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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Celebração de Finados

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Celebração de Finados

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02/11/2014 16:10 - Atualizado em 02/11/2014 16:12

Celebração de Finados 0

02/11/2014 16:10 - Atualizado em 02/11/2014 16:12

No início de novembro celebramos a comemoração de todos os fiéis defuntos. É uma oportunidade de reflexão e oração. É um tempo precioso para pensarmos em nossas vidas e rezarmos pelos entes queridos.

Este dia deve ser um dia de oração, de homenagem cristã aos nossos entes queridos falecidos, e, também, um dia de reflexão sobre o mistério da morte e da ressurreição que marcam nossas vidas. Assim falou Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto viverá” (Jo 11, 24). Em outra passagem, Ele disse: “Todo aquele que crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26). Nascemos para viver eternamente. Com a morte, terminamos de nascer. A morte, para os que têm fé, não interrompe a vida. Deus nos criou para a vida e felicidade plenas. Os que partem deste mundo descansam para sempre na paz, na alegria, no convívio dos anjos e santos, na plena e eterna felicidade que só encontramos na comunhão com Deus.

Para o cristão, a morte é o começo de uma nova vida, realizando sempre o que de bom ele esperou e vislumbrou pela fé neste mundo. É o coroamento da vida e a plena realização humana e cristã. Na perspectiva cristã, a “morte se torna bendita porque é nossa libertação”. Recordemos o prefácio dos mortos: “Ó, Pai, para os que creem em vós a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível e aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola”.

Devemos nos lembrar de que a vida eterna começa aqui e agora. Quem vive com Deus neste mundo, viverá com Ele eternamente. Quem vive com Cristo, viverá com Ele na outra vida. Quem vive no amor e na harmonia com seus irmãos, continuará na outra vida na plenitude do amor. Quem vive uma vida reconciliada e pacificada com seus irmãos, também continuará na outra vida na perfeita reconciliação. Por isso, a hora de amar a Deus e servir os irmãos é agora. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!

No encontro final com Deus, de nada vale o dinheiro, o sucesso, o prestígio, a beleza, a fama etc. Porém, o que conta são nossas boas obras e a retidão do agir. Levaremos em nossa bagagem o bem realizado ao longo da vida, sobretudo a caridade  para com os mais pobres. Lembremo-nos: “Vinde, benditos do meu Pai, recebei por herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive com fome e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber. Estive nu e me vestistes” (Mt,25,34). Esta passagem bíblica nos revela que o critério para o julgamento final será o exercício do amor e da caridade para com o próximo, sobretudo os excluídos, que são os mais pobres dentre os pobres, os quais não participam do banquete da vida.

Ao rezarmos e recordarmos dos nossos entes queridos no dia de Finados, somos também chamados a dar um sentido às nossas vidas e aproveitar cada instante para fazer o bem.

São muitos os necessitados ao nosso redor. Temos urgência de encontrá-los como irmãos neste mundo, antes de termos de nos defrontar com eles como nossos juízes diante de Deus! Por isso, o pobre necessitado que bate à nossa porta, além de testar a nossa caridade cristã, pode se transformar num canal ou instrumento de nossa salvação.

Frederico Ozanan, fundador dos vicentinos, afirmou: “Precisamos olhar para o pobre como alguém que é igual ou superior a nós. Porque ele suporta aquilo que nós não suportamos: fome, miséria, doenças, falta de moradia e conforto material”.

Não nos esqueçamos de que, além dos simbolismos das flores, velas e visitas aos Cemitérios, precisamos oferecer pelos irmãos falecidos orações, súplicas de perdão, sacrifícios e esmolas aos pobres (caridade). Coloquemos intenções nas missas em sufrágio de nossos entes queridos e das almas do purgatório. São estes gestos cristãos que agradam a Deus e retornam para nossas vidas em forma de bênção, de alegria e conforto espiritual. A santa Missa, sacrifício eucarístico, é, sem dúvida, o maior presente aos mortos. A Igreja oferece o sacrifício eucarístico da páscoa de Cristo e eleva a Deus suas orações e sufrágios pela salvação de todos os fiéis defuntos, pois suas almas devem ser purificadas para serem recebidas nos céus entre os santos eleitos. Também se pode lucrar uma indulgência plenária aplicável aos defuntos nesses dias. A Igreja concede aos sacerdotes a faculdade de celebrar três missas no dia de Finados.

Também diante de tantas solicitações e pregações nos cemitérios, este dia é um momento importante para, além de rezar pelos falecidos, fazer uma grande evangelização, anunciando a Boa Nova aos que se encontram por lá. Anunciar a Boa Nova da salvação em Cristo, ajudar na cura dos corações feridos e proclamar a esperança na vida eterna é necessário para muitos nesses dias.

Que as almas de todos os fiéis defuntos, pela infinita bondade e misericórdia de Deus, descansem para sempre na paz e na eternidade da luz de Cristo!

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02/11/2014 16:10 - Atualizado em 02/11/2014 16:12

No início de novembro celebramos a comemoração de todos os fiéis defuntos. É uma oportunidade de reflexão e oração. É um tempo precioso para pensarmos em nossas vidas e rezarmos pelos entes queridos.

Este dia deve ser um dia de oração, de homenagem cristã aos nossos entes queridos falecidos, e, também, um dia de reflexão sobre o mistério da morte e da ressurreição que marcam nossas vidas. Assim falou Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto viverá” (Jo 11, 24). Em outra passagem, Ele disse: “Todo aquele que crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26). Nascemos para viver eternamente. Com a morte, terminamos de nascer. A morte, para os que têm fé, não interrompe a vida. Deus nos criou para a vida e felicidade plenas. Os que partem deste mundo descansam para sempre na paz, na alegria, no convívio dos anjos e santos, na plena e eterna felicidade que só encontramos na comunhão com Deus.

Para o cristão, a morte é o começo de uma nova vida, realizando sempre o que de bom ele esperou e vislumbrou pela fé neste mundo. É o coroamento da vida e a plena realização humana e cristã. Na perspectiva cristã, a “morte se torna bendita porque é nossa libertação”. Recordemos o prefácio dos mortos: “Ó, Pai, para os que creem em vós a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível e aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola”.

Devemos nos lembrar de que a vida eterna começa aqui e agora. Quem vive com Deus neste mundo, viverá com Ele eternamente. Quem vive com Cristo, viverá com Ele na outra vida. Quem vive no amor e na harmonia com seus irmãos, continuará na outra vida na plenitude do amor. Quem vive uma vida reconciliada e pacificada com seus irmãos, também continuará na outra vida na perfeita reconciliação. Por isso, a hora de amar a Deus e servir os irmãos é agora. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!

No encontro final com Deus, de nada vale o dinheiro, o sucesso, o prestígio, a beleza, a fama etc. Porém, o que conta são nossas boas obras e a retidão do agir. Levaremos em nossa bagagem o bem realizado ao longo da vida, sobretudo a caridade  para com os mais pobres. Lembremo-nos: “Vinde, benditos do meu Pai, recebei por herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive com fome e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber. Estive nu e me vestistes” (Mt,25,34). Esta passagem bíblica nos revela que o critério para o julgamento final será o exercício do amor e da caridade para com o próximo, sobretudo os excluídos, que são os mais pobres dentre os pobres, os quais não participam do banquete da vida.

Ao rezarmos e recordarmos dos nossos entes queridos no dia de Finados, somos também chamados a dar um sentido às nossas vidas e aproveitar cada instante para fazer o bem.

São muitos os necessitados ao nosso redor. Temos urgência de encontrá-los como irmãos neste mundo, antes de termos de nos defrontar com eles como nossos juízes diante de Deus! Por isso, o pobre necessitado que bate à nossa porta, além de testar a nossa caridade cristã, pode se transformar num canal ou instrumento de nossa salvação.

Frederico Ozanan, fundador dos vicentinos, afirmou: “Precisamos olhar para o pobre como alguém que é igual ou superior a nós. Porque ele suporta aquilo que nós não suportamos: fome, miséria, doenças, falta de moradia e conforto material”.

Não nos esqueçamos de que, além dos simbolismos das flores, velas e visitas aos Cemitérios, precisamos oferecer pelos irmãos falecidos orações, súplicas de perdão, sacrifícios e esmolas aos pobres (caridade). Coloquemos intenções nas missas em sufrágio de nossos entes queridos e das almas do purgatório. São estes gestos cristãos que agradam a Deus e retornam para nossas vidas em forma de bênção, de alegria e conforto espiritual. A santa Missa, sacrifício eucarístico, é, sem dúvida, o maior presente aos mortos. A Igreja oferece o sacrifício eucarístico da páscoa de Cristo e eleva a Deus suas orações e sufrágios pela salvação de todos os fiéis defuntos, pois suas almas devem ser purificadas para serem recebidas nos céus entre os santos eleitos. Também se pode lucrar uma indulgência plenária aplicável aos defuntos nesses dias. A Igreja concede aos sacerdotes a faculdade de celebrar três missas no dia de Finados.

Também diante de tantas solicitações e pregações nos cemitérios, este dia é um momento importante para, além de rezar pelos falecidos, fazer uma grande evangelização, anunciando a Boa Nova aos que se encontram por lá. Anunciar a Boa Nova da salvação em Cristo, ajudar na cura dos corações feridos e proclamar a esperança na vida eterna é necessário para muitos nesses dias.

Que as almas de todos os fiéis defuntos, pela infinita bondade e misericórdia de Deus, descansem para sempre na paz e na eternidade da luz de Cristo!