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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/07/2019

20 de Julho de 2019

Igreja sempre missionária

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17/10/2014 11:09 - Atualizado em 17/10/2014 11:09

Igreja sempre missionária 0

17/10/2014 11:09 - Atualizado em 17/10/2014 11:09

O mês de outubro é dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos envio como cordeiros em meio a lobos vorazes” (Mt. 10,16). Na verdade, todo mês e todo dia é dia de fazer missão. Todo somos missionários. A vida é para ser vivida, e vivida em plenitude! Descobrir por que se vive é uma arte, necessita percepção, busca e atitude.

O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaías, lido por Jesus na sinagoga de Nazaré e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça” (Lc. 4,16-22).

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é por acaso que Santa Teresinha foi declarada Padroeira das Missões, mesmo sem jamais transpor as grades de seu convento. Suas palavras e orientações alimentaram milhões de missionários no mundo todo. São Francisco de Sales, igualmente, ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre. Somos chamados a anunciar a alegria do Evangelho! O missionário é como um bom semeador; conhece a semente que espalha e o terreno a ser cultivado. É ciente também de suas forças pessoais, limitações e valores. Sabe a hora de avançar e de recuar, de dominar os impulsos e as precipitações.

O motivo primordial da missão é e sempre será o mandato missionário que Jesus Cristo deu aos apóstolos e aos discípulos no termo de sua existência terrena. É um ato de obediência fundamental que a Igreja deve prestar até o fim da história, à vontade de seu autor.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade." (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

A Exortação Apostólica do Papa Francisco – Alegria do Evangelho – nos fala sobre a realidade da missão na Igreja e da Igreja. É por isso que o Papa abre os olhos de todos e começa a utilizar a nomenclatura: “Igreja em saída”, que, aliás, é o tema de sua mensagem para o Dia Mundial das Missões. A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva. Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa! Como consequência, a Igreja sabe “envolver-se”.

Jesus lavou os pés dos seus discípulos. O Senhor envolve-Se e envolve os seus, pondo-Se de joelhos diante dos outros para os lavar, mas, logo a seguir, diz aos discípulos: “Sereis felizes se o puserdes em prática” (Jo 13, 17). Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até a humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o “cheiro das ovelhas”, e estas escutam a sua voz. Em seguida, a comunidade evangelizadora dispõe-se a “acompanhar”. Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a suportação apostólica. A evangelização patenteia muita paciência e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também “frutificar”.

A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de serem aparentemente imperfeitos ou defeituosos. O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo, mas o seu sonho não é estar cheio de inimigos, mas, antes, que a Palavra seja acolhida e manifeste a sua força libertadora e renovadora. Por fim, a comunidade evangelizadora jubilosa sabe sempre “festejar”: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente na evangelização. No meio desta exigência diária de fazer avançar o bem, a evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da atividade evangelizadora e fonte de um renovado impulso para se dar.

É necessário colocar toda a Igreja em "estado permanente de missão". A Igreja é toda missionária em seus membros, que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda criatura.

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17/10/2014 11:09 - Atualizado em 17/10/2014 11:09

O mês de outubro é dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos envio como cordeiros em meio a lobos vorazes” (Mt. 10,16). Na verdade, todo mês e todo dia é dia de fazer missão. Todo somos missionários. A vida é para ser vivida, e vivida em plenitude! Descobrir por que se vive é uma arte, necessita percepção, busca e atitude.

O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaías, lido por Jesus na sinagoga de Nazaré e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça” (Lc. 4,16-22).

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é por acaso que Santa Teresinha foi declarada Padroeira das Missões, mesmo sem jamais transpor as grades de seu convento. Suas palavras e orientações alimentaram milhões de missionários no mundo todo. São Francisco de Sales, igualmente, ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre. Somos chamados a anunciar a alegria do Evangelho! O missionário é como um bom semeador; conhece a semente que espalha e o terreno a ser cultivado. É ciente também de suas forças pessoais, limitações e valores. Sabe a hora de avançar e de recuar, de dominar os impulsos e as precipitações.

O motivo primordial da missão é e sempre será o mandato missionário que Jesus Cristo deu aos apóstolos e aos discípulos no termo de sua existência terrena. É um ato de obediência fundamental que a Igreja deve prestar até o fim da história, à vontade de seu autor.

A evangelização exprime a identidade, a vocação própria da Igreja, sua missão essencial: "Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade." (Paulo VI "Evangelii nuntiandi", 14).

A Exortação Apostólica do Papa Francisco – Alegria do Evangelho – nos fala sobre a realidade da missão na Igreja e da Igreja. É por isso que o Papa abre os olhos de todos e começa a utilizar a nomenclatura: “Igreja em saída”, que, aliás, é o tema de sua mensagem para o Dia Mundial das Missões. A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (1 Jo 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva. Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa! Como consequência, a Igreja sabe “envolver-se”.

Jesus lavou os pés dos seus discípulos. O Senhor envolve-Se e envolve os seus, pondo-Se de joelhos diante dos outros para os lavar, mas, logo a seguir, diz aos discípulos: “Sereis felizes se o puserdes em prática” (Jo 13, 17). Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até a humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o “cheiro das ovelhas”, e estas escutam a sua voz. Em seguida, a comunidade evangelizadora dispõe-se a “acompanhar”. Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a suportação apostólica. A evangelização patenteia muita paciência e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também “frutificar”.

A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de serem aparentemente imperfeitos ou defeituosos. O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo, mas o seu sonho não é estar cheio de inimigos, mas, antes, que a Palavra seja acolhida e manifeste a sua força libertadora e renovadora. Por fim, a comunidade evangelizadora jubilosa sabe sempre “festejar”: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente na evangelização. No meio desta exigência diária de fazer avançar o bem, a evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da atividade evangelizadora e fonte de um renovado impulso para se dar.

É necessário colocar toda a Igreja em "estado permanente de missão". A Igreja é toda missionária em seus membros, que agem de diversos modos, de acordo com a multiplicidade e a variedade dos carismas e dons. É em cada um de seus membros que a comunidade cristã coloca-se a serviço da evangelização e é enviada para pregar o Evangelho a toda criatura.