Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/08/2018

20 de Agosto de 2018

"À direita do Pai"

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01/06/2014 00:00

"À direita do Pai" 0

01/06/2014 00:00

Homilia Dominical - Ascensão do Senhor

“Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graça, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória.”1

A “coleta” que rezamos neste Domingo da Ascensão do Senhor nos insere no mistério que celebramos. De fato, a “ascensão do Senhor já é nossa vitória”. Hoje celebramos o mistério da subida de Cristo aos céus depois de ter ressuscitado dentre os mortos. O prefácio da missa de hoje nos afirma que “Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade”. 2 Eis, então, diante de nós a certeza a respeito daquilo o que foi rezado na coleta. A Ascensão do Senhor já é nossa vitória, porque ela nos traz a certeza de que assim como Cristo subiu para junto do Pai, levando consigo a nossa humanidade redimida, que Ele assumiu e nunca mais abandonou. A nós também será dado um dia para penetrarmos no mais alto do céu onde está Cristo, sentado à direita do Pai.

Cristo subiu para junto do Pai, mas não se afastou de nós. Nos diz Santo Agostinho no seu sermão sobre a ascensão que “O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu.” Aliás, no Evangelho que nós hoje ouvimos o próprio Cristo, nos anuncia isso: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.” Mateus hoje nos descreve com maestria esse último encontro de Jesus com os discípulos depois que Ele havia ressuscitado dos mortos. É o final do Evangelho, e Jesus está na montanha, seu lugar preferido, onde Ele ia orar ao Pai e, qual novo Moisés, levar a lei a seu pleno cumprimento. No monte, os discípulos encontram o Ressuscitado, se prostram diante d’Ele, alguns ainda duvidam em seus corações. O Cristo dá instruções aos discípulos, compartilha com eles a sua autoridade, ordena que eles batizem fazendo outros discípulos e ensinando-lhes a observar a Palavra e faz uma promessa: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.”

Quadro semelhante ao desse final do evangelho de Mateus nós temos no início do livro dos Atos dos Apóstolos que nós também acabamos de ouvir. Lucas aqui descreve a Teófilo esse último encontro de Jesus com seus discípulos. Segundo Lucas, Jesus depois de dar instruções pelo Espírito aos apóstolos durante 40 dias, foi levado ao céu à vista dos discípulos. Os discípulos ficaram a olhar os céus, e dois homens vestidos de branco então apareceram. No seu Evangelho Lucas afirma que dois homens com vestes fulgurantes anunciaram às mulheres que o Cristo havia ressuscitado, e aqui dois homens vestidos de branco anunciam aos apóstolos a Parusia: “Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. Aqui meus irmãos nós percebemos uma dinâmica interessante: Cristo foi para junto do Pai; Cristo voltará no fim dos tempos, mas Ele está sempre presente na sua Igreja cumprindo a promessa que Ele mesmo nos fez no Evangelho: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.” Ele foi, Ele voltará, mas não se afastou de nós. Ao contrário, Ele está agora sempre presente na sua Igreja, porque o Espírito Santo, que Ele enviou em Pentecostes, outra coisa não faz que tornar o Cristo presente na Igreja, sobretudo quando nos reunimos para celebrar o Seu culto, quer nos Sacramentos, quer na Liturgia das Horas. Ele foi para enviar-nos o Espírito, a fim de que Ele ficasse para sempre presente no meio de nós, como era seu desejo.

Antes de subir aos céus, Cristo advertiu aos discípulos que não se afastassem de Jerusalém, porque Ele enviaria sobre eles o Espírito Santo. Aliás, Cristo já havia dito aos discípulos que se Ele não fosse o Paráclito não viria (cf. Jo 16,7). São Gregório Magno, grande pastor da Igreja, no seu livro II dos Diálogos, comenta este trecho da Escritura. Este grande Papa diz: “Ora, como é certo que o Espírito Consolador sempre procede do Pai e do Filho, por que é que o Filho diz que se deve retirar para que venha aquele que do Filho nunca se separa? O motivo é que os discípulos, vendo o Senhor na carne, tinham sede de O ver para sempre com os olhos do corpo; por isso o Senhor lhes disse com razão: Se eu não me for, o Paráclito não virá, como se dissesse claramente: Se não retiro o corpo, não mostro o que é o amor do Espírito, e se não deixardes de me ver corporalmente, jamais aprendereis a amar-me espiritualmente.” O Senhor subiu aos céus, não porque não quisesse permanecer conosco, mas para enviar-nos o Espírito, que nos ensina a amá-lo espiritualmente. Ele subiu para que pudéssemos também subir com Ele. Ele desceu, assumiu o que era nosso, a fim de pudéssemos receber a vida d’Ele em nós e assim participarmos da Sua glória.

A Ascensão do Senhor já é nossa vitória. Nós exultamos de fervorosa ação de graças nesta celebração de hoje, porque sabemos que, sendo membros de Cristo, que é nossa Cabeça, somos chamados na esperança a participar da Sua glória. Hoje, na segunda leitura, Paulo ao escrever aos Efésios invoca o amor misericordioso do Pai, pedindo para nós um “espírito de sabedoria e de revelação”, a fim de que iluminados os olhos do nosso coração possamos conhecer “a esperança que o seu chamado encerra”, a “riqueza da glória da sua herança” e a “extraordinária grandeza do seu poder para nós, os que cremos”. Nesta celebração da Ascensão do Senhor, meus irmãos, devemos pedir ao Espírito que nos revele estas três coisas: a esperança que Cristo nos dá; a riqueza da sua glória; a grandeza do seu poder exercido em nosso favor.

A esperança que Cristo nos dá é a certeza de que nós também seremos levados com Ele para as alturas dos céus, que compartilharemos da riqueza da sua glória, porque o Pai exerceu em nosso favor um extraordinário poder, ressuscitando Cristo dentre os mortos e elevando-O novamente à sua direita, inseparavelmente unido à nossa humanidade, a fim de que pudéssemos crer que Ele também nos ressuscitará, e nos fará sentar com Cristo à sua direita nos céus. Cristo é a Cabeça da Igreja, nós somos seus membros. A mesma sorte da Cabeça será a dos membros. Cristo, nossa Cabeça sofreu e agora nós que somos seus membros também experimentamos na nossa vida terrena toda sorte de sofrimentos, internos e externos. Cristo nossa Cabeça morreu e foi sepultado; nós também seus membros desceremos à escuridão do sepulcro. Mas, assim como Cristo, nossa Cabeça, não foi abandonado na região dos mortos, mas foi gloriosamente ressuscitado pelo Pai e elevado às alturas do céu, nós também não seremos abandonados às mãos da morte, mas seremos ressuscitados e subiremos para junto de Cristo, à direita do Pai.

Eis é a esperança cristã. Nós não podemos confundir o progresso terreno da humanidade com o aumento do Reino de Cristo. Embora seja de grande valor o progresso desse mundo porque ele prepara o coração dos homens para o Reino que virá, nós não podemos nos esquecer de que a nossa esperança está em Cristo e no seu Reino. Não podemos nos esquecer de que a nossa esperança não é de uma vida boa aqui somente, mas sim uma vida eterna junto do Senhor. Não podemos nos esquecer de que a nossa esperança última não é somente a de um mundo melhorado, mas é o desejo de que o Reino de Cristo venha com poder.

Enquanto ainda estamos vivendo esta tensão que é própria da vida cristã, ou seja, a certeza que a fé nos dá vivida ao lado da espera da visão definitiva daquilo o que o Senhor nos promete, voltemos o nosso coração para o alto, onde está Cristo. Santo Agostinho nos diz ainda no seu Sermão Sobre a Ascensão: “Por que razão nós também não trabalhamos aqui na terra de tal modo que, pela fé, esperança e caridade que nos unem a nosso Salvador, já descansemos com ele no céu? Cristo está no céu, mas também está conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com ele. Por sua divindade, por seu poder e por seu amor ele está conosco; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como ele, ao menos podemos realizar pelo amor que temos para com ele.” Cristo está no céu, mas também está conosco. Ele está unido a nós por seu amor e por sua divindade. Nós não podemos estar unidos a Ele pela divindade, mas o podemos pelo amor. Voltemos então nossos corações para o alto, onde está Cristo, tendo junto a si de forma inseparável a nossa humanidade. Daqui a pouco nós seremos convidados a elevar os corações ao alto. Que a nossa resposta seja sincera: “O nosso coração está em Deus”. Que de fato estejamos unidos a Cristo pelo amor do Espírito. Que os nossos corações, pelo amor do Espírito estejam voltados para o alto, a fim de que possamos sentir a sua presença conosco e em nós Ele que prometeu: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.”


Liturgia Dominical:

1ª Leitura - At 1,1-11
Salmo - 46
2ª Leitura - Ef 1,17-23
Evangelho - Mt 28,16-20

 

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Homilia Dominical - Ascensão do Senhor

“Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graça, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória.”1

A “coleta” que rezamos neste Domingo da Ascensão do Senhor nos insere no mistério que celebramos. De fato, a “ascensão do Senhor já é nossa vitória”. Hoje celebramos o mistério da subida de Cristo aos céus depois de ter ressuscitado dentre os mortos. O prefácio da missa de hoje nos afirma que “Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade”. 2 Eis, então, diante de nós a certeza a respeito daquilo o que foi rezado na coleta. A Ascensão do Senhor já é nossa vitória, porque ela nos traz a certeza de que assim como Cristo subiu para junto do Pai, levando consigo a nossa humanidade redimida, que Ele assumiu e nunca mais abandonou. A nós também será dado um dia para penetrarmos no mais alto do céu onde está Cristo, sentado à direita do Pai.

Cristo subiu para junto do Pai, mas não se afastou de nós. Nos diz Santo Agostinho no seu sermão sobre a ascensão que “O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu.” Aliás, no Evangelho que nós hoje ouvimos o próprio Cristo, nos anuncia isso: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.” Mateus hoje nos descreve com maestria esse último encontro de Jesus com os discípulos depois que Ele havia ressuscitado dos mortos. É o final do Evangelho, e Jesus está na montanha, seu lugar preferido, onde Ele ia orar ao Pai e, qual novo Moisés, levar a lei a seu pleno cumprimento. No monte, os discípulos encontram o Ressuscitado, se prostram diante d’Ele, alguns ainda duvidam em seus corações. O Cristo dá instruções aos discípulos, compartilha com eles a sua autoridade, ordena que eles batizem fazendo outros discípulos e ensinando-lhes a observar a Palavra e faz uma promessa: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.”

Quadro semelhante ao desse final do evangelho de Mateus nós temos no início do livro dos Atos dos Apóstolos que nós também acabamos de ouvir. Lucas aqui descreve a Teófilo esse último encontro de Jesus com seus discípulos. Segundo Lucas, Jesus depois de dar instruções pelo Espírito aos apóstolos durante 40 dias, foi levado ao céu à vista dos discípulos. Os discípulos ficaram a olhar os céus, e dois homens vestidos de branco então apareceram. No seu Evangelho Lucas afirma que dois homens com vestes fulgurantes anunciaram às mulheres que o Cristo havia ressuscitado, e aqui dois homens vestidos de branco anunciam aos apóstolos a Parusia: “Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. Aqui meus irmãos nós percebemos uma dinâmica interessante: Cristo foi para junto do Pai; Cristo voltará no fim dos tempos, mas Ele está sempre presente na sua Igreja cumprindo a promessa que Ele mesmo nos fez no Evangelho: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.” Ele foi, Ele voltará, mas não se afastou de nós. Ao contrário, Ele está agora sempre presente na sua Igreja, porque o Espírito Santo, que Ele enviou em Pentecostes, outra coisa não faz que tornar o Cristo presente na Igreja, sobretudo quando nos reunimos para celebrar o Seu culto, quer nos Sacramentos, quer na Liturgia das Horas. Ele foi para enviar-nos o Espírito, a fim de que Ele ficasse para sempre presente no meio de nós, como era seu desejo.

Antes de subir aos céus, Cristo advertiu aos discípulos que não se afastassem de Jerusalém, porque Ele enviaria sobre eles o Espírito Santo. Aliás, Cristo já havia dito aos discípulos que se Ele não fosse o Paráclito não viria (cf. Jo 16,7). São Gregório Magno, grande pastor da Igreja, no seu livro II dos Diálogos, comenta este trecho da Escritura. Este grande Papa diz: “Ora, como é certo que o Espírito Consolador sempre procede do Pai e do Filho, por que é que o Filho diz que se deve retirar para que venha aquele que do Filho nunca se separa? O motivo é que os discípulos, vendo o Senhor na carne, tinham sede de O ver para sempre com os olhos do corpo; por isso o Senhor lhes disse com razão: Se eu não me for, o Paráclito não virá, como se dissesse claramente: Se não retiro o corpo, não mostro o que é o amor do Espírito, e se não deixardes de me ver corporalmente, jamais aprendereis a amar-me espiritualmente.” O Senhor subiu aos céus, não porque não quisesse permanecer conosco, mas para enviar-nos o Espírito, que nos ensina a amá-lo espiritualmente. Ele subiu para que pudéssemos também subir com Ele. Ele desceu, assumiu o que era nosso, a fim de pudéssemos receber a vida d’Ele em nós e assim participarmos da Sua glória.

A Ascensão do Senhor já é nossa vitória. Nós exultamos de fervorosa ação de graças nesta celebração de hoje, porque sabemos que, sendo membros de Cristo, que é nossa Cabeça, somos chamados na esperança a participar da Sua glória. Hoje, na segunda leitura, Paulo ao escrever aos Efésios invoca o amor misericordioso do Pai, pedindo para nós um “espírito de sabedoria e de revelação”, a fim de que iluminados os olhos do nosso coração possamos conhecer “a esperança que o seu chamado encerra”, a “riqueza da glória da sua herança” e a “extraordinária grandeza do seu poder para nós, os que cremos”. Nesta celebração da Ascensão do Senhor, meus irmãos, devemos pedir ao Espírito que nos revele estas três coisas: a esperança que Cristo nos dá; a riqueza da sua glória; a grandeza do seu poder exercido em nosso favor.

A esperança que Cristo nos dá é a certeza de que nós também seremos levados com Ele para as alturas dos céus, que compartilharemos da riqueza da sua glória, porque o Pai exerceu em nosso favor um extraordinário poder, ressuscitando Cristo dentre os mortos e elevando-O novamente à sua direita, inseparavelmente unido à nossa humanidade, a fim de que pudéssemos crer que Ele também nos ressuscitará, e nos fará sentar com Cristo à sua direita nos céus. Cristo é a Cabeça da Igreja, nós somos seus membros. A mesma sorte da Cabeça será a dos membros. Cristo, nossa Cabeça sofreu e agora nós que somos seus membros também experimentamos na nossa vida terrena toda sorte de sofrimentos, internos e externos. Cristo nossa Cabeça morreu e foi sepultado; nós também seus membros desceremos à escuridão do sepulcro. Mas, assim como Cristo, nossa Cabeça, não foi abandonado na região dos mortos, mas foi gloriosamente ressuscitado pelo Pai e elevado às alturas do céu, nós também não seremos abandonados às mãos da morte, mas seremos ressuscitados e subiremos para junto de Cristo, à direita do Pai.

Eis é a esperança cristã. Nós não podemos confundir o progresso terreno da humanidade com o aumento do Reino de Cristo. Embora seja de grande valor o progresso desse mundo porque ele prepara o coração dos homens para o Reino que virá, nós não podemos nos esquecer de que a nossa esperança está em Cristo e no seu Reino. Não podemos nos esquecer de que a nossa esperança não é de uma vida boa aqui somente, mas sim uma vida eterna junto do Senhor. Não podemos nos esquecer de que a nossa esperança última não é somente a de um mundo melhorado, mas é o desejo de que o Reino de Cristo venha com poder.

Enquanto ainda estamos vivendo esta tensão que é própria da vida cristã, ou seja, a certeza que a fé nos dá vivida ao lado da espera da visão definitiva daquilo o que o Senhor nos promete, voltemos o nosso coração para o alto, onde está Cristo. Santo Agostinho nos diz ainda no seu Sermão Sobre a Ascensão: “Por que razão nós também não trabalhamos aqui na terra de tal modo que, pela fé, esperança e caridade que nos unem a nosso Salvador, já descansemos com ele no céu? Cristo está no céu, mas também está conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com ele. Por sua divindade, por seu poder e por seu amor ele está conosco; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como ele, ao menos podemos realizar pelo amor que temos para com ele.” Cristo está no céu, mas também está conosco. Ele está unido a nós por seu amor e por sua divindade. Nós não podemos estar unidos a Ele pela divindade, mas o podemos pelo amor. Voltemos então nossos corações para o alto, onde está Cristo, tendo junto a si de forma inseparável a nossa humanidade. Daqui a pouco nós seremos convidados a elevar os corações ao alto. Que a nossa resposta seja sincera: “O nosso coração está em Deus”. Que de fato estejamos unidos a Cristo pelo amor do Espírito. Que os nossos corações, pelo amor do Espírito estejam voltados para o alto, a fim de que possamos sentir a sua presença conosco e em nós Ele que prometeu: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.”


Liturgia Dominical:

1ª Leitura - At 1,1-11
Salmo - 46
2ª Leitura - Ef 1,17-23
Evangelho - Mt 28,16-20

 

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida