Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/10/2017

17 de Outubro de 2017

A Cátedra

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25/02/2014 14:55 - Atualizado em 25/02/2014 15:07

A Cátedra 0

25/02/2014 14:55 - Atualizado em 25/02/2014 15:07

A Cátedra / Arqrio

A Festa da Cátedra de São Pedro, em 22 de fevereiro, nos remete ao século 4, atestada no mais antigo calendário romano, em 354. Na ocasião, intitulava-se Natal de Pedro na Cátedra, em alusão à morte dele, nascido para Deus, como era costume dizer, pois nesse dia os romanos festejavam seus mortos e dava-lhes comida, depositando-as nas sepulturas. Interpreta-se que, para eliminar tais resquícios de mentalidade pagã, a celebração petrina foi introduzida pela Igreja.

Hoje, a festividade da Cátedra de Pedro acentua a importância da Sé magisterial. Por isso, a liturgia ao invés de paramentos vermelhos da celebração do martírio na morte, usados na solenidade de 29 de junho, reveste os de branco. Tal pastoreio do primado de ensino inclui, obviamente, a sucessão: Pedro-Francisco.

É da barca de Pedro que Jesus ensinou às multidões, e a seguir conferiu-lhe o chamado ao discipulado e a missão de evangelizar: “Doravante serás pescador de homens” (Lc 5,10). Assim, concede-lhe a primazia do anúncio da Palavra, que faz crescer a Igreja, desde a escolha dos demais companheiros.

A seguir, a instituição do primado sublinha a mudança do nome de Simão para Pedro com o significado de rocha, fundamento sobre o qual Jesus edificará sua Igreja. As chaves do Reino lhe serão entregues com o poder de ligar e desligar (Mt 16, 18-19). São dimensões de amplo alcance pastoral dentro das simbologias. Enfim, o Ressuscitado indaga o amor de Pedro e, simultaneamente, ordena-lhe três vezes que apascente as ovelhas e cordeiros (Jo 15-17). Soa como sendo a confirmação do primado prometido, em função do pastoreio universal e em lugar do próprio Jesus. Então, ao tríplice amor pastoral corresponde a tríplice negação.

Jesus orou por Pedro. Torna pública sua intenção, a fim de que a fé do apóstolo não desfalecesse e, convertido, confirmasse seus irmãos (Lc 22, 32). Trata-se de função especial em ordem à direção da fé. Muitos dizem, não sem razão, que o primado petrino, nesta oração de Jesus, está muito mais afirmado do que nos textos da instituição e da confirmação.

Todas estas belas recordações bíblicas, tão caras ao catolicismo, são avivadas e atualizadas na Festa da Cátedra de Pedro, quando o bispo de Roma dá o cardinalato a alguns irmãos no episcopado, dentre os quais nosso arcebispo, Dom Orani João Tempesta. Além do serviço ao Papa, ao seu pastoreio universal, serão eleitores do próximo bispo de Roma.

É correto dizer que eles estarão unidos à Cátedra do apóstolo Pedro. A propósito, é isto que pensa o Papa Francisco. Afirmou, após o Ângelus, no dia 12 de janeiro passado, sobre os cardeais: “representam a profunda relação eclesial entre a Igreja de Roma e as demais Igrejas espalhadas pelo mundo”. Acrescentou: “possam ajudar mais eficazmente o bispo de Roma no seu serviço à Igreja universal”.

Por isso, saudamos Sua Eminência o cardeal-arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que, no seu retorno à Igreja arquidiocesana, dia 25 de fevereiro, será recebido, às 18h, na Catedral pelo Povo de Deus: presbíteros, diáconos, religiosos (as), seminaristas e fiéis leigos (as). Recepção festiva e calorosa.

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25/02/2014 14:55 - Atualizado em 25/02/2014 15:07

A Festa da Cátedra de São Pedro, em 22 de fevereiro, nos remete ao século 4, atestada no mais antigo calendário romano, em 354. Na ocasião, intitulava-se Natal de Pedro na Cátedra, em alusão à morte dele, nascido para Deus, como era costume dizer, pois nesse dia os romanos festejavam seus mortos e dava-lhes comida, depositando-as nas sepulturas. Interpreta-se que, para eliminar tais resquícios de mentalidade pagã, a celebração petrina foi introduzida pela Igreja.

Hoje, a festividade da Cátedra de Pedro acentua a importância da Sé magisterial. Por isso, a liturgia ao invés de paramentos vermelhos da celebração do martírio na morte, usados na solenidade de 29 de junho, reveste os de branco. Tal pastoreio do primado de ensino inclui, obviamente, a sucessão: Pedro-Francisco.

É da barca de Pedro que Jesus ensinou às multidões, e a seguir conferiu-lhe o chamado ao discipulado e a missão de evangelizar: “Doravante serás pescador de homens” (Lc 5,10). Assim, concede-lhe a primazia do anúncio da Palavra, que faz crescer a Igreja, desde a escolha dos demais companheiros.

A seguir, a instituição do primado sublinha a mudança do nome de Simão para Pedro com o significado de rocha, fundamento sobre o qual Jesus edificará sua Igreja. As chaves do Reino lhe serão entregues com o poder de ligar e desligar (Mt 16, 18-19). São dimensões de amplo alcance pastoral dentro das simbologias. Enfim, o Ressuscitado indaga o amor de Pedro e, simultaneamente, ordena-lhe três vezes que apascente as ovelhas e cordeiros (Jo 15-17). Soa como sendo a confirmação do primado prometido, em função do pastoreio universal e em lugar do próprio Jesus. Então, ao tríplice amor pastoral corresponde a tríplice negação.

Jesus orou por Pedro. Torna pública sua intenção, a fim de que a fé do apóstolo não desfalecesse e, convertido, confirmasse seus irmãos (Lc 22, 32). Trata-se de função especial em ordem à direção da fé. Muitos dizem, não sem razão, que o primado petrino, nesta oração de Jesus, está muito mais afirmado do que nos textos da instituição e da confirmação.

Todas estas belas recordações bíblicas, tão caras ao catolicismo, são avivadas e atualizadas na Festa da Cátedra de Pedro, quando o bispo de Roma dá o cardinalato a alguns irmãos no episcopado, dentre os quais nosso arcebispo, Dom Orani João Tempesta. Além do serviço ao Papa, ao seu pastoreio universal, serão eleitores do próximo bispo de Roma.

É correto dizer que eles estarão unidos à Cátedra do apóstolo Pedro. A propósito, é isto que pensa o Papa Francisco. Afirmou, após o Ângelus, no dia 12 de janeiro passado, sobre os cardeais: “representam a profunda relação eclesial entre a Igreja de Roma e as demais Igrejas espalhadas pelo mundo”. Acrescentou: “possam ajudar mais eficazmente o bispo de Roma no seu serviço à Igreja universal”.

Por isso, saudamos Sua Eminência o cardeal-arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que, no seu retorno à Igreja arquidiocesana, dia 25 de fevereiro, será recebido, às 18h, na Catedral pelo Povo de Deus: presbíteros, diáconos, religiosos (as), seminaristas e fiéis leigos (as). Recepção festiva e calorosa.

Dom Edson de Castro Homem
Autor

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro