Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 10/12/2018

10 de Dezembro de 2018

Resplandecer em Cristo

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10 de Dezembro de 2018

Resplandecer em Cristo

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31/01/2014 00:00 - Atualizado em 31/01/2014 16:05

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31/01/2014 00:00 - Atualizado em 31/01/2014 16:05

Resplandecer em Cristo / Arqrio

4º DOMINGO - FESTA DA  APRESENTAÇÃO DO SENHOR - Dia 2 de fevereiro

1ª Leitura - Ml 3,1-4
Salmo -Sl 232ª
Leitura - Hb 2,14-18
Evangelho - Lc 2,22-40

Com estas belíssimas palavras, São Sofrônio explica o sentido da festa que hoje celebramos, neste domingo, Dia do Senhor, nossa solenidade semanal. Essa festa é conhecida por vários nomes. Ela é chamada de “Apresentação do Senhor” porque neste dia, 40 após o seu nascimento, Cristo foi apresentado no Templo por Maria e José, e foi oferecido o sacrifício de resgate do primogênito previsto pela lei mosaica (cf. Ex 13,1-16). Essa festa também é chamada de Festa da Purificação de Maria, porque neste dia, ao apresentar seu filho no Templo, Maria também fez a “purificação”, que era prevista para toda mulher judia 40 dias após o parto, quando cessava o seu fluxo mais longo (cf. Lv 12).

O tema da luz sobressai na perícope lucana lida nesta liturgia da Palavra. O ancião Simeão toma o menino em seus braços, e entoa, então, um cântico que passou para a tradição da Igreja como o cântico evangélico da oração de Completas: o Nunc Dimittis, que são as primeiras palavras do mesmo cântico que diz: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (cf. Lc 2,29-32). Em virtude disso, segundo uma antiga tradição que remonta ao século 20, a liturgia deste dia começa com a solene bênção e procissão das velas.

A liturgia da Palavra que hoje ouvimos nos traz, na primeira leitura, um trecho do final do livro do profeta Malaquias. Este trecho, de tom marcadamente escatológico, retoma um tema comum a alguns dos 12 profetas menores: o Dia de YHWH, o dia no qual Deus se manifestará a Israel de uma maneira nova e definitiva. O profeta fala em nome do próprio Deus, anunciando a sua vinda, que será precedida pela de seu mensageiro. O Senhor, o Anjo da Aliança, o próprio Deus virá a seu Templo e purificará os filhos de Levi, os sacerdotes, para que a oferenda de Judá e Jerusalém seja, de novo, pura aos olhos d’Ele. Deus mesmo intervirá, a fim de que o povo possa oferecer, através dos sacerdotes, sacrifícios que sejam dignos d’Ele.
Vemos a realização plena desta profecia no Evangelho. Cristo chega ao Templo, levado por Maria e José, e Ele é o “Senhor”, o “Anjo da Aliança”, aquele que pelo seu sacrifício redentor selará a nova e definitiva Aliança de Deus com os homens (cf. Jr 31,31-34). Em Cristo, o único e eterno sacerdote, e por causa de Cristo, os sacerdotes da nova aliança podem oferecer um sacrifício que seja agradável ao Pai do céu. O seu sacrifício a ser oferecido no patíbulo da Cruz é aqui já sinalizado na oferenda que Jesus e Maria fazem d’Ele ao Pai, embora O resgatem pelo sacrifício previsto pela lei (cf. Lv 12,8 ‘Maria e José levam a oferenda dos pobres: um par de rolas ou dois pombinhos’; Dt 13,13-15). Cristo se revela aqui como o “sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança” que se oferece, a fim “de expiar os pecados do povo” (cf. Segunda Leitura).

Outro aspecto dessa liturgia que merece ser ressaltado é aquele da glória de Cristo que chega ao “Seu Templo”. O Salmo 23, que alguns autores acreditam que faça referência à transladação da arca da aliança feita por Davi (cf. 2Sm 6,12-16). É uma ordem dada “aos frontões e às portas do Templo” para que se abram ao Rei da Glória, que deseja e que deve entrar para tomar posse do seu santuário. A antífona de entrada desta missa de hoje, que infelizmente não é mais cantada nas nossas paróquias, mas substituída por cantos que não possuem o mesmo valor espiritual, é um trecho de outro salmo, o Salmo 47,10-11, e afirma: “Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos”. Contemplamos hoje, nesta festa, o mistério de Cristo que chega ao “seu Templo”, que manifesta a sua glória, glória essa que consiste no seu oferecer-se como sacrifício único e definitivo que nos purifica de nossos pecados. Em Cristo, esvaziamento e glória caminham juntos.

Trazendo o mistério da festa de hoje para a nossa vida cristã, poderíamos refletir no seguinte: nós somos o Templo no qual Cristo deseja habitar; o edifício cristão é a “casa da Igreja”, mas a Igreja, o Templo verdadeiro, somos eu e você. Diante deste mistério poderíamos nos questionar se estamos deixando, tal qual nos exorta o Salmo 23, que o “Rei da Glória” entre em nossa vida e tome posse dela, ou seja, que faça de nós aquilo o que Ele deseja. Poderíamos refletir, ainda, no mistério do Cristo que se oferece ao Pai. Se unimos os nossos sofrimentos a esse oferecimento redentor tudo ganhará novo sentido para nós.

Que hoje nossa oração suba ao Pai, a fim de que, fortalecidos pelo Divino Espírito que Ele sempre derrama sobre nós na liturgia da Igreja, não queiramos mais ficar “mergulhados na noite”, mas nos abramos Àquele que é a luz que veio para “iluminar as nações” e que é a nossa glória.

Liturgia Diária - Tempo Comum

SEGUNDA-FEIRA
Dia 3 de fevereiro
1ª Leitura - 2Sm 15,13-14.30;16,5-13a
Salmo - Sl 3
Evangelho - Mc 5,1-20

TERÇA-FEIRA
Dia 4 de fevereiro
1ª Leitura - 2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30
Salmo - Sl 85
Evangelho - Mc 5,21-43

QUARTA-FEIRA
Dia 5 de fevereiro
1ª leitura - 2Sm 24,2.9-17
Salmo - Sl 31
Evangelho - Mc 6,1-6
QUINTA-FEIRA
Dia 6 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 2,1-4.10-12
Salmo - 1Cr 29
Evangelho - Mc 6,7-13

SEXTA-FEIRA
Dia 7 de fevereiro
1ª Leitura - Eclo 47, 2-13 (gr. 2-11)
Salmo - Sl 17
Evangelho - Mc 6,14-29

SÁBADO
Dia 8 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 3,4-13
Salmo - Sl 118
Evangelho - Mc 6,30-34

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31/01/2014 00:00 - Atualizado em 31/01/2014 16:05

4º DOMINGO - FESTA DA  APRESENTAÇÃO DO SENHOR - Dia 2 de fevereiro

1ª Leitura - Ml 3,1-4
Salmo -Sl 232ª
Leitura - Hb 2,14-18
Evangelho - Lc 2,22-40

Com estas belíssimas palavras, São Sofrônio explica o sentido da festa que hoje celebramos, neste domingo, Dia do Senhor, nossa solenidade semanal. Essa festa é conhecida por vários nomes. Ela é chamada de “Apresentação do Senhor” porque neste dia, 40 após o seu nascimento, Cristo foi apresentado no Templo por Maria e José, e foi oferecido o sacrifício de resgate do primogênito previsto pela lei mosaica (cf. Ex 13,1-16). Essa festa também é chamada de Festa da Purificação de Maria, porque neste dia, ao apresentar seu filho no Templo, Maria também fez a “purificação”, que era prevista para toda mulher judia 40 dias após o parto, quando cessava o seu fluxo mais longo (cf. Lv 12).

O tema da luz sobressai na perícope lucana lida nesta liturgia da Palavra. O ancião Simeão toma o menino em seus braços, e entoa, então, um cântico que passou para a tradição da Igreja como o cântico evangélico da oração de Completas: o Nunc Dimittis, que são as primeiras palavras do mesmo cântico que diz: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (cf. Lc 2,29-32). Em virtude disso, segundo uma antiga tradição que remonta ao século 20, a liturgia deste dia começa com a solene bênção e procissão das velas.

A liturgia da Palavra que hoje ouvimos nos traz, na primeira leitura, um trecho do final do livro do profeta Malaquias. Este trecho, de tom marcadamente escatológico, retoma um tema comum a alguns dos 12 profetas menores: o Dia de YHWH, o dia no qual Deus se manifestará a Israel de uma maneira nova e definitiva. O profeta fala em nome do próprio Deus, anunciando a sua vinda, que será precedida pela de seu mensageiro. O Senhor, o Anjo da Aliança, o próprio Deus virá a seu Templo e purificará os filhos de Levi, os sacerdotes, para que a oferenda de Judá e Jerusalém seja, de novo, pura aos olhos d’Ele. Deus mesmo intervirá, a fim de que o povo possa oferecer, através dos sacerdotes, sacrifícios que sejam dignos d’Ele.
Vemos a realização plena desta profecia no Evangelho. Cristo chega ao Templo, levado por Maria e José, e Ele é o “Senhor”, o “Anjo da Aliança”, aquele que pelo seu sacrifício redentor selará a nova e definitiva Aliança de Deus com os homens (cf. Jr 31,31-34). Em Cristo, o único e eterno sacerdote, e por causa de Cristo, os sacerdotes da nova aliança podem oferecer um sacrifício que seja agradável ao Pai do céu. O seu sacrifício a ser oferecido no patíbulo da Cruz é aqui já sinalizado na oferenda que Jesus e Maria fazem d’Ele ao Pai, embora O resgatem pelo sacrifício previsto pela lei (cf. Lv 12,8 ‘Maria e José levam a oferenda dos pobres: um par de rolas ou dois pombinhos’; Dt 13,13-15). Cristo se revela aqui como o “sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança” que se oferece, a fim “de expiar os pecados do povo” (cf. Segunda Leitura).

Outro aspecto dessa liturgia que merece ser ressaltado é aquele da glória de Cristo que chega ao “Seu Templo”. O Salmo 23, que alguns autores acreditam que faça referência à transladação da arca da aliança feita por Davi (cf. 2Sm 6,12-16). É uma ordem dada “aos frontões e às portas do Templo” para que se abram ao Rei da Glória, que deseja e que deve entrar para tomar posse do seu santuário. A antífona de entrada desta missa de hoje, que infelizmente não é mais cantada nas nossas paróquias, mas substituída por cantos que não possuem o mesmo valor espiritual, é um trecho de outro salmo, o Salmo 47,10-11, e afirma: “Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos”. Contemplamos hoje, nesta festa, o mistério de Cristo que chega ao “seu Templo”, que manifesta a sua glória, glória essa que consiste no seu oferecer-se como sacrifício único e definitivo que nos purifica de nossos pecados. Em Cristo, esvaziamento e glória caminham juntos.

Trazendo o mistério da festa de hoje para a nossa vida cristã, poderíamos refletir no seguinte: nós somos o Templo no qual Cristo deseja habitar; o edifício cristão é a “casa da Igreja”, mas a Igreja, o Templo verdadeiro, somos eu e você. Diante deste mistério poderíamos nos questionar se estamos deixando, tal qual nos exorta o Salmo 23, que o “Rei da Glória” entre em nossa vida e tome posse dela, ou seja, que faça de nós aquilo o que Ele deseja. Poderíamos refletir, ainda, no mistério do Cristo que se oferece ao Pai. Se unimos os nossos sofrimentos a esse oferecimento redentor tudo ganhará novo sentido para nós.

Que hoje nossa oração suba ao Pai, a fim de que, fortalecidos pelo Divino Espírito que Ele sempre derrama sobre nós na liturgia da Igreja, não queiramos mais ficar “mergulhados na noite”, mas nos abramos Àquele que é a luz que veio para “iluminar as nações” e que é a nossa glória.

Liturgia Diária - Tempo Comum

SEGUNDA-FEIRA
Dia 3 de fevereiro
1ª Leitura - 2Sm 15,13-14.30;16,5-13a
Salmo - Sl 3
Evangelho - Mc 5,1-20

TERÇA-FEIRA
Dia 4 de fevereiro
1ª Leitura - 2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30
Salmo - Sl 85
Evangelho - Mc 5,21-43

QUARTA-FEIRA
Dia 5 de fevereiro
1ª leitura - 2Sm 24,2.9-17
Salmo - Sl 31
Evangelho - Mc 6,1-6
QUINTA-FEIRA
Dia 6 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 2,1-4.10-12
Salmo - 1Cr 29
Evangelho - Mc 6,7-13

SEXTA-FEIRA
Dia 7 de fevereiro
1ª Leitura - Eclo 47, 2-13 (gr. 2-11)
Salmo - Sl 17
Evangelho - Mc 6,14-29

SÁBADO
Dia 8 de fevereiro
1ª Leitura - 1Rs 3,4-13
Salmo - Sl 118
Evangelho - Mc 6,30-34

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida