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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/08/2018

18 de Agosto de 2018

A fé em tempos especiais

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02/03/2013 00:00

A fé em tempos especiais 0

02/03/2013 00:00

A fé em tempos especiais / Arqrio

Estes dias têm sido de uma intensa experiência de fé! Estamos no Ano da Fé e quase tocamos com as mãos o invisível. Após sua declaração de renúncia, o Papa Bento XVI disse que ele sentia quase visivelmente a oração de todo o povo ao seu redor. Depois, as suas reflexões que, além de continuar com os compromissos normais até o dia da efetivação de sua renúncia, também esclareceu e demonstrou o passo da fé que acabara de dar. Como disse em sua última palavra como Papa: sou um peregrino nesta minha última etapa da viagem.                   

Como me referi na semana anterior, ao escutá-lo na Praça de São Pedro, quarta-feira passada, na sua última audiência, falar sobre São Bento, iluminando o “ora et labora” – a oração e o trabalho – pude ver confirmada minha reflexão sobre a espiritualidade beneditina no coração do Papa Bento XVI. Ainda mais depois de algumas informações quando ele teria declarado sua tendência a uma formação monástica no início de sua vocação.                   

Na quinta-feira passada, dia 28 de fevereiro, às 16 horas do Brasil, os portões de Castelgandolfo se fecharam e a guarda suíça, destinada a guardar o Sumo Pontífice, se retirou para dar lugar à polícia do Vaticano, que doravante é responsável pela guarda do Papa Emérito, Sua Santidade, Bento XVI. A Sé de Pedro ficou vacante.                   

Sobre o pontificado que acaba de encerrar sua missão, muitas páginas ainda serão publicadas e muitas análises serão feitas. Faz parte de nosso tempo, com suas opiniões e deduções. Todos os que tiveram acesso às comunicações nestes últimos dias puderam ver a variedade de interpretações do recém-findo pontificado e a procura de razões da renúncia. Nós preferimos o olhar da fé, que encontra na espiritualidade beneditina um caminho de iluminação. É claro que temos também as razões de quem quer o bem da Igreja e, por isso mesmo, sabe o que ela necessita nos atuais tempos. Bento XVI sabe que na atualidade a gestão é muito difícil e a Igreja necessita de alguém para conduzir a barca de Pedro com mais vigor físico, como ele mesmo deu a entender ao dizer que sentia suas forças diminuírem.                   

Nós somos muito agradecidos ao Papa Bento XVI pela sua vida e missão! Ele teve a inspiração de São Bento ao assumir o nome diante de um mundo que muda sua cultura e seus paradigmas, e a necessidade de novos caminhos para uma evangelização. O patriarca dos monges do Ocidente iniciou um caminho que conduziu a Igreja através dos mosteiros a formar as raízes da Europa e por onde ela influenciou até pouco tempo atrás. Com as atuais mudanças, iremos ver que a presença de um sucessor de Pedro que assumiu o nome de Bento também desencadeará um caminho de uma nova evangelização e novos tempos na Igreja e no mundo.                   

Diante de situações de crise – seja do mundo, seja dos corações e de fé – sempre surgem oportunidades de encontrar caminhos novos. E é justamente isso que vislumbramos. A imagem do idoso Papa que se despede na sacada de Castelgandolfo, o tapete com seu brasão que se dobra ao vento, o pôr do Sol nas colinas em volta de Roma não é um momento nostálgico, mas de esperança e confiança. Sim, são páginas que se sucederão, são novos horizontes que se abrirão. Não existe o presente sem o passado. Temos certeza de que a vida e missão do atual Papa emérito, novidade absoluta nos últimos séculos e, da forma como ocorreu, talvez em toda a história da Igreja, abriram caminhos importantíssimos para a Igreja e o pensamento cristão no mundo em mudança.                   

A preocupação com a racionalidade da fé, a busca do diálogo com as religiões e com os demais cristãos, a coragem de enfrentar todos os problemas e procurar encontrar caminhos corajosos de solução, a reflexão profunda sobre a Sagrada Escritura e o aprofundamento da doutrina da Igreja nos remetem a caminhos que, se não são totalmente novos, o são, porém, necessários para os nossos tempos.                   

A Jornada Mundial da Juventude criada pelo Beato Papa João Paulo II e que acontecerá aqui no Rio de Janeiro por escolha de Bento XVI, que determinou também o tema e escreveu a mensagem que será o conteúdo das suas catequeses, encontrará na presidência da mesma o novo Sumo Pontífice, a quem Bento XVI prometeu desde já reverência e obediência em seu pronunciamento aos Cardeais na manhã de quinta-feira passada.                   

As suas afirmações espontâneas, fora do texto oficial, na última audiência geral desta semana, de que sente a Igreja viva – e disse mais de uma vez que a Igreja é viva e bela –, ressoam nos corações daqueles que, como eu, estivemos presentes naquele belo e importante momento, momento único para todos. Agora é tempo de continuar, disse muitas vezes em vários discursos nesses dias entre o anúncio e a efetivação de sua renúncia.                   

Agora, os Cardeais começam as “Congregações Gerais” para dialogar sobre o estado atual da Igreja e se prepararem com orações para o próximo Conclave. Dentro de umas duas semanas, aproximadamente, teremos o novo pontífice. Um planta, outro rega, mas é Deus quem faz crescer. Convido todos os diocesanos a acompanharem esses momentos com espírito de fé, com os olhos de cristãos. Serão muitas interpretações, muitas análises, muitas apostas. Para nós é o Espírito Santo que escolhe através do diálogo, das orações e votações dos Cardeais. Será sempre o que Ele escolheu para suceder a Pedro e continuar conduzindo sua barca.                   

Bento XVI recordou que ele continua servindo a Igreja de uma nova maneira (humilde e nobre serviço), que é a oração. Que começou para ele o tempo da contemplação, continuando na cruz e a serviço da Igreja, porém fazendo-o na oração. Assim como a Igreja sempre teve consciência de que, além dos trabalhos pastorais, das atividades de cada dia, temos necessidade da oração e da contemplação, agora teremos um Papa emérito que estará intercedendo e rezando pela Igreja que ele conhece muito bem e, sem dúvida, especialmente pelo novo Sumo Pontífice que será eleito.                   

Neste Ano da Fé e da Juventude estamos tendo oportunidade de vislumbrar esses grandes sinais! Que os nossos olhos se abram para a “luz deífica” e nossos corações “se alarguem para percorrer o caminho estreito da conversão”, pedindo ao Senhor que “tudo seja feito para a maior glória de Deus”.                   

Queridos diocesanos: peço que durante esses dias de “sede vacante” encontrem alguns momentos a mais para rezarem pelos Cardeais do Conclave, pedindo as luzes do Espírito Santo e para que todos experimentem a graça de Deus neste tempo marcante da nossa Igreja. É um tempo novo e de muitas necessidades, mas, temos certeza de que o pontificado que se encerrou abriu caminhos importantes para serem percorridos, que já se iniciaram e que cabe a nós dar continuidade. As emoções experimentadas durante a última audiência na Praça de São Pedro ainda estão muito presentes em meu coração. A certeza de que Deus conduz a Igreja que sempre renasce e continua sua missão nos dê a todos muita confiança e paz! Olhemos para os vastos horizontes e sintamos a necessidade da missão que está em nossas mãos: “Ide e fazei discípulos entre as nações!” E que, tenho certeza, todos responderemos: “Eis-me aqui Senhor, envia-me!” O Senhor tem os Seus caminhos para aumentar a fé em nossas vidas!

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02/03/2013 00:00

Estes dias têm sido de uma intensa experiência de fé! Estamos no Ano da Fé e quase tocamos com as mãos o invisível. Após sua declaração de renúncia, o Papa Bento XVI disse que ele sentia quase visivelmente a oração de todo o povo ao seu redor. Depois, as suas reflexões que, além de continuar com os compromissos normais até o dia da efetivação de sua renúncia, também esclareceu e demonstrou o passo da fé que acabara de dar. Como disse em sua última palavra como Papa: sou um peregrino nesta minha última etapa da viagem.                   

Como me referi na semana anterior, ao escutá-lo na Praça de São Pedro, quarta-feira passada, na sua última audiência, falar sobre São Bento, iluminando o “ora et labora” – a oração e o trabalho – pude ver confirmada minha reflexão sobre a espiritualidade beneditina no coração do Papa Bento XVI. Ainda mais depois de algumas informações quando ele teria declarado sua tendência a uma formação monástica no início de sua vocação.                   

Na quinta-feira passada, dia 28 de fevereiro, às 16 horas do Brasil, os portões de Castelgandolfo se fecharam e a guarda suíça, destinada a guardar o Sumo Pontífice, se retirou para dar lugar à polícia do Vaticano, que doravante é responsável pela guarda do Papa Emérito, Sua Santidade, Bento XVI. A Sé de Pedro ficou vacante.                   

Sobre o pontificado que acaba de encerrar sua missão, muitas páginas ainda serão publicadas e muitas análises serão feitas. Faz parte de nosso tempo, com suas opiniões e deduções. Todos os que tiveram acesso às comunicações nestes últimos dias puderam ver a variedade de interpretações do recém-findo pontificado e a procura de razões da renúncia. Nós preferimos o olhar da fé, que encontra na espiritualidade beneditina um caminho de iluminação. É claro que temos também as razões de quem quer o bem da Igreja e, por isso mesmo, sabe o que ela necessita nos atuais tempos. Bento XVI sabe que na atualidade a gestão é muito difícil e a Igreja necessita de alguém para conduzir a barca de Pedro com mais vigor físico, como ele mesmo deu a entender ao dizer que sentia suas forças diminuírem.                   

Nós somos muito agradecidos ao Papa Bento XVI pela sua vida e missão! Ele teve a inspiração de São Bento ao assumir o nome diante de um mundo que muda sua cultura e seus paradigmas, e a necessidade de novos caminhos para uma evangelização. O patriarca dos monges do Ocidente iniciou um caminho que conduziu a Igreja através dos mosteiros a formar as raízes da Europa e por onde ela influenciou até pouco tempo atrás. Com as atuais mudanças, iremos ver que a presença de um sucessor de Pedro que assumiu o nome de Bento também desencadeará um caminho de uma nova evangelização e novos tempos na Igreja e no mundo.                   

Diante de situações de crise – seja do mundo, seja dos corações e de fé – sempre surgem oportunidades de encontrar caminhos novos. E é justamente isso que vislumbramos. A imagem do idoso Papa que se despede na sacada de Castelgandolfo, o tapete com seu brasão que se dobra ao vento, o pôr do Sol nas colinas em volta de Roma não é um momento nostálgico, mas de esperança e confiança. Sim, são páginas que se sucederão, são novos horizontes que se abrirão. Não existe o presente sem o passado. Temos certeza de que a vida e missão do atual Papa emérito, novidade absoluta nos últimos séculos e, da forma como ocorreu, talvez em toda a história da Igreja, abriram caminhos importantíssimos para a Igreja e o pensamento cristão no mundo em mudança.                   

A preocupação com a racionalidade da fé, a busca do diálogo com as religiões e com os demais cristãos, a coragem de enfrentar todos os problemas e procurar encontrar caminhos corajosos de solução, a reflexão profunda sobre a Sagrada Escritura e o aprofundamento da doutrina da Igreja nos remetem a caminhos que, se não são totalmente novos, o são, porém, necessários para os nossos tempos.                   

A Jornada Mundial da Juventude criada pelo Beato Papa João Paulo II e que acontecerá aqui no Rio de Janeiro por escolha de Bento XVI, que determinou também o tema e escreveu a mensagem que será o conteúdo das suas catequeses, encontrará na presidência da mesma o novo Sumo Pontífice, a quem Bento XVI prometeu desde já reverência e obediência em seu pronunciamento aos Cardeais na manhã de quinta-feira passada.                   

As suas afirmações espontâneas, fora do texto oficial, na última audiência geral desta semana, de que sente a Igreja viva – e disse mais de uma vez que a Igreja é viva e bela –, ressoam nos corações daqueles que, como eu, estivemos presentes naquele belo e importante momento, momento único para todos. Agora é tempo de continuar, disse muitas vezes em vários discursos nesses dias entre o anúncio e a efetivação de sua renúncia.                   

Agora, os Cardeais começam as “Congregações Gerais” para dialogar sobre o estado atual da Igreja e se prepararem com orações para o próximo Conclave. Dentro de umas duas semanas, aproximadamente, teremos o novo pontífice. Um planta, outro rega, mas é Deus quem faz crescer. Convido todos os diocesanos a acompanharem esses momentos com espírito de fé, com os olhos de cristãos. Serão muitas interpretações, muitas análises, muitas apostas. Para nós é o Espírito Santo que escolhe através do diálogo, das orações e votações dos Cardeais. Será sempre o que Ele escolheu para suceder a Pedro e continuar conduzindo sua barca.                   

Bento XVI recordou que ele continua servindo a Igreja de uma nova maneira (humilde e nobre serviço), que é a oração. Que começou para ele o tempo da contemplação, continuando na cruz e a serviço da Igreja, porém fazendo-o na oração. Assim como a Igreja sempre teve consciência de que, além dos trabalhos pastorais, das atividades de cada dia, temos necessidade da oração e da contemplação, agora teremos um Papa emérito que estará intercedendo e rezando pela Igreja que ele conhece muito bem e, sem dúvida, especialmente pelo novo Sumo Pontífice que será eleito.                   

Neste Ano da Fé e da Juventude estamos tendo oportunidade de vislumbrar esses grandes sinais! Que os nossos olhos se abram para a “luz deífica” e nossos corações “se alarguem para percorrer o caminho estreito da conversão”, pedindo ao Senhor que “tudo seja feito para a maior glória de Deus”.                   

Queridos diocesanos: peço que durante esses dias de “sede vacante” encontrem alguns momentos a mais para rezarem pelos Cardeais do Conclave, pedindo as luzes do Espírito Santo e para que todos experimentem a graça de Deus neste tempo marcante da nossa Igreja. É um tempo novo e de muitas necessidades, mas, temos certeza de que o pontificado que se encerrou abriu caminhos importantes para serem percorridos, que já se iniciaram e que cabe a nós dar continuidade. As emoções experimentadas durante a última audiência na Praça de São Pedro ainda estão muito presentes em meu coração. A certeza de que Deus conduz a Igreja que sempre renasce e continua sua missão nos dê a todos muita confiança e paz! Olhemos para os vastos horizontes e sintamos a necessidade da missão que está em nossas mãos: “Ide e fazei discípulos entre as nações!” E que, tenho certeza, todos responderemos: “Eis-me aqui Senhor, envia-me!” O Senhor tem os Seus caminhos para aumentar a fé em nossas vidas!