Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 24º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/11/2019

15 de Novembro de 2019

Visitar os Enfermos

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

15 de Novembro de 2019

Visitar os Enfermos

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/02/2015 00:00

Visitar os Enfermos 0

11/02/2015 00:00

A doença nos mostra que somos limitados. A busca da saúde e a preocupação com a dignidade da assistência faz parte de nossa faina e de nosso próprio instinto. Diante de tantas circunstâncias e situações, a Pastoral dos enfermos é uma presença da Igreja em todos os âmbitos ligados a essa situação. É o anúncio de que Deus está presente em nossa vida de maneira especial nesse momento de fragilidade em que aprendemos a trabalhar de um outro modo e a ser mais contemplativo, além do esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.

O Sacramento da Unção dos Enfermos, que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados, é essa presença fé e esperança nesse momento da vida. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados e viver esse momento na graça de Deus.

Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo. A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, e propor o Sacramento mas sem impo-lo ao doente. Recebido com fé o Sacramento dará muitos frutos e graças.

Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de Deus, Ele acolhia com amor e os curava. “E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus” (Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. “Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6, 12s). O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (Mt 16, 18).

Para aprofundar esse tema é que temos a oportunidade de viver mais um Dia Mundial do doente. Ele foi instituído por São João Paulo II em 1992, e é celebrado, anualmente, em 11 de fevereiro, na festividade de Nossa Senhora de Lourdes. Em nossa Arquidiocese, além da celebração na Basílica de Lourdes teremos missa especial em hospitais de cada Vicariato com os agentes da pastoral, doentes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários para aprofundar essa proximidade da Igreja junto aquele que sofre.

Para reflexão desse dia, a Santa Sé divulgou no dia 30 de dezembro de 2014 a mensagem do Papa Francisco para esse XXIII Dia Mundial do Doente.

O tema deste ano, convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (29,15). O Papa Francisco encoraja a fazer esta meditação na perspectiva da “sapientia cordis”, ou seja da sabedoria do coração e frisa que sabedoria do coração significa servir o irmão. Com efeito as palavras de Jó evidenciam o serviço aos necessitados – insiste o Papa recordando aqui as pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar.

Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! - exclama o Papa. Em tais momentos, pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo, também, de especial apoio à missão da Igreja – escreve o Papa que continua: sabedoria do coração é sair de si para ir ao encontro do irmão.

Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: “a Mim mesmo o fizestes” . Por isso, o Papa Francisco recorda uma vez mais a “absoluta prioridade da “saída de si próprio” para se pôr ao serviço do irmão necessitado.

Na mensagem o Papa Francisco fala das sabedorias: 1- Sabedoria do coração; 2- Sabedoria do coração é servir o irmão; 3- Sabedoria do coração é estar com o irmão; 4- Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão; 5- Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar.

Ao concluir a mensagem o Papa Francisco se remete a Maria santíssima, pois, foi ela que acolheu em seu ventre a Sabedoria Encarnada que é Jesus Cristo e depois recitou uma prece: “Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”.

Temos um belo serviço de visita aos enfermos que vejo com aleglria que cada vez melhor se organiza. Agradeço a Deus e a tantos irmãos do clero que se desdobram em ser essa presença. Convido a outros irmãos e irmãs para que se associem nessa missão evangelizadora e importantíssima, seja as visitas aos hospitais, seja nas residências. Eu mesmo gostaria de ter mais possibilidade de ter essa presença e quando consigo agradeço a Deus como pude fazer algumas vezes durante a trezena de São Sebastião.

Este um convite que faço a todos os arquidiocesanos para que neste ano da esperança cristã, vamos levar a esperança que é Cristo para os que estão nos leitos hospitalares, ou em suas residências preso à sua cama, enfermos. Tenho visto muitos exemplos e sinais dessa presença. Que a luz divina, de Cristo Ressuscitado, brilhe nos corações de todos os enfermos e nas vossas famílias. Que Maria Santíssima, Auxiliadora dos Cristãos e Mãe dos Enfermos, nos ensine a aceitar o caminho do sofrimento guiado pela Palavra de Deus que nos anima e nos guia ao do Cristo Redentor!

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Visitar os Enfermos

11/02/2015 00:00

A doença nos mostra que somos limitados. A busca da saúde e a preocupação com a dignidade da assistência faz parte de nossa faina e de nosso próprio instinto. Diante de tantas circunstâncias e situações, a Pastoral dos enfermos é uma presença da Igreja em todos os âmbitos ligados a essa situação. É o anúncio de que Deus está presente em nossa vida de maneira especial nesse momento de fragilidade em que aprendemos a trabalhar de um outro modo e a ser mais contemplativo, além do esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.

O Sacramento da Unção dos Enfermos, que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados, é essa presença fé e esperança nesse momento da vida. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados e viver esse momento na graça de Deus.

Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo. A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, e propor o Sacramento mas sem impo-lo ao doente. Recebido com fé o Sacramento dará muitos frutos e graças.

Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de Deus, Ele acolhia com amor e os curava. “E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus” (Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. “Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6, 12s). O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome: "Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (Mt 16, 18).

Para aprofundar esse tema é que temos a oportunidade de viver mais um Dia Mundial do doente. Ele foi instituído por São João Paulo II em 1992, e é celebrado, anualmente, em 11 de fevereiro, na festividade de Nossa Senhora de Lourdes. Em nossa Arquidiocese, além da celebração na Basílica de Lourdes teremos missa especial em hospitais de cada Vicariato com os agentes da pastoral, doentes, familiares, médicos, enfermeiros e funcionários para aprofundar essa proximidade da Igreja junto aquele que sofre.

Para reflexão desse dia, a Santa Sé divulgou no dia 30 de dezembro de 2014 a mensagem do Papa Francisco para esse XXIII Dia Mundial do Doente.

O tema deste ano, convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (29,15). O Papa Francisco encoraja a fazer esta meditação na perspectiva da “sapientia cordis”, ou seja da sabedoria do coração e frisa que sabedoria do coração significa servir o irmão. Com efeito as palavras de Jó evidenciam o serviço aos necessitados – insiste o Papa recordando aqui as pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar.

Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! - exclama o Papa. Em tais momentos, pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo, também, de especial apoio à missão da Igreja – escreve o Papa que continua: sabedoria do coração é sair de si para ir ao encontro do irmão.

Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: “a Mim mesmo o fizestes” . Por isso, o Papa Francisco recorda uma vez mais a “absoluta prioridade da “saída de si próprio” para se pôr ao serviço do irmão necessitado.

Na mensagem o Papa Francisco fala das sabedorias: 1- Sabedoria do coração; 2- Sabedoria do coração é servir o irmão; 3- Sabedoria do coração é estar com o irmão; 4- Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão; 5- Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar.

Ao concluir a mensagem o Papa Francisco se remete a Maria santíssima, pois, foi ela que acolheu em seu ventre a Sabedoria Encarnada que é Jesus Cristo e depois recitou uma prece: “Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”.

Temos um belo serviço de visita aos enfermos que vejo com aleglria que cada vez melhor se organiza. Agradeço a Deus e a tantos irmãos do clero que se desdobram em ser essa presença. Convido a outros irmãos e irmãs para que se associem nessa missão evangelizadora e importantíssima, seja as visitas aos hospitais, seja nas residências. Eu mesmo gostaria de ter mais possibilidade de ter essa presença e quando consigo agradeço a Deus como pude fazer algumas vezes durante a trezena de São Sebastião.

Este um convite que faço a todos os arquidiocesanos para que neste ano da esperança cristã, vamos levar a esperança que é Cristo para os que estão nos leitos hospitalares, ou em suas residências preso à sua cama, enfermos. Tenho visto muitos exemplos e sinais dessa presença. Que a luz divina, de Cristo Ressuscitado, brilhe nos corações de todos os enfermos e nas vossas famílias. Que Maria Santíssima, Auxiliadora dos Cristãos e Mãe dos Enfermos, nos ensine a aceitar o caminho do sofrimento guiado pela Palavra de Deus que nos anima e nos guia ao do Cristo Redentor!