Arquidiocese do Rio de Janeiro

24º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Filhos ou coelhos?

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

23 de Setembro de 2020

Filhos ou coelhos?

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

05/02/2015 12:09 - Atualizado em 05/02/2015 12:10

Filhos ou coelhos? 0

05/02/2015 12:09 - Atualizado em 05/02/2015 12:10

O modo de falar do Papa Francisco sobre a reprodução dos coelhos, que é muito numerosa em cada ninhada, comparando-a com a procriação humana, ecoou pelo mundo como se fosse um trovão estrondoso.

O pronunciamento do Romano Pontífice deu-se na entrevista habitual que se tem nas viagens papais, e como é comum a mídia internacional divulgou essa comparação como se fosse uma trovoada em cadeia.

Mas o que falou o Papa Francisco realmente?

Falou que a paternidade/maternidade não é puramente um fenômeno biológico reprodutivo, mas é um dom que Deus concedeu apenas ao homem e à mulher, como uma forma de que eles, através do amor vivido no casamento, colaborarem com o seu poder Criador.

Como era de esperar depois da trovoada sensacionalista feita pela mídia escrita e televisiva, os antinatalistas e propagandistas dos meios anticoncepcionais reforçaram suas teses a respeito do controle de natalidade, tentando atrair para seu lado o Papa Francisco, que não tem a mínima intenção de “mudar de time”.

O amor matrimonial não deve ser controlado, muito menos pelos antinatalistas que ocupam cadeiras em congressos, ou em serviços do Estado, ou em organismos internacionais.

A doutrina da Igreja Católica sobre a paternidade/maternidade responsável é clara, objetiva, respeita a liberdade do casal e, principalmente, é propositiva, enquanto favorece a formação de famílias bem construídas e estruturadas em torno do amor, e não de técnicas e de comprimidos controladores da ação mais íntima e sagrada que os casados vivem no seu relacionamento.

O número de filhos que um casal deseja livremente ter, iluminado por esse amor e orientado por pessoas bem criteriosas e especialistas na regulação da fertilidade humana, nunca será “uma ninhada de coelhos”, mas sim dons divinos que irão enriquecer o relacionamento dos esposos e solidificar cada vez mais os relacionamentos entre os irmãos e as amizades no âmbito escolar e social.

O que não se pode mais continuar aceitando num mundo democrático e plural é a intromissão de pessoas, que em nome da responsabilidade no âmbito da paternidade/maternidade acabam criando um mundo com poucos ou nenhum pais, e transformando o amor entre o homem e a mulher num simples exercício de sexo e de reprodução biológica.

“Nunca ouvi ninguém dizer no fim da vida que teria desejado ter um filho a menos, mas ouvi muitas pessoas dizerem que gostariam de ter tido ao menos mais um filho”, testemunho de Kimberly Hahn, autora do livro Life-giving Love, editado no Brasil com o título “O Amor que dá vida”.

Nessas palavras francas e cheias de carinho para com os pais que souberam ser responsáveis na geração e educação dos seus filhos, encontramos um argumento forte a favor da harmonia natural existente entre amor e vida.

Mas, só para não deixar nenhuma sombra, nem trovões ribombando, sobre a figura do Papa Francisco, o óbvio deve ser sempre repetido incansavelmente: os filhos são sempre dons do amor de Deus ao amor humano dos pais! Os coelhos continuarão ser sempre produtos das leis biológicas que Deus colocou nos seus corpos, e nada mais do que produtos!

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Filhos ou coelhos?

05/02/2015 12:09 - Atualizado em 05/02/2015 12:10

O modo de falar do Papa Francisco sobre a reprodução dos coelhos, que é muito numerosa em cada ninhada, comparando-a com a procriação humana, ecoou pelo mundo como se fosse um trovão estrondoso.

O pronunciamento do Romano Pontífice deu-se na entrevista habitual que se tem nas viagens papais, e como é comum a mídia internacional divulgou essa comparação como se fosse uma trovoada em cadeia.

Mas o que falou o Papa Francisco realmente?

Falou que a paternidade/maternidade não é puramente um fenômeno biológico reprodutivo, mas é um dom que Deus concedeu apenas ao homem e à mulher, como uma forma de que eles, através do amor vivido no casamento, colaborarem com o seu poder Criador.

Como era de esperar depois da trovoada sensacionalista feita pela mídia escrita e televisiva, os antinatalistas e propagandistas dos meios anticoncepcionais reforçaram suas teses a respeito do controle de natalidade, tentando atrair para seu lado o Papa Francisco, que não tem a mínima intenção de “mudar de time”.

O amor matrimonial não deve ser controlado, muito menos pelos antinatalistas que ocupam cadeiras em congressos, ou em serviços do Estado, ou em organismos internacionais.

A doutrina da Igreja Católica sobre a paternidade/maternidade responsável é clara, objetiva, respeita a liberdade do casal e, principalmente, é propositiva, enquanto favorece a formação de famílias bem construídas e estruturadas em torno do amor, e não de técnicas e de comprimidos controladores da ação mais íntima e sagrada que os casados vivem no seu relacionamento.

O número de filhos que um casal deseja livremente ter, iluminado por esse amor e orientado por pessoas bem criteriosas e especialistas na regulação da fertilidade humana, nunca será “uma ninhada de coelhos”, mas sim dons divinos que irão enriquecer o relacionamento dos esposos e solidificar cada vez mais os relacionamentos entre os irmãos e as amizades no âmbito escolar e social.

O que não se pode mais continuar aceitando num mundo democrático e plural é a intromissão de pessoas, que em nome da responsabilidade no âmbito da paternidade/maternidade acabam criando um mundo com poucos ou nenhum pais, e transformando o amor entre o homem e a mulher num simples exercício de sexo e de reprodução biológica.

“Nunca ouvi ninguém dizer no fim da vida que teria desejado ter um filho a menos, mas ouvi muitas pessoas dizerem que gostariam de ter tido ao menos mais um filho”, testemunho de Kimberly Hahn, autora do livro Life-giving Love, editado no Brasil com o título “O Amor que dá vida”.

Nessas palavras francas e cheias de carinho para com os pais que souberam ser responsáveis na geração e educação dos seus filhos, encontramos um argumento forte a favor da harmonia natural existente entre amor e vida.

Mas, só para não deixar nenhuma sombra, nem trovões ribombando, sobre a figura do Papa Francisco, o óbvio deve ser sempre repetido incansavelmente: os filhos são sempre dons do amor de Deus ao amor humano dos pais! Os coelhos continuarão ser sempre produtos das leis biológicas que Deus colocou nos seus corpos, e nada mais do que produtos!

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Autor

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro