, nos convida a colocar os pés nas estradas do mundo – na nossa família, no nosso trabalho, entre os nossos amigos, na vida social... pés nas estradas do mundo para proclamar o Senhorio de Cristo, a vivenciar o Ano da Esperança em nossa Igreja Arquidiocesana.

Lembremo-nos da sua promessa e de nossa missão: "Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas até os confins da Terra"! Se conhecermos Jesus de verdade, se o acolhemos realmente em nossa vida, crermos na Sua glória e esperarmos com todo nosso coração participar dela, seremos, então, suas testemunhas. E nossa convicção, nosso amor e nossa esperança invencível contagiarão a muitos.

 

 

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Ascensão do Senhor

14/05/2015 08:46 - Atualizado em 09/05/2016 14:14

Estamos chegando ao final do tempo Pascal! Ao iniciar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e dentro da Novena em Preparação à Solenidade de Pentecostes, celebramos o mistério da Ascensão do Senhor, quando comemoramos também o Dia Mundial das Comunicações. Em nossa arquidiocese será o final de semana de uma bela experiência missionária, com os evangelizadores preparados para repassar para suas paróquias a experiência dessa “Igreja em saída”.

A Ascensão é mistério porque brota do coração de Deus, porque ultrapassa tudo quanto possamos imaginar, porque nos dá a vida eterna. Aquele que admiramos ressuscitado em glória na Ressurreição, hoje contemplamo-Lo à direita de Deus, com a mesma autoridade do Pai, e o proclamamos Cabeça da Igreja, Senhor sobre toda a criação, sobre toda a humanidade, princípio e fim da história humana e juiz dos vivos e dos mortos. No Dia da Páscoa contemplamos o Cristo resplendente de glória; na Ascensão contemplamos o que essa glória significa para nós todos.

Esta solenidade nos faz compreender com o coração que o Cristo que por nós se fez homem, como um de nós viveu e por nós morreu, Ele mesmo, agora, com a sua humanidade glorificada, está à direita do Pai. Isto é admirável: um da nossa raça, a nossa humanidade em Jesus Cristo, participa agora da comunhão da Trindade. Que mistério: n’Ele, a nossa humanidade está totalmente glorificada! Como diz a oração inicial dessa Santa Missa: "a Ascensão do Filho já é a nossa vitória" porque nós, enxertados n’Ele, a Ele unidos no Batismo e na Eucaristia, somos membros do seu Corpo, que é a Igreja; e sabemos: onde já está a nossa Cabeça, estaremos também nós um dia! Como diz a segunda leitura da missa: chegaremos "todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude". Ou seja, no fundo nos mostra também a nossa direção última.

A festa de hoje nos revela: chegar à estatura do Cristo em sua plenitude! Nada menos que isso pode saciar o coração humano; nada menos que isso pode nos contentar, pode nos dar paz! Olhemos para o Cristo glorioso à direita do Pai e veremos a que somos chamados... Contemplemos, pois, o nosso destino! Tanto maior a grandeza que contemplamos em Cristo, mais deveria nos espantar a ilusão e alienação do mundo atual! Por isso, recordemos a exortação do apóstolo: "Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória" (Cl 3,1-4).

“Sentado como Senhor à direita do Pai”, Jesus é o Senhor do universo e de toda a história. De tudo, Cristo é Senhor; tudo caminha para Ele, Ele é a finalidade de tudo... também da história humana. Por mais que o homem pecador trame contra Cristo, por mais que o mundo hodierno volte suas costas ao Senhorio do Ressuscitado, tudo caminha para Ele, e Ele triunfará ao fim de tudo – ele é o alfa e o ômega, o a e o z, o princípio e o fim de todas as coisas! É o que escrevemos no Círio Pascal todos os anos!

O Senhor Jesus, hoje no mais alto dos céus, é Cabeça da Igreja. Aquele que é o unigênito de Deus, pela sua ressurreição e pelo dom do seu Espírito, tornou-se o primogênito de muitos irmãos, Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja. O Cristo pleno de glória que está nos céus, é nossa cabeça e d’Ele continuamos recebendo a vida, que é o próprio Espírito Santo. Esta vida vem-nos, sobretudo, nos sacramentos, especialmente da Eucaristia, na qual recebemos o Cristo morto e ressuscitado, pleno do Santo Espírito, Senhor que dá a vida. Olhando para Aquele que está à direita do Pai e é nossa Cabeça e princípio, como não nos alegrar? Como não nos encher de esperança? Como não ter a certeza de que nossa vida caminha para a plenitude? A Igreja jamais estará sozinha – seu Senhor é o mesmo que está à direita do Pai; seu esposo e Cabeça, é o Rei da Glória!

A festa de hoje – que, de certo modo, já nos prepara para o encerramento do Tempo da Páscoa, com o Santo Pentecostes, no próximo Domingo –, nos convida a colocar os pés nas estradas do mundo – na nossa família, no nosso trabalho, entre os nossos amigos, na vida social... pés nas estradas do mundo para proclamar o Senhorio de Cristo, a vivenciar o Ano da Esperança em nossa Igreja Arquidiocesana.

Lembremo-nos da sua promessa e de nossa missão: "Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós para serdes minhas testemunhas até os confins da Terra"! Se conhecermos Jesus de verdade, se o acolhemos realmente em nossa vida, crermos na Sua glória e esperarmos com todo nosso coração participar dela, seremos, então, suas testemunhas. E nossa convicção, nosso amor e nossa esperança invencível contagiarão a muitos.

 

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro