Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/10/2018

16 de Outubro de 2018

"Nada nos separará do amor de Deus"

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16 de Outubro de 2018

"Nada nos separará do amor de Deus"

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03/08/2014 00:00

"Nada nos separará do amor de Deus" 0

03/08/2014 00:00

temp_titleCruz_30072014183418Homilia Dominical - 18º Domingo do Tempo Comum

Nosso coração transborda de alegria e podemos dizer
“Bendito seja Deus pelo dia do Domingo!” Sim, bendito seja Deus que nos concedeu esse dia, dia de alegria, consagrado ao Senhor por esta Santa Assembleia. Este é o dia da nossa alegria e do nosso louvor porque nele recordamos as maravilhas da salvação; nele nos alimentamos da mesa abundante da Palavra do Senhor e nele nos saciamos do Pão Vivo descido do céu para nos dar vida: o Corpo Eucarístico do Senhor Jesus.

A Palavra de Deus hoje nos dá uma certeza: Nada pode nos separar do amor de Cristo. Paulo afirma isso com veemência na segunda leitura: “Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer, será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Nada, meus irmãos, pode nos separar do amor de Deus que nos foi manifestado em Cristo Jesus. Somos mais que vencedores, como diz o Apóstolo, porque Cristo venceu por nós todas as batalhas e revelou-nos no madeiro da cruz a imensidão do amor da Trindade por nós. Nada nos pode separar desse amor, nada! A Eucaristia que celebramos confirma para nós esse amor. Cristo se dá a nós cada domingo. O Sacrifício do Senhor é atualizado para nós e Ele se dá a nós como alimento, na Palavra, no seu Corpo e no seu Sangue. O Pão Eucarístico é multiplicado diante dos nossos olhos cada vez que participamos da Eucaristia.

Vemos na profecia de Isaías e no Evangelho de hoje uma prefiguração desse banquete eucarístico. O profeta faz um convite ao povo: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga.” O profeta anuncia o reino messiânico, reino de abundância, onde todos podem se saciar gratuitamente dos frutos da terra. O salmista canta hoje a providência de Deus que “abre a mão e sacia os Seus filhos”: “Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento”. Jesus realiza no Evangelho o que Isaías profetiza na primeira leitura. O Mestre multiplica os pães e alimenta uma multidão imensa.

Depois de saber da morte de João Batista Jesus se retira de barco para um lugar afastado. Mas, a multidão não deixa Jesus. Saindo das cidades as multidões seguem o mestre a pé. Jesus ao contemplar a multidão sente compaixão e cura os seus enfermos. A dor de ter sabido da morte terrível de João Batista não impede Jesus de sentir compaixão da multidão.

A sua compaixão se traduz em ato concreto: a cura dos enfermos. Deus não deseja a morte do homem. A doença e a morte entraram no mundo por causa do pecado. É claro que Jesus não ressuscitou todos os mortos nem curou todos os enfermos, mas ele ressuscitou alguns e curou outros tantos para revelar que Ele é o Senhor da vida, que ressuscitará a todos não para esta vida, mas para a vida futura e bem-aventurada que Ele tem reservada para nós nos céus.

Quando a noite começa a cair, os discípulos se aproximam de Jesus para que Ele despeça as multidões, a fim de que possam voltar para suas casas e tomar o alimento. Jesus diz que as multidões não precisam ir embora, porque são os discípulos que devem dar de comer à multidão. Os discípulos alegam a sua indigência: “temos apenas cinco pães e dois peixes”. Para Jesus isso é o suficiente. Jesus dá graças pelo pão e pelos peixes e pede que os discípulos distribuam o pão às multidões, que ficam saciadas e ainda sobram doze cestos cheios.

Esse milagre de Jesus encontra dois paralelos no Antigo Testamento. Jesus aparece aqui como o Novo Moisés. No deserto, Moisés intercedeu pelo povo faminto, e Deus mandou o maná vindo do céu que alimentou o povo. Também em 2Rs 4,42-44, Eliseu manda que o homem de Baal-Salisa distribua os vinte pães de cevada que ele traz entre as cem pessoas que estão reunidas. O homem replica que o alimento não é suficiente. Eliseu diz que o Senhor prometeu que o alimento daria e ainda sobraria. Confiando na Palavra do profeta, o homem distribui os pães, que saciam a multidão e ainda sobra como o Senhor havia prometido.

O milagre de Cristo é maior que o de Moisés, porque enquanto Moisés pede a Deus o milagre, Jesus sendo Deus realiza Ele mesmo o milagre. O milagre de Cristo é maior que o de Eliseu, porque com apenas cinco pães Jesus alimenta cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças, como nos relata o evangelista. Temos aqui meus irmãos, não uma grande partilha como alguns dizem. Temos aqui um grande milagre de Cristo que alimenta as multidões. Este milagre é uma prefiguração da Eucaristia, banquete messiânico, onde podemos tomar vinho e comer pão, ou seja, onde podemos nos alimentar do Corpo e do Sangue de Cristo sem nenhuma paga como anunciava o profeta.

Devemos estar atentos aos detalhes deste relato. Primeiro vemos as multidões que seguem Jesus e se reúnem em torno d’Ele para ouvir sua Palavra e Ele movido de compaixão cura a todos. É uma imagem da Igreja que temos diante dos nossos olhos. Nós somos essa multidão que segue o Cristo. Queremos ouvir sua Palavra. Queremos atender ao convite que Deus nos faz também na primeira leitura: “Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida.” Se queremos a vida devemos inclinar o nosso ouvido à Palavra do Senhor, não somente o ouvido do nosso corpo, mas sobretudo “o ouvido do nosso coração” (cf. RB, Prólogo v.1). Somos essa multidão sedenta de uma Palavra. Aqui na Igreja estamos reunidos em torno de Cristo e recebemos a sua Palavra. Recebemos também a cura.

O evangelista diz que Jesus, cheio de compaixão, curou os doentes. Somos todos doentes no nosso espírito. Os sacramentos são “as forças que saem do Corpo de Cristo e nos curam”, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. Reunidos na Igreja, ouvimos a Palavra do Cristo e somos curados pelos sacramentos. Podemos, ainda, nos centrar no segundo momento do Evangelho. Aqui há uma relação estreita com o gesto de Jesus na última ceia. Quando cai a noite os discípulos se aproximam de Jesus querendo despedir a multidão para que ela vá buscar o alimento para o seu corpo. Jesus diz que não precisam despedir as multidões, porque os próprios discípulos devem dar de comer às multidões. Os discípulos não têm grande coisa, só “cinco pães e dois peixes”. Mas, esses cinco pães se tornam um alimento abundante quando sobre eles Jesus pronuncia a ação de graças. Aqui vemos bem clara a imagem da Igreja. Jesus quer alimentar a cada um de nós através dos seus discípulos, daqueles que escolhem configurar-se a Ele de maneira total, através dos bispos e dos sacerdotes.

Também nós sacerdotes só temos para oferecer a nossa indigência, os nossos “cinco pães e dois peixes”, mas Cristo transforma esse pouco em alimento para uma multidão. No banquete eucarístico nós oferecemos a nossa pobreza, um pouco de pão e um pouco de vinho, e Cristo, no poder do Espírito que flui através do sacerdote, transforma isso em alimento abundante, que sacia para a vida eterna. Alimento que todos comem e “ficam saciados”.

Essa ceia eucarística meus irmãos, profetizada por Isaías, realizada em Cristo e na Igreja, antecipa a “ceia definitiva” que o Senhor prepara para nós nos céus. A morte não nos separará do amor de Deus, como afirma Paulo na segunda leitura. A morte se tornará para nós a porta de entrada para o Reino Celeste. Lá o Senhor nos prepara uma outra mesa, uma mesa da qual poderemos nos saciar definitivamente, uma mesa onde gozaremos da companhia da Trindade e de todos aqueles a quem amamos. É para esse Reino definitivo que nos encaminhamos. Peçamos ao Senhor que enquanto caminhamos, o cansaço não nos vença. Que “inclinemos” sempre o “ouvido do nosso coração” a fim de que a Palavra do Senhor nos revigore e fortaleça. Que sigamos o Cristo como essa multidão sedenta, e que alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, possamos caminhar ainda mais, sustentados pela graça de Deus, até aquele dia sem fim, no qual o Senhor mesmo nos tomará pelas mãos e nos recolherá na mesa do seu Reino.

Liturgia:

DOMINGO

Is 55,1-3

Sl 144 (145)

Rm 8,35.37-39

Mt 14,13-21

SEGUNDA-FEIRA

Dia 4 de agosto

1ª Leitura - Jr 28,1-17

Salmo - Sl 118

Evangelho - Mt 14,22-36

 

TERÇA-FEIRA

Dia 5 de agosto

1ª Leitura -  Jr 30,1-2.12-15.18-22

Salmo – Sl 101

Evangelho –  Mt 15,1-2.10-14

 

QUARTA-FEIRA

Dia 6 de agosto

1ª leitura -  Dn 7,9-10.13-14

Salmo – Sl 96(97)

Evangelho -  Mt 17,1-9

 

QUINTA-FEIRA

Dia 7 de agosto

1ª Leitura - Jr 31,31-34

Salmo –  Sl 50

Evangelho - Mt 16,13-23

 

SEXTA-FEIRA

Dia 8 de agosto

1ª Leitura - Na 2,1.3; 3,1-3.6-7

Salmo –  Dt 32

Evangelho - Mt 16,24-28


SÁBADO

Dia 9 de agosto

1ª Leitura - Hab 1,12-2,4

Salmo – Sl 9 

Evangelho - Mt 17,14-20

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"Nada nos separará do amor de Deus"

03/08/2014 00:00

temp_titleCruz_30072014183418Homilia Dominical - 18º Domingo do Tempo Comum

Nosso coração transborda de alegria e podemos dizer
“Bendito seja Deus pelo dia do Domingo!” Sim, bendito seja Deus que nos concedeu esse dia, dia de alegria, consagrado ao Senhor por esta Santa Assembleia. Este é o dia da nossa alegria e do nosso louvor porque nele recordamos as maravilhas da salvação; nele nos alimentamos da mesa abundante da Palavra do Senhor e nele nos saciamos do Pão Vivo descido do céu para nos dar vida: o Corpo Eucarístico do Senhor Jesus.

A Palavra de Deus hoje nos dá uma certeza: Nada pode nos separar do amor de Cristo. Paulo afirma isso com veemência na segunda leitura: “Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer, será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Nada, meus irmãos, pode nos separar do amor de Deus que nos foi manifestado em Cristo Jesus. Somos mais que vencedores, como diz o Apóstolo, porque Cristo venceu por nós todas as batalhas e revelou-nos no madeiro da cruz a imensidão do amor da Trindade por nós. Nada nos pode separar desse amor, nada! A Eucaristia que celebramos confirma para nós esse amor. Cristo se dá a nós cada domingo. O Sacrifício do Senhor é atualizado para nós e Ele se dá a nós como alimento, na Palavra, no seu Corpo e no seu Sangue. O Pão Eucarístico é multiplicado diante dos nossos olhos cada vez que participamos da Eucaristia.

Vemos na profecia de Isaías e no Evangelho de hoje uma prefiguração desse banquete eucarístico. O profeta faz um convite ao povo: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga.” O profeta anuncia o reino messiânico, reino de abundância, onde todos podem se saciar gratuitamente dos frutos da terra. O salmista canta hoje a providência de Deus que “abre a mão e sacia os Seus filhos”: “Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento”. Jesus realiza no Evangelho o que Isaías profetiza na primeira leitura. O Mestre multiplica os pães e alimenta uma multidão imensa.

Depois de saber da morte de João Batista Jesus se retira de barco para um lugar afastado. Mas, a multidão não deixa Jesus. Saindo das cidades as multidões seguem o mestre a pé. Jesus ao contemplar a multidão sente compaixão e cura os seus enfermos. A dor de ter sabido da morte terrível de João Batista não impede Jesus de sentir compaixão da multidão.

A sua compaixão se traduz em ato concreto: a cura dos enfermos. Deus não deseja a morte do homem. A doença e a morte entraram no mundo por causa do pecado. É claro que Jesus não ressuscitou todos os mortos nem curou todos os enfermos, mas ele ressuscitou alguns e curou outros tantos para revelar que Ele é o Senhor da vida, que ressuscitará a todos não para esta vida, mas para a vida futura e bem-aventurada que Ele tem reservada para nós nos céus.

Quando a noite começa a cair, os discípulos se aproximam de Jesus para que Ele despeça as multidões, a fim de que possam voltar para suas casas e tomar o alimento. Jesus diz que as multidões não precisam ir embora, porque são os discípulos que devem dar de comer à multidão. Os discípulos alegam a sua indigência: “temos apenas cinco pães e dois peixes”. Para Jesus isso é o suficiente. Jesus dá graças pelo pão e pelos peixes e pede que os discípulos distribuam o pão às multidões, que ficam saciadas e ainda sobram doze cestos cheios.

Esse milagre de Jesus encontra dois paralelos no Antigo Testamento. Jesus aparece aqui como o Novo Moisés. No deserto, Moisés intercedeu pelo povo faminto, e Deus mandou o maná vindo do céu que alimentou o povo. Também em 2Rs 4,42-44, Eliseu manda que o homem de Baal-Salisa distribua os vinte pães de cevada que ele traz entre as cem pessoas que estão reunidas. O homem replica que o alimento não é suficiente. Eliseu diz que o Senhor prometeu que o alimento daria e ainda sobraria. Confiando na Palavra do profeta, o homem distribui os pães, que saciam a multidão e ainda sobra como o Senhor havia prometido.

O milagre de Cristo é maior que o de Moisés, porque enquanto Moisés pede a Deus o milagre, Jesus sendo Deus realiza Ele mesmo o milagre. O milagre de Cristo é maior que o de Eliseu, porque com apenas cinco pães Jesus alimenta cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças, como nos relata o evangelista. Temos aqui meus irmãos, não uma grande partilha como alguns dizem. Temos aqui um grande milagre de Cristo que alimenta as multidões. Este milagre é uma prefiguração da Eucaristia, banquete messiânico, onde podemos tomar vinho e comer pão, ou seja, onde podemos nos alimentar do Corpo e do Sangue de Cristo sem nenhuma paga como anunciava o profeta.

Devemos estar atentos aos detalhes deste relato. Primeiro vemos as multidões que seguem Jesus e se reúnem em torno d’Ele para ouvir sua Palavra e Ele movido de compaixão cura a todos. É uma imagem da Igreja que temos diante dos nossos olhos. Nós somos essa multidão que segue o Cristo. Queremos ouvir sua Palavra. Queremos atender ao convite que Deus nos faz também na primeira leitura: “Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida.” Se queremos a vida devemos inclinar o nosso ouvido à Palavra do Senhor, não somente o ouvido do nosso corpo, mas sobretudo “o ouvido do nosso coração” (cf. RB, Prólogo v.1). Somos essa multidão sedenta de uma Palavra. Aqui na Igreja estamos reunidos em torno de Cristo e recebemos a sua Palavra. Recebemos também a cura.

O evangelista diz que Jesus, cheio de compaixão, curou os doentes. Somos todos doentes no nosso espírito. Os sacramentos são “as forças que saem do Corpo de Cristo e nos curam”, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. Reunidos na Igreja, ouvimos a Palavra do Cristo e somos curados pelos sacramentos. Podemos, ainda, nos centrar no segundo momento do Evangelho. Aqui há uma relação estreita com o gesto de Jesus na última ceia. Quando cai a noite os discípulos se aproximam de Jesus querendo despedir a multidão para que ela vá buscar o alimento para o seu corpo. Jesus diz que não precisam despedir as multidões, porque os próprios discípulos devem dar de comer às multidões. Os discípulos não têm grande coisa, só “cinco pães e dois peixes”. Mas, esses cinco pães se tornam um alimento abundante quando sobre eles Jesus pronuncia a ação de graças. Aqui vemos bem clara a imagem da Igreja. Jesus quer alimentar a cada um de nós através dos seus discípulos, daqueles que escolhem configurar-se a Ele de maneira total, através dos bispos e dos sacerdotes.

Também nós sacerdotes só temos para oferecer a nossa indigência, os nossos “cinco pães e dois peixes”, mas Cristo transforma esse pouco em alimento para uma multidão. No banquete eucarístico nós oferecemos a nossa pobreza, um pouco de pão e um pouco de vinho, e Cristo, no poder do Espírito que flui através do sacerdote, transforma isso em alimento abundante, que sacia para a vida eterna. Alimento que todos comem e “ficam saciados”.

Essa ceia eucarística meus irmãos, profetizada por Isaías, realizada em Cristo e na Igreja, antecipa a “ceia definitiva” que o Senhor prepara para nós nos céus. A morte não nos separará do amor de Deus, como afirma Paulo na segunda leitura. A morte se tornará para nós a porta de entrada para o Reino Celeste. Lá o Senhor nos prepara uma outra mesa, uma mesa da qual poderemos nos saciar definitivamente, uma mesa onde gozaremos da companhia da Trindade e de todos aqueles a quem amamos. É para esse Reino definitivo que nos encaminhamos. Peçamos ao Senhor que enquanto caminhamos, o cansaço não nos vença. Que “inclinemos” sempre o “ouvido do nosso coração” a fim de que a Palavra do Senhor nos revigore e fortaleça. Que sigamos o Cristo como essa multidão sedenta, e que alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, possamos caminhar ainda mais, sustentados pela graça de Deus, até aquele dia sem fim, no qual o Senhor mesmo nos tomará pelas mãos e nos recolherá na mesa do seu Reino.

Liturgia:

DOMINGO

Is 55,1-3

Sl 144 (145)

Rm 8,35.37-39

Mt 14,13-21

SEGUNDA-FEIRA

Dia 4 de agosto

1ª Leitura - Jr 28,1-17

Salmo - Sl 118

Evangelho - Mt 14,22-36

 

TERÇA-FEIRA

Dia 5 de agosto

1ª Leitura -  Jr 30,1-2.12-15.18-22

Salmo – Sl 101

Evangelho –  Mt 15,1-2.10-14

 

QUARTA-FEIRA

Dia 6 de agosto

1ª leitura -  Dn 7,9-10.13-14

Salmo – Sl 96(97)

Evangelho -  Mt 17,1-9

 

QUINTA-FEIRA

Dia 7 de agosto

1ª Leitura - Jr 31,31-34

Salmo –  Sl 50

Evangelho - Mt 16,13-23

 

SEXTA-FEIRA

Dia 8 de agosto

1ª Leitura - Na 2,1.3; 3,1-3.6-7

Salmo –  Dt 32

Evangelho - Mt 16,24-28


SÁBADO

Dia 9 de agosto

1ª Leitura - Hab 1,12-2,4

Salmo – Sl 9 

Evangelho - Mt 17,14-20

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida