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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2017

20 de Outubro de 2017

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25/07/2014 18:50 - Atualizado em 25/07/2014 18:52

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25/07/2014 18:50 - Atualizado em 25/07/2014 18:52

Ano atrás, o Papa Francisco, no dia 26 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude, assim nos dizia: “Hoje, na festa de São Joaquim e Sant´Ana, no Brasil, como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade!” Assim, apontava para o cultivo do relacionamento dos jovens com seus avós, devido ao vínculo familiar.

Durante o vôo, no encontro com os jornalistas, havia afirmado o ligame sociocultural das novas com as velhas gerações: “Um povo tem futuro se vai em frente com ambos os pontos: com os jovens, com a força, porque o levam para diante; e com os idosos, porque são eles que oferecem a sabedoria da vida”. Abordara rapidamente um tema que se tornaria frequente em relação ao trabalho, em que a “cultura do descarte” tende a dispensar os idosos. Porém, já atinge os jovens. Muitos desempregados. Propunha a cultura do encontro: “para o bem dos jovens e o bem dos idosos; ambos juntos, não o esqueçam!”.

Na Evangelii Gaudium, documento programático do pontificado, reconhece a conveniência que os jovens e os idosos sejam ouvidos como a “esperança dos povos”. Valoriza a contribuição diferenciada de ambos: “Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual” (n. 108).

O tema foi retomado, com algumas variações, em recente entrevista ao jornal La Vanguardia, em 13 de junho último: “Descartam-se os jovens quando se limita a natalidade. Descartam-se os idosos porque já não servem, não produzem, são uma categoria passiva... Descartando os jovens e os idosos, descarta-se o futuro de um povo porque os jovens vão em frente com força e os idosos dão-nos a sabedoria, têm a memória do povo e devem transmiti-la aos jovens. E agora até está na moda descartar os jovens com o desemprego”.

No Brasil, desenvolveram-se distintamente a Pastoral da Juventude e a da Terceira Idade. Porém, ocorrem atividades juvenis de visitas a asilos para entreter os anciãos, pelo canto e pela dinâmica do sociodrama. A Pastoral da Pessoa Idosa paroquial preenche parte de seu tempo com a oração, a partilha, o lazer e outras atividades, através de encontros semanais. Nota-se que a ação evangelizadora e catequética dos idosos se expande bem. Com boa pedagogia.

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25/07/2014 18:50 - Atualizado em 25/07/2014 18:52

Ano atrás, o Papa Francisco, no dia 26 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude, assim nos dizia: “Hoje, na festa de São Joaquim e Sant´Ana, no Brasil, como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade!” Assim, apontava para o cultivo do relacionamento dos jovens com seus avós, devido ao vínculo familiar.

Durante o vôo, no encontro com os jornalistas, havia afirmado o ligame sociocultural das novas com as velhas gerações: “Um povo tem futuro se vai em frente com ambos os pontos: com os jovens, com a força, porque o levam para diante; e com os idosos, porque são eles que oferecem a sabedoria da vida”. Abordara rapidamente um tema que se tornaria frequente em relação ao trabalho, em que a “cultura do descarte” tende a dispensar os idosos. Porém, já atinge os jovens. Muitos desempregados. Propunha a cultura do encontro: “para o bem dos jovens e o bem dos idosos; ambos juntos, não o esqueçam!”.

Na Evangelii Gaudium, documento programático do pontificado, reconhece a conveniência que os jovens e os idosos sejam ouvidos como a “esperança dos povos”. Valoriza a contribuição diferenciada de ambos: “Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual” (n. 108).

O tema foi retomado, com algumas variações, em recente entrevista ao jornal La Vanguardia, em 13 de junho último: “Descartam-se os jovens quando se limita a natalidade. Descartam-se os idosos porque já não servem, não produzem, são uma categoria passiva... Descartando os jovens e os idosos, descarta-se o futuro de um povo porque os jovens vão em frente com força e os idosos dão-nos a sabedoria, têm a memória do povo e devem transmiti-la aos jovens. E agora até está na moda descartar os jovens com o desemprego”.

No Brasil, desenvolveram-se distintamente a Pastoral da Juventude e a da Terceira Idade. Porém, ocorrem atividades juvenis de visitas a asilos para entreter os anciãos, pelo canto e pela dinâmica do sociodrama. A Pastoral da Pessoa Idosa paroquial preenche parte de seu tempo com a oração, a partilha, o lazer e outras atividades, através de encontros semanais. Nota-se que a ação evangelizadora e catequética dos idosos se expande bem. Com boa pedagogia.

Dom Edson de Castro Homem
Autor

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro