Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2020

20 de Outubro de 2020

A ‘religião’ de Frei Betto

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20 de Outubro de 2020

A ‘religião’ de Frei Betto

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25/08/2014 15:53 - Atualizado em 25/08/2014 16:13

A ‘religião’ de Frei Betto 0

25/08/2014 15:53 - Atualizado em 25/08/2014 16:13

Na página 38 do jornal “O Globo” de 14 de agosto de 2014, Frei Betto notabiliza-se com 17 estrofes de meias-verdades. Cito três exemplos de menor insolência: “E se em vez de cruz eu disser pus, aqui está Deus? E... em vez de consagrar,... lupanar (prostíbulo)...; e em vez de teodiceia,... diarreia, aqui está Deus?” Na 18ª estrofe, o autor enfatiza: “Está! Deus só nega o desamor, jamais o que criou”. Que insânia: Deus seria o criador do lupanar?

Se Deus tudo criou por sua Palavra, então tudo só se realiza plenamente pela palavra-resposta. Mas é somente sob o olhar encantado de um coração puro que pode tudo (fora o “desamor”) fazer parte da grande louvação que o homem oferece a Deus. Mas, igualmente, tudo, em lugar do louvor a Deus e do serviço sacrifical ao próximo, pode tornar-se infame expressão do coração corrompido.

No leitor de mencionado artigo surge imperiosa a lembrança da Bíblia: “O Senhor não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome” (Ex 20,7; Dt 5,11). Além do mais, Deus não nega o que Ele criou, mas maldiz o falso uso pelo qual o homem se corrompe e degrada o próximo e o mundo. O autor, sem dúvida, conhece, mas silencia a palavra de São Paulo: “Receio que... eu tenha de chorar por muitos daqueles que pecaram e não fizeram penitência da impureza, fornicação e dissolução que cometeram” (2 Cor 12,21). Não no uso das coisas se encontra Deus, mas no coração que deseja a luz e “se reveste do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13-14).

Será que o autor, um religioso, esqueceu intencionalmente que a real bondade das criaturas que Deus nos oferece, só no uso correto é conservada e está em plenitude? E mais, infinitamente mais: sacramentos, adoração, vésperas litúrgicas etc. celebram não só o dom da natureza, mas manifestam e exaltam a gratuita intervenção do Deus Redentor. Graças a esta inefável misericórdia, tudo fora o pecaminoso desamor pode adquirir santidade.

Quem não seria grato ao autor por uma palavra menos atrofiada?

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A ‘religião’ de Frei Betto

25/08/2014 15:53 - Atualizado em 25/08/2014 16:13

Na página 38 do jornal “O Globo” de 14 de agosto de 2014, Frei Betto notabiliza-se com 17 estrofes de meias-verdades. Cito três exemplos de menor insolência: “E se em vez de cruz eu disser pus, aqui está Deus? E... em vez de consagrar,... lupanar (prostíbulo)...; e em vez de teodiceia,... diarreia, aqui está Deus?” Na 18ª estrofe, o autor enfatiza: “Está! Deus só nega o desamor, jamais o que criou”. Que insânia: Deus seria o criador do lupanar?

Se Deus tudo criou por sua Palavra, então tudo só se realiza plenamente pela palavra-resposta. Mas é somente sob o olhar encantado de um coração puro que pode tudo (fora o “desamor”) fazer parte da grande louvação que o homem oferece a Deus. Mas, igualmente, tudo, em lugar do louvor a Deus e do serviço sacrifical ao próximo, pode tornar-se infame expressão do coração corrompido.

No leitor de mencionado artigo surge imperiosa a lembrança da Bíblia: “O Senhor não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome” (Ex 20,7; Dt 5,11). Além do mais, Deus não nega o que Ele criou, mas maldiz o falso uso pelo qual o homem se corrompe e degrada o próximo e o mundo. O autor, sem dúvida, conhece, mas silencia a palavra de São Paulo: “Receio que... eu tenha de chorar por muitos daqueles que pecaram e não fizeram penitência da impureza, fornicação e dissolução que cometeram” (2 Cor 12,21). Não no uso das coisas se encontra Deus, mas no coração que deseja a luz e “se reveste do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13-14).

Será que o autor, um religioso, esqueceu intencionalmente que a real bondade das criaturas que Deus nos oferece, só no uso correto é conservada e está em plenitude? E mais, infinitamente mais: sacramentos, adoração, vésperas litúrgicas etc. celebram não só o dom da natureza, mas manifestam e exaltam a gratuita intervenção do Deus Redentor. Graças a esta inefável misericórdia, tudo fora o pecaminoso desamor pode adquirir santidade.

Quem não seria grato ao autor por uma palavra menos atrofiada?

Dom Karl Josef Romer
Autor

Dom Karl Josef Romer

Bispo emérito da Arquidiocese de são Sebastião do Rio de Janeiro