Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/10/2018

16 de Outubro de 2018

Práticas do bem

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16 de Outubro de 2018

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07/02/2014 00:00

Práticas do bem 0

07/02/2014 00:00

Práticas do bem / Arqrio

5º DOMINGO do Tempo Comum
Dia 9 de fevereiro


1ª Leitura - Is 58,7-10
Salmo - Sl 111
2ª Leitura - 1Cor 2,1-5
Evangelho - Mt 5,13-16


A liturgia deste domingo começa com um insistente pedido a Deus na oração coleta: “Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor”; e ainda: “guardai-nos sobre a vossa proteção”. Entre essas duas súplicas, a oração coleta exprime a confiança absoluta que devemos ter em Deus: “só confiamos na vossa graça”.É importante, na vida espiritual, ter presente essa máxima: confiar somente na graça de Deus. Não podemos colocar a nossa confiança nem nos outros, nem em nós mesmos. É a graça de Deus agindo em nós e, consequentemente, a nossa abertura e correspondência à mesma graça, que nos faz viver em conformidade com a vontade do Cristo para nós.

Em cada domingo, essa “vontade do Cristo” nos é apresentada, como que em pequenas doses, na palavra que é proclamada na grande celebração dominical da Igreja: a Eucaristia. Somente abrindo-nos à graça é que obteremos a força necessária para colocar em prática a palavra ouvida e acolhida em nossos corações.

Na primeira leitura, o profeta Isaías segue falando do “jejum que agrada a Deus”. Deus denuncia os pecados do povo, mostrando que não adianta juntar ao jejum a prática da injustiça e do desamor aos irmãos. O profeta enumerara quais são as práticas que agradam a Deus e que deveriam ser feitas junto com o jejum, ou melhor ainda, deveriam preceder ao jejum.

Práticas

v.7: “repartir o pão com o faminto”; “abrigar os pobres”; “vestir o nu”

v.9: “afastar o jugo”; “afastar o gesto ameaçador”; “afastar a linguagem iníqua”

v.10: alimentar o faminto (idem ao v. 7)

Promessas

v.8: “a tua luz romperá como a aurora”; “as feridas se curarão rapidamente”; “os atos de justiça irão à frente do justo”; “a glória de Deus o protegerá”

v.9: a reposta de Deus será rápida ao grito do justo

v.10: a luz do justo brilhará

Como vemos acima, às práticas ordenadas por Deus, aos atos concretos de justiça exigidos por Ele, correspondem as suas promessas. Essas promessas e práticas poderiam ser resumidas numa sentença: se amares o teu próximo como a ti mesmo, tu experimentarás o cuidado e o amor de Deus para contigo.

Essas são as “boas obras” que o Senhor espera de nós. É delas, sem dúvida, que nos fala o Cristo no Evangelho quando diz: “... brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.”

No Evangelho, Cristo utiliza duas imagens muito simples, mas cheias de significado, para nos dizer qual é o papel do cristão no mundo. O cristão deve ser “sal” e “luz”. Ora, qual o papel do sal? A finalidade do sal é “revelar” o sabor que já existe nos alimentos. Sem o sal, o alimento se torna insosso; com sal em demasia, se torna salgado e insuportável. O sal, na medida certa, nos faz perceber o verdadeiro sabor deste e daquele alimento. Assim também deve ser o cristão. Se ele não está presente no mundo como quem “revela” o sabor das coisas, ele não serve para nada. Se, por outro lado, ele quer dar o sabor dele às coisas, tudo fica insuportável, como um alimento onde só se sente o gosto do sal. O cristão deve ser, no mundo, uma presença sadia, que ajuda os homens a perceberem o verdadeiro sentido das coisas a partir de Cristo. A mesma reflexão serve para a luz. A luz serve para nos fazer ver com distinção as coisas. Nas trevas tropeçamos em tudo, confundimos as formas e corremos o risco de tomar uma coisa por outra. No escuro podemos tomar um veneno pensando ser remédio, porque não estamos vendo distintamente as coisas. Ao se acender a luz tudo se esclarece. Assim também o cristão. Ele deve ser luz, ou melhor, deve ser no mundo um portador da luz de Cristo, a fim de que as pessoas possam ver tudo com distinção e não tomem os “venenos” que estão por aí como se fossem “remédios”.

Depois de refletir sobre o papel do cristão no mundo em termos tão simples, mas tão ricos de significado, Cristo termina com a exortação: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” O cristão deve estar no mundo como “sal” e “luz”; deve realizar boas obras, as obras de justiça (cf. primeira leitura); todavia, ele não pode se esquecer de que Ele não é o centro, porque o objetivo de tudo é doxológico, ou seja, é que os homens “louvem o vosso Pai que está nos céus”. Se assim procedermos, sobretudo no final da nossa vida, veremos acontecer conosco o que diz o refrão do Salmo 111 rezado hoje: “Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez”. Naquele momento derradeiro da nossa existência, quando tudo se apagar, uma “luz” será acesa para nós e receberemos o fruto da caridade: o Reino eterno preparado por Cristo para nós.

Liturgia Diária - Tempo Comum

SEGUNDA-FEIRA
Dia 10 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 8,1-7.9-13
Salmo - Sl 131
Evangelho - Mc 6,53-56

TERÇA-FEIRA
Dia 11 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 8,22-23.27-30
Salmo – Sl 83
Evangelho - Mc 7,1-13

QUARTA-FEIRA
Dia 12 de fevereiro
1ª leitura - 1Rs 10,1-10
Salmo - Sl 36
Evangelho - Mc 7,14-23

QUINTA-FEIRA
Dia 13 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 11,4-13
Salmo – Sl 105
Evangelho - Mc 7,24-30

SEXTA-FEIRA
Dia 14 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 11,29-32; 12,19
Salmo - Sl 80
Evangelho - Mc 7,31-37

SÁBADO
Dia 15 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 12,26-32; 13,33-34
Salmo - Sl 105
Evangelho - Mc 8,1-10

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5º DOMINGO do Tempo Comum
Dia 9 de fevereiro


1ª Leitura - Is 58,7-10
Salmo - Sl 111
2ª Leitura - 1Cor 2,1-5
Evangelho - Mt 5,13-16


A liturgia deste domingo começa com um insistente pedido a Deus na oração coleta: “Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor”; e ainda: “guardai-nos sobre a vossa proteção”. Entre essas duas súplicas, a oração coleta exprime a confiança absoluta que devemos ter em Deus: “só confiamos na vossa graça”.É importante, na vida espiritual, ter presente essa máxima: confiar somente na graça de Deus. Não podemos colocar a nossa confiança nem nos outros, nem em nós mesmos. É a graça de Deus agindo em nós e, consequentemente, a nossa abertura e correspondência à mesma graça, que nos faz viver em conformidade com a vontade do Cristo para nós.

Em cada domingo, essa “vontade do Cristo” nos é apresentada, como que em pequenas doses, na palavra que é proclamada na grande celebração dominical da Igreja: a Eucaristia. Somente abrindo-nos à graça é que obteremos a força necessária para colocar em prática a palavra ouvida e acolhida em nossos corações.

Na primeira leitura, o profeta Isaías segue falando do “jejum que agrada a Deus”. Deus denuncia os pecados do povo, mostrando que não adianta juntar ao jejum a prática da injustiça e do desamor aos irmãos. O profeta enumerara quais são as práticas que agradam a Deus e que deveriam ser feitas junto com o jejum, ou melhor ainda, deveriam preceder ao jejum.

Práticas

v.7: “repartir o pão com o faminto”; “abrigar os pobres”; “vestir o nu”

v.9: “afastar o jugo”; “afastar o gesto ameaçador”; “afastar a linguagem iníqua”

v.10: alimentar o faminto (idem ao v. 7)

Promessas

v.8: “a tua luz romperá como a aurora”; “as feridas se curarão rapidamente”; “os atos de justiça irão à frente do justo”; “a glória de Deus o protegerá”

v.9: a reposta de Deus será rápida ao grito do justo

v.10: a luz do justo brilhará

Como vemos acima, às práticas ordenadas por Deus, aos atos concretos de justiça exigidos por Ele, correspondem as suas promessas. Essas promessas e práticas poderiam ser resumidas numa sentença: se amares o teu próximo como a ti mesmo, tu experimentarás o cuidado e o amor de Deus para contigo.

Essas são as “boas obras” que o Senhor espera de nós. É delas, sem dúvida, que nos fala o Cristo no Evangelho quando diz: “... brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.”

No Evangelho, Cristo utiliza duas imagens muito simples, mas cheias de significado, para nos dizer qual é o papel do cristão no mundo. O cristão deve ser “sal” e “luz”. Ora, qual o papel do sal? A finalidade do sal é “revelar” o sabor que já existe nos alimentos. Sem o sal, o alimento se torna insosso; com sal em demasia, se torna salgado e insuportável. O sal, na medida certa, nos faz perceber o verdadeiro sabor deste e daquele alimento. Assim também deve ser o cristão. Se ele não está presente no mundo como quem “revela” o sabor das coisas, ele não serve para nada. Se, por outro lado, ele quer dar o sabor dele às coisas, tudo fica insuportável, como um alimento onde só se sente o gosto do sal. O cristão deve ser, no mundo, uma presença sadia, que ajuda os homens a perceberem o verdadeiro sentido das coisas a partir de Cristo. A mesma reflexão serve para a luz. A luz serve para nos fazer ver com distinção as coisas. Nas trevas tropeçamos em tudo, confundimos as formas e corremos o risco de tomar uma coisa por outra. No escuro podemos tomar um veneno pensando ser remédio, porque não estamos vendo distintamente as coisas. Ao se acender a luz tudo se esclarece. Assim também o cristão. Ele deve ser luz, ou melhor, deve ser no mundo um portador da luz de Cristo, a fim de que as pessoas possam ver tudo com distinção e não tomem os “venenos” que estão por aí como se fossem “remédios”.

Depois de refletir sobre o papel do cristão no mundo em termos tão simples, mas tão ricos de significado, Cristo termina com a exortação: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” O cristão deve estar no mundo como “sal” e “luz”; deve realizar boas obras, as obras de justiça (cf. primeira leitura); todavia, ele não pode se esquecer de que Ele não é o centro, porque o objetivo de tudo é doxológico, ou seja, é que os homens “louvem o vosso Pai que está nos céus”. Se assim procedermos, sobretudo no final da nossa vida, veremos acontecer conosco o que diz o refrão do Salmo 111 rezado hoje: “Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez”. Naquele momento derradeiro da nossa existência, quando tudo se apagar, uma “luz” será acesa para nós e receberemos o fruto da caridade: o Reino eterno preparado por Cristo para nós.

Liturgia Diária - Tempo Comum

SEGUNDA-FEIRA
Dia 10 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 8,1-7.9-13
Salmo - Sl 131
Evangelho - Mc 6,53-56

TERÇA-FEIRA
Dia 11 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 8,22-23.27-30
Salmo – Sl 83
Evangelho - Mc 7,1-13

QUARTA-FEIRA
Dia 12 de fevereiro
1ª leitura - 1Rs 10,1-10
Salmo - Sl 36
Evangelho - Mc 7,14-23

QUINTA-FEIRA
Dia 13 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 11,4-13
Salmo – Sl 105
Evangelho - Mc 7,24-30

SEXTA-FEIRA
Dia 14 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 11,29-32; 12,19
Salmo - Sl 80
Evangelho - Mc 7,31-37

SÁBADO
Dia 15 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 12,26-32; 13,33-34
Salmo - Sl 105
Evangelho - Mc 8,1-10

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida