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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/07/2019

17 de Julho de 2019

Guerra e paz

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17 de Julho de 2019

Guerra e paz

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27/07/2014 00:00 - Atualizado em 31/07/2014 23:39

Guerra e paz 0

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Confira os áudios

Assista ao vídeo da Voz do Pastor

Leia os artigos anteriores


Muito já se escreveu e filmou sobre o assunto. Atualmente, vemos ao vivo, não romance e nem histórias sobre as guerras, mas o próprio conflito. Tanto nas entidades internacionais com discussões que não chegam a nenhuma conclusão, como os conflitos bélicos que se arrastam pelo mundo.

As tensões de hoje causam preocupação para os analistas, temendo um aumento do conflito e levando o mundo a confrontos em que a morte, a fome, a migração acabam levando tristeza para populações inteiras.

Ainda vemos, hoje, conflitos de intolerância os mais diversos: populações que são dizimadas ou obrigadas a migrar por causa de sua religião ou de sua opção política. Quando isso não ocorre fisicamente, vemos a difamação do outro, através dos vários meios possíveis, tentar vencer essas guerras.

Esses fatos não estão longe de nós. Em nossas cidades, muitas vezes que vive uma guerra civil urbana com mortes de migrações. Vivemos guerras virtuais e comunicacionais, cada um tentando convencer o outro que tem suas razões e destruindo o semelhante.

Nesta semana que fazemos memória da JMJ Rio 2013 e vimos como pessoas com valores em suas vidas podem contagiar os outros com o bem e trabalhar pela paz, mesmo com as reinvindicações para que se construa um mundo mais humano e solidário.

O Rio de Janeiro recebeu com alegria e acolheu muito bem os jovens do mundo inteiro e, com grandes concentrações, teve um dos menores índices de violência. A alegria dos jovens cristãos contagiou a todos, mesmo os não religiosos.

Creio que diante da Memória que fazemos desse belo evento, somos convidados a uma missão importante: de olharmos esse mundo de guerras e trevas para ajudar a luz que existe ao nosso redor para que contagie as pessoas para o bem e para a fraternidade. Não de alienação, mas de compromisso com a civilização do amor.

Estamos vendo, já há alguns dias no cenário internacional conflitos entre israelenses e palestinos, perseguição de cristãos no Iraque e conflitos na Ucrânia, para citar os mais evidentes. Diante dessa problemática internacional, podemos nos perguntar: o que será necessário ou qual é o instrumento para que a humanidade encontre a paz?

O assassinato de crianças e adolescentes lá e cá tem desencadeado conflitos e certa desilusão da população na busca da justiça e da paz.

Após o Ângelus do dia 20 de julho, o Santo Padre fez um intenso apelo pela paz e pela situação dos cristãos perseguidos no Oriente Médio. Disse o Papa Francisco: “Recebi com preocupação as notícias que chegam das comunidades cristãs de Mossul, no Iraque, e outras partes do Oriente Médio, onde essas comunidades, desde o início do Cristianismo, viveram com seus cidadãos, oferecendo uma contribuição significativa para o bem da sociedade. Hoje são perseguidas. Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. Asseguro a estas famílias e a estas pessoas a minha proximidade e oração constante. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto vocês sofrem. Eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou com vocês na fé Naquele que venceu o mal”.

O Papa pediu que todos os católicos do mundo rezem pelos cristãos perseguidos e perseverem na oração pelas situações de tensão e conflito que persistem em várias partes do mundo, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia. “Que o Deus da paz desperte o desejo autêntico de diálogo e reconciliação. A violência não pode ser vencida com a violência. A violência se vence com a paz”, disse o pontífice, que pediu aos fiéis para rezarem também por ele.

Vejo que a melhor via para se encontrar a paz é o diálogo, pois, a esse tema do diálogo, o Papa Francisco, na alocução do dia 19/04/2014, trouxe isto presente: É preciso diálogo para resolver os problemas da vida e da Igreja. As palavras do Santo Padre, em sua alocução na qual falou da comunidade primitiva dos cristãos, assinalando que ali também havia dificuldades e problemas, e que, tanto naquela ocasião como nos nossos dias, é preciso serenidade e diálogo para obter a unidade desejada por Cristo para sua Igreja. “Na vida, os conflitos existem, o problema é como enfrentá-los. Até aquele momento, a unidade da comunidade cristã era favorecida pela pertença a uma única etnia e cultura, a judaica. Mas, quando o Cristianismo, que por vontade de Jesus é destinado a todos os povos, se abre ao âmbito cultural grego, essa homogeneidade é perdida e surgem as primeiras dificuldades”, disse.

O diálogo é, portanto, um desafio fundamental para a “própria maturidade”. Assim, disse o Papa Francisco em audiência aos Japoneses em 21/08/2013: no confronto com a outra pessoa e com as outras culturas, mas também no confronto sadio com as outras religiões, se cresce.

Diante deste grande problema, o que cabe a cada um de nós é dirigir as nossas preces a Deus para que tudo seja resolvido da melhor maneira possível. O Oriente precisa de paz, o Rio de Janeiro precisa de paz, o Brasil precisa de paz, ou seja, o mundo precisa de paz!

Nós fomos testemunhas de um exemplo de paz e entendimento entre os povos no ano passado, durante a JMJ. Mesmo com as dificuldades, oposições, críticas, problemas e demoras prevaleceu o entendimento e a alegria. Queremos paz! Somos chamados a trabalhar por ela. Ela só chegará à humanidade à medida que exista o respeito, o diálogo e a capacidade de ser mais altruísta.

Portanto, rezemos pela humanidade, para que sejamos e tenhamos um coração mais aberto ao outro e também a Deus, pois precisamos tanto de paz exterior quanto interior. E devemos cultivar os dois grandes mandamentos: Amar a Deus e ao próximo. Que neste bom propósito nos ajude a Virgem, Rainha da Paz!

                                   

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Muito já se escreveu e filmou sobre o assunto. Atualmente, vemos ao vivo, não romance e nem histórias sobre as guerras, mas o próprio conflito. Tanto nas entidades internacionais com discussões que não chegam a nenhuma conclusão, como os conflitos bélicos que se arrastam pelo mundo.

As tensões de hoje causam preocupação para os analistas, temendo um aumento do conflito e levando o mundo a confrontos em que a morte, a fome, a migração acabam levando tristeza para populações inteiras.

Ainda vemos, hoje, conflitos de intolerância os mais diversos: populações que são dizimadas ou obrigadas a migrar por causa de sua religião ou de sua opção política. Quando isso não ocorre fisicamente, vemos a difamação do outro, através dos vários meios possíveis, tentar vencer essas guerras.

Esses fatos não estão longe de nós. Em nossas cidades, muitas vezes que vive uma guerra civil urbana com mortes de migrações. Vivemos guerras virtuais e comunicacionais, cada um tentando convencer o outro que tem suas razões e destruindo o semelhante.

Nesta semana que fazemos memória da JMJ Rio 2013 e vimos como pessoas com valores em suas vidas podem contagiar os outros com o bem e trabalhar pela paz, mesmo com as reinvindicações para que se construa um mundo mais humano e solidário.

O Rio de Janeiro recebeu com alegria e acolheu muito bem os jovens do mundo inteiro e, com grandes concentrações, teve um dos menores índices de violência. A alegria dos jovens cristãos contagiou a todos, mesmo os não religiosos.

Creio que diante da Memória que fazemos desse belo evento, somos convidados a uma missão importante: de olharmos esse mundo de guerras e trevas para ajudar a luz que existe ao nosso redor para que contagie as pessoas para o bem e para a fraternidade. Não de alienação, mas de compromisso com a civilização do amor.

Estamos vendo, já há alguns dias no cenário internacional conflitos entre israelenses e palestinos, perseguição de cristãos no Iraque e conflitos na Ucrânia, para citar os mais evidentes. Diante dessa problemática internacional, podemos nos perguntar: o que será necessário ou qual é o instrumento para que a humanidade encontre a paz?

O assassinato de crianças e adolescentes lá e cá tem desencadeado conflitos e certa desilusão da população na busca da justiça e da paz.

Após o Ângelus do dia 20 de julho, o Santo Padre fez um intenso apelo pela paz e pela situação dos cristãos perseguidos no Oriente Médio. Disse o Papa Francisco: “Recebi com preocupação as notícias que chegam das comunidades cristãs de Mossul, no Iraque, e outras partes do Oriente Médio, onde essas comunidades, desde o início do Cristianismo, viveram com seus cidadãos, oferecendo uma contribuição significativa para o bem da sociedade. Hoje são perseguidas. Os nossos irmãos são perseguidos, são expulsos, devem deixar suas casas sem ter a possibilidade de levar nada consigo. Asseguro a estas famílias e a estas pessoas a minha proximidade e oração constante. Queridos irmãos e irmãs tão perseguidos, eu sei o quanto vocês sofrem. Eu sei que vocês são despojados de tudo. Estou com vocês na fé Naquele que venceu o mal”.

O Papa pediu que todos os católicos do mundo rezem pelos cristãos perseguidos e perseverem na oração pelas situações de tensão e conflito que persistem em várias partes do mundo, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia. “Que o Deus da paz desperte o desejo autêntico de diálogo e reconciliação. A violência não pode ser vencida com a violência. A violência se vence com a paz”, disse o pontífice, que pediu aos fiéis para rezarem também por ele.

Vejo que a melhor via para se encontrar a paz é o diálogo, pois, a esse tema do diálogo, o Papa Francisco, na alocução do dia 19/04/2014, trouxe isto presente: É preciso diálogo para resolver os problemas da vida e da Igreja. As palavras do Santo Padre, em sua alocução na qual falou da comunidade primitiva dos cristãos, assinalando que ali também havia dificuldades e problemas, e que, tanto naquela ocasião como nos nossos dias, é preciso serenidade e diálogo para obter a unidade desejada por Cristo para sua Igreja. “Na vida, os conflitos existem, o problema é como enfrentá-los. Até aquele momento, a unidade da comunidade cristã era favorecida pela pertença a uma única etnia e cultura, a judaica. Mas, quando o Cristianismo, que por vontade de Jesus é destinado a todos os povos, se abre ao âmbito cultural grego, essa homogeneidade é perdida e surgem as primeiras dificuldades”, disse.

O diálogo é, portanto, um desafio fundamental para a “própria maturidade”. Assim, disse o Papa Francisco em audiência aos Japoneses em 21/08/2013: no confronto com a outra pessoa e com as outras culturas, mas também no confronto sadio com as outras religiões, se cresce.

Diante deste grande problema, o que cabe a cada um de nós é dirigir as nossas preces a Deus para que tudo seja resolvido da melhor maneira possível. O Oriente precisa de paz, o Rio de Janeiro precisa de paz, o Brasil precisa de paz, ou seja, o mundo precisa de paz!

Nós fomos testemunhas de um exemplo de paz e entendimento entre os povos no ano passado, durante a JMJ. Mesmo com as dificuldades, oposições, críticas, problemas e demoras prevaleceu o entendimento e a alegria. Queremos paz! Somos chamados a trabalhar por ela. Ela só chegará à humanidade à medida que exista o respeito, o diálogo e a capacidade de ser mais altruísta.

Portanto, rezemos pela humanidade, para que sejamos e tenhamos um coração mais aberto ao outro e também a Deus, pois precisamos tanto de paz exterior quanto interior. E devemos cultivar os dois grandes mandamentos: Amar a Deus e ao próximo. Que neste bom propósito nos ajude a Virgem, Rainha da Paz!

                                   

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro