Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/04/2017

30 de Abril de 2017

Em clima de cardinalato

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Em clima de cardinalato

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31/01/2014 16:00 - Atualizado em 31/01/2014 17:17

Em clima de cardinalato 0

31/01/2014 16:00 - Atualizado em 31/01/2014 17:17

Em clima de cardinalato / Arqrio

A partir do anúncio feito pelo Papa Francisco que no próximo consistório do dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, seria nomeado cardeal da Santa Igreja Romana, a expectativa é do mesmo tamanho da alegria. Certamente, a satisfação é maior do futuro purpurado. A ela se junta o contentamento de seus familiares e amigos e, particularmente, de seus colaboradores e admiradores.

A nomeação era esperada. O carioca costuma dizer que a Igreja no Rio é sede cardinalícia. Está habituado a dizer e a rezar pelo seu cardeal-arcebispo. Advém do fato que a Arquidiocese de São Sebastião foi a primeira da América Latina a ter um cardeal, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (arcebispo de 1897 a 1930), sucedido por eminentes cardeais: Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra (arcebispo de 1930 a 1942); Dom Jaime de Barros Câmara (arcebispo de 1943 a 1971); Dom Eugenio de Araujo Sales (arcebispo de 1971 a 2001); Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ, (arcebispo de 2001 a 2009, atual emérito). Portanto, a nomeação de Dom Orani João Tempesta, O.Cist. (arcebispo desde 2009) é a confirmação de expectativa historicamente fundada.

Clima de cardinalato? Sem dúvida. Trata-se da preparação do número representativo dos que vão a Roma para o acontecimento e o empenho dos que ficam para acolher o novo purpurado. A púrpura, antiga cor dos príncipes, teve o sentido modificado pelo beato João Paulo II. Espiritualizou seu simbolismo ao dar-lhe o mesmo sentido da cor dos paramentos com os quais celebramos o dia dos mártires. Assim sendo, ele visava que os cardeais se dispusessem a sacrificar-se e a sofrer pelo bem da Igreja de Cristo até ao derramamento do sangue. Repetissem o compromisso de fidelidade ao Papa. Através dele à Igreja de Jesus. Mais ainda: ao próprio Senhor dos senhores. Embora seja uma honra, não é mais entendida como dignidade, mas encargo, ofício, missão.

Em consonância, é do desejo e da vontade do Papa Francisco que os futuros cardeais evitem “qualquer festividade incompatível com o espírito evangélico de austeridade, sobriedade e pobreza”. O recado foi dado. Espera-se, pois, que integrem os novos tempos, na mentalidade e na prática, despojando-se de todo resquício principesco de corte renascentista. Mais ainda: saiam ao encontro de todos, sobretudo dos empobrecidos e dos que estão nas “periferias geográficas e existenciais”, expressão apreciada e repetida do Santo Padre.

A importância de um cardeal decorre da competência de assegurar, conforme o Direito Eclesial especial, a eleição do Romano Pontífice, o Papa. Além de eleitor, pode ser eleito. Há outras incumbências. Assisti-lo, colegialmente, quando convocado, em reunião plenária, para tratar de questões importantes, ou, pessoalmente, exercendo ofícios nos dicastérios romanos ou em outros organismos. Por dever, são estreitos colaboradores do Papa. Por coerência, estarão em sintonia efetiva e mais afetiva com ele.

Se for pastor de alguma arquidiocese, como é o caso de Dom Orani, deverá ir a Roma sempre quando convocado, ou participar de comissões, dicastérios e outros ofícios. Assim sendo, a função pastoral do arcebispo do Rio será acrescida de novas e importantes incumbências para o bem da Igreja Católica na sua missão universal.

Para nós, afirmar que estamos em clima de cardinalato significa que, nesses dias preparatórios, em nossas preces elevaremos o pensamento e a intenção a Deus, a fim de que assista nosso arcebispo com o favor de sua graça e aos demais escolhidos. Cumprimos, assim, a recomendação bíblica tão necessária para eles: “Lembrai-vos dos vossos dirigentes” (Hb 13, 7). Trata-se da oração de intercessão por aqueles que nos guiam espiritualmente.

 

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Em clima de cardinalato / Arqrio

Em clima de cardinalato

31/01/2014 16:00 - Atualizado em 31/01/2014 17:17

A partir do anúncio feito pelo Papa Francisco que no próximo consistório do dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, seria nomeado cardeal da Santa Igreja Romana, a expectativa é do mesmo tamanho da alegria. Certamente, a satisfação é maior do futuro purpurado. A ela se junta o contentamento de seus familiares e amigos e, particularmente, de seus colaboradores e admiradores.

A nomeação era esperada. O carioca costuma dizer que a Igreja no Rio é sede cardinalícia. Está habituado a dizer e a rezar pelo seu cardeal-arcebispo. Advém do fato que a Arquidiocese de São Sebastião foi a primeira da América Latina a ter um cardeal, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (arcebispo de 1897 a 1930), sucedido por eminentes cardeais: Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra (arcebispo de 1930 a 1942); Dom Jaime de Barros Câmara (arcebispo de 1943 a 1971); Dom Eugenio de Araujo Sales (arcebispo de 1971 a 2001); Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ, (arcebispo de 2001 a 2009, atual emérito). Portanto, a nomeação de Dom Orani João Tempesta, O.Cist. (arcebispo desde 2009) é a confirmação de expectativa historicamente fundada.

Clima de cardinalato? Sem dúvida. Trata-se da preparação do número representativo dos que vão a Roma para o acontecimento e o empenho dos que ficam para acolher o novo purpurado. A púrpura, antiga cor dos príncipes, teve o sentido modificado pelo beato João Paulo II. Espiritualizou seu simbolismo ao dar-lhe o mesmo sentido da cor dos paramentos com os quais celebramos o dia dos mártires. Assim sendo, ele visava que os cardeais se dispusessem a sacrificar-se e a sofrer pelo bem da Igreja de Cristo até ao derramamento do sangue. Repetissem o compromisso de fidelidade ao Papa. Através dele à Igreja de Jesus. Mais ainda: ao próprio Senhor dos senhores. Embora seja uma honra, não é mais entendida como dignidade, mas encargo, ofício, missão.

Em consonância, é do desejo e da vontade do Papa Francisco que os futuros cardeais evitem “qualquer festividade incompatível com o espírito evangélico de austeridade, sobriedade e pobreza”. O recado foi dado. Espera-se, pois, que integrem os novos tempos, na mentalidade e na prática, despojando-se de todo resquício principesco de corte renascentista. Mais ainda: saiam ao encontro de todos, sobretudo dos empobrecidos e dos que estão nas “periferias geográficas e existenciais”, expressão apreciada e repetida do Santo Padre.

A importância de um cardeal decorre da competência de assegurar, conforme o Direito Eclesial especial, a eleição do Romano Pontífice, o Papa. Além de eleitor, pode ser eleito. Há outras incumbências. Assisti-lo, colegialmente, quando convocado, em reunião plenária, para tratar de questões importantes, ou, pessoalmente, exercendo ofícios nos dicastérios romanos ou em outros organismos. Por dever, são estreitos colaboradores do Papa. Por coerência, estarão em sintonia efetiva e mais afetiva com ele.

Se for pastor de alguma arquidiocese, como é o caso de Dom Orani, deverá ir a Roma sempre quando convocado, ou participar de comissões, dicastérios e outros ofícios. Assim sendo, a função pastoral do arcebispo do Rio será acrescida de novas e importantes incumbências para o bem da Igreja Católica na sua missão universal.

Para nós, afirmar que estamos em clima de cardinalato significa que, nesses dias preparatórios, em nossas preces elevaremos o pensamento e a intenção a Deus, a fim de que assista nosso arcebispo com o favor de sua graça e aos demais escolhidos. Cumprimos, assim, a recomendação bíblica tão necessária para eles: “Lembrai-vos dos vossos dirigentes” (Hb 13, 7). Trata-se da oração de intercessão por aqueles que nos guiam espiritualmente.

 

Dom Edson de Castro Homem
Autor

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro