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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/12/2021

06 de Dezembro de 2021

Quem é Jesus ?

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11/09/2021 22:58 - Atualizado em 11/09/2021 23:01

Quem é Jesus ? 0

11/09/2021 22:58 - Atualizado em 11/09/2021 23:01

Estamos celebrando o XXIV domingo do tempo comum. A liturgia nos apresenta por meio do Evangelho que Jesus está a caminho de Jerusalém. E enquanto caminhava perguntou, em tom familiar, aos discípulos que O acompanhavam: “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27-35). E eles, com simplicidade, contaram-lhe o que lhes chegava aos ouvidos: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias… Então Ele voltou a interrogá-los: “E vós, quem dizeis que eu sou? ”. Eis a grande pergunta de sempre e que cada um de nós deverá sempre responder atualizando sua experiência de encontro como Senhor.

Na primeira leitura – Is 50,5-9a – temos o episódio do Servo Sofredor. O profeta Isaías descreveu, antecipadamente, o sofrimento da Paixão e Morte de Jesus; e sua descrição foi, inclusive, confirmada pelas marcas deixadas gravadas no célebre “Sudário de Turim! ”. Os primeiros cristãos o identificaram como prefiguração de Jesus, o Messias crucificado por amor e fidelidade aos propósitos do Pai.

Na segunda leitura – Tg 2,14-18 – o Apóstolo, São Tiago, orienta-nos a respeito da verdadeira fé que precisa ser acompanhada de obras para ser verdadeira! Para consolar um faminto não é suficiente uma palavra de carinho… é necessário saciar sua fome de pão!

O profeta Isaias parece um jornalista que descreve a Paixão de Jesus como quem assistiu o sacrifício redentor do próprio Deus! Nós fomos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus! Ele morreu na cruz, suportando dores infinitas. Nossa prática religiosa deve ser de verdade e não de apenas palavras. Nossa fé em Jesus deve manifestar-se mediante obras concretas (obras)! Pois, São Tiago afirma: “Se a fé não se traduz em obras, por si só está morta!” A fé é o amor que devemos ter por Jesus, amor de verdade; Ele nos amou de verdade e nós de igual maneira devemos amar de verdade e de sangue, dar nossa vida por Ele!

No Evangelho – Mc 8,27-35 – não é suficiente confessar a divindade de Jesus; é necessário segui-lo no caminho da Cruz. A confissão da divindade de Jesus exige nossa conversão, precisamos viver como Jesus cumprindo a vontade do Pai para a redenção do mundo.

Jesus explicava aos discípulos que a sua Missão messiânica passa pela Cruz. Pedro reage e tenta afastar Jesus do Plano do Pai. Jesus lhe responde: “Vai para longe de mim, satanás! Porém, antes Pedro dissera: “Tu és o Messias”. Os Apóstolos, pela boca de Pedro, deram a Jesus a resposta certa depois de dois anos de convivência e trato. Nós, como eles, “temos de percorrer um caminho de escuta atenta, diligente. Temos de ir à escola dos primeiros discípulos, que são as suas testemunhas e os nossos mestres, e ao mesmo tempo temos de receber a experiência e o testemunho nada menos que de vinte séculos de história sulcados pela pergunta do Mestre e enriquecidos pelo imenso coro das respostas dos fiéis de todos os tempos e lugares” (São João Paulo II).

A primeira preocupação do cristão deve, pois, consistir em viver a vida de Cristo, em incorporar-se a Ele, como os ramos à videira. O ramo depende da união com a videira, que lhe envia a seiva vivificante; separado dela, seca e é lançado ao fogo. Diz Jesus: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

Quando Jesus disse “se alguém quer vir após Mim…”, tinha presente que o cumprimento da Sua missão O levaria à morte de cruz; por isso fala claramente da Sua Paixão. Mas também a vida cristã, vivida como se deve viver, com todas as suas exigências, é uma cruz que se deve levar em seguimento de Cristo.

A Cruz é sinal do cristão. Está presente em toda parte, com muitos nomes. Que o Senhor nos conceda a graça de também segui-Lo na Cruz; de perder a vida por causa de Cristo para salvá-la. Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, criou-o livre, mas ele sucumbiu à tentação da serpente, pecou e perdeu toda a graça divina com que estava ornado desde a criação! Mas Deus não se deixou vencer pela serpente: planejou seu resgate mediante a cruz! Nós fomos resgatados pela Cruz de Jesus, que iremos celebrar no próximo dia 14! O Sangue divino, derramado na cruz e na vida sofrida de Jesus. Este é o mistério incompreensível do amor divino: Somos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ





 
 
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11/09/2021 22:58 - Atualizado em 11/09/2021 23:01

Estamos celebrando o XXIV domingo do tempo comum. A liturgia nos apresenta por meio do Evangelho que Jesus está a caminho de Jerusalém. E enquanto caminhava perguntou, em tom familiar, aos discípulos que O acompanhavam: “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27-35). E eles, com simplicidade, contaram-lhe o que lhes chegava aos ouvidos: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias… Então Ele voltou a interrogá-los: “E vós, quem dizeis que eu sou? ”. Eis a grande pergunta de sempre e que cada um de nós deverá sempre responder atualizando sua experiência de encontro como Senhor.

Na primeira leitura – Is 50,5-9a – temos o episódio do Servo Sofredor. O profeta Isaías descreveu, antecipadamente, o sofrimento da Paixão e Morte de Jesus; e sua descrição foi, inclusive, confirmada pelas marcas deixadas gravadas no célebre “Sudário de Turim! ”. Os primeiros cristãos o identificaram como prefiguração de Jesus, o Messias crucificado por amor e fidelidade aos propósitos do Pai.

Na segunda leitura – Tg 2,14-18 – o Apóstolo, São Tiago, orienta-nos a respeito da verdadeira fé que precisa ser acompanhada de obras para ser verdadeira! Para consolar um faminto não é suficiente uma palavra de carinho… é necessário saciar sua fome de pão!

O profeta Isaias parece um jornalista que descreve a Paixão de Jesus como quem assistiu o sacrifício redentor do próprio Deus! Nós fomos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus! Ele morreu na cruz, suportando dores infinitas. Nossa prática religiosa deve ser de verdade e não de apenas palavras. Nossa fé em Jesus deve manifestar-se mediante obras concretas (obras)! Pois, São Tiago afirma: “Se a fé não se traduz em obras, por si só está morta!” A fé é o amor que devemos ter por Jesus, amor de verdade; Ele nos amou de verdade e nós de igual maneira devemos amar de verdade e de sangue, dar nossa vida por Ele!

No Evangelho – Mc 8,27-35 – não é suficiente confessar a divindade de Jesus; é necessário segui-lo no caminho da Cruz. A confissão da divindade de Jesus exige nossa conversão, precisamos viver como Jesus cumprindo a vontade do Pai para a redenção do mundo.

Jesus explicava aos discípulos que a sua Missão messiânica passa pela Cruz. Pedro reage e tenta afastar Jesus do Plano do Pai. Jesus lhe responde: “Vai para longe de mim, satanás! Porém, antes Pedro dissera: “Tu és o Messias”. Os Apóstolos, pela boca de Pedro, deram a Jesus a resposta certa depois de dois anos de convivência e trato. Nós, como eles, “temos de percorrer um caminho de escuta atenta, diligente. Temos de ir à escola dos primeiros discípulos, que são as suas testemunhas e os nossos mestres, e ao mesmo tempo temos de receber a experiência e o testemunho nada menos que de vinte séculos de história sulcados pela pergunta do Mestre e enriquecidos pelo imenso coro das respostas dos fiéis de todos os tempos e lugares” (São João Paulo II).

A primeira preocupação do cristão deve, pois, consistir em viver a vida de Cristo, em incorporar-se a Ele, como os ramos à videira. O ramo depende da união com a videira, que lhe envia a seiva vivificante; separado dela, seca e é lançado ao fogo. Diz Jesus: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

Quando Jesus disse “se alguém quer vir após Mim…”, tinha presente que o cumprimento da Sua missão O levaria à morte de cruz; por isso fala claramente da Sua Paixão. Mas também a vida cristã, vivida como se deve viver, com todas as suas exigências, é uma cruz que se deve levar em seguimento de Cristo.

A Cruz é sinal do cristão. Está presente em toda parte, com muitos nomes. Que o Senhor nos conceda a graça de também segui-Lo na Cruz; de perder a vida por causa de Cristo para salvá-la. Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, criou-o livre, mas ele sucumbiu à tentação da serpente, pecou e perdeu toda a graça divina com que estava ornado desde a criação! Mas Deus não se deixou vencer pela serpente: planejou seu resgate mediante a cruz! Nós fomos resgatados pela Cruz de Jesus, que iremos celebrar no próximo dia 14! O Sangue divino, derramado na cruz e na vida sofrida de Jesus. Este é o mistério incompreensível do amor divino: Somos resgatados pelo Sangue do Filho de Deus.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ





 
 
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro