Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2021

28 de Novembro de 2021

Na casa da Mãe Aparecida

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Na casa da Mãe Aparecida 0

28/08/2021 15:25

“Que alegria em tua casa entrar, Maria! Bater à porta do teu Coração de Mãe!” (Na casa da mãe Aparecida, hinário da CNBB). O texto é de nossa amiga Irmã Miria Terezinha Kolling, de saudosa memória e que tanto contribuiu com a Igreja no Brasil com suas formações em canto litúrgico pastoral. Aqui estamos como peregrinos. Como São Bernardo nós vimos buscar a luz da estrela e invocar Maria para que nos indique o caminho para o porto seguro que é Jesus Cristo: “olha para a estrela – invoca Maria”. Aqui voltamos como é nossa tradição centenária no último final de semana de agosto com o nosso povo presente e também a distância, mas com o coração aberto às inspirações do Senhor.

É exatamente assim que nos sentimos quando vamos a casa de nossa Mãe Aparecida. Neste último sábado do mês vocacional como é tradição, dia 28 de agosto, estamos como família arquidiocesana da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, pedindo e agradecendo a padroeira do Brasil por muitas bênçãos e graças derramadas sobre a nossa Igreja Particular. Neste ano tivemos a oportunidade de celebrar no Rio de Janeiro os 90 anos da visita da imagem histórica quando da proclamação de N. Sra. Aparecida como Padroeira do Brasil. Um grande momento de memória e de emoção. Trazemos hoje aqui as dores e as alegrias do nosso povo. Tantas situações dolorosas não só pela doença ou pela economia, mas de violências, divisões, perseguições. Trazemos as dores e angustias, mas também as esperanças e alegrias de um povo forte.

Respeitando todos os protocolos de segurança de saúde a Romaria Anual da Arquidiocese do Rio de Janeiro tem como tema: “Com Maria, solidários com a humanidade!”, como uma preparação para 2022, quando a Arquidiocese, na vigência do 13º. Plano de Pastoral de Conjunto, e em sintonia com as Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil fará a experiência do Pilar da Caridade e, assim, viver o Ano da Comunhão. É também a reflexão das experiências que vivemos nestes dois anos de pandemia: a solidariedade com todos!

A Casa de Nossa Senhora é uma janela que se abre para o céu. Quando vamos ao encontro da Mãe Aparecida, é Ela quem nos recebe. Ela nos acolhe, nos abraça e nos conduz ao seu filho Jesus. O Santuário Nacional nos abraça e parece sorrir para cada fiel que aqui chega, com suas dores e alegrias, angústias e agradecimentos.

Todas as vezes que saímos de nossas casas para nos dirigir à Aparecida, devemos lembrar com carinho das palavras de São João Paulo II ao dizer que no Santuário Nacional de Aparecida pulsa o coração católico do Brasil, para ali se voltam os anseios da fé e piedade deste povo brasileiro. Aos pés da Virgem Mãe, apresentamos nossos pedidos e súplicas certos de que serão apresentados ao Pai das Misericórdias. Estas paredes são testemunhas de muitos milagres, conversões, histórias, superações, alegrias de nosso povo devoto que na Casa da Mãe vive sua comunhão com o Deus de Jesus Cristo.

Aparecida é o lugar dos que buscam constantemente a santidade a vida com Jesus numa caminhada de conversão. O Santuário Nacional faz ecoar em nossos corações o imperativo evangélico da santidade. Somos impelidos pelo próprio Cristo a almejarmos a perfeição divina: Sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito! Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Devemos ter a consciência que somos frágeis e pecadores e que sozinhos, sem o auxílio da graça e da misericórdia de Deus, não conseguimos muitas coisas. O ideal da perfeição excede os limites da condição humana ferida pelo pecado. Ao mesmo tempo, estes limites, unidos ao nosso desejo de plenitude, nos faz almejar a fonte inesgotável da vida e da felicidade: o próprio Deus.

Nesta casa mariana e materna, nossos olhos da fé contemplam o Ressuscitado e nos deixamos atrair pelo poder do seu amor que nos amou até o fim. E o amor não pode morrer, não deixa morrer nem permanecer na morte. O amor vive! Cristo vive! No Cristo, o pão vivo descido do pão, o Vivente, o Vencedor, o autor e consumador da nossa fé, experimentamos o remédio e a resposta para nossas angústias e temores frente à morte. Sem o Ressuscitado não podemos fazer nada diante do drama e do enigma da morte com a qual nos defrontamos a cada instante. Ele nos abre as portas da eternidade, como rezamos num dos prefácios do tempo pascal. Ele mata nossa sede de imortalidade.

Neste tempo incerto, difícil e desafiador, a Igreja do Rio de Janeiro, toma a estrada, faz-se peregrina e romeira, para nesta grande e bela casa, metáfora do coração da Mãe de Jesus e da Igreja, fazer memória d’Aquele que venceu a morte, d’Aquele que é o princípio e o fim da história, o alfa e o ômega. E neste arco do início ao fim da história da fé cristã, nossa Igreja Arquidiocesana celebra o empenho e a dedicação na missão, de seguimento, de anúncio, de conversão na direção do Reino, nestas terras marianas, onde o rio faz um “M”. E eu, com gratidão a Deus e junto com meu povo, celebro com tantos romeiros de tantos lugares do Brasil a nossa tradicional romaria deste povo tão querido. Diferente sim, mas com o mesmo fervor e alegria.

Deus fez maravilhas entre nós. Os esforços desta nossa Igreja Particular nestes tempos tão diferentes não foram em vão. Penso em pessoas, penso na ação pastoral, em tantos trabalhos das pastorais, movimentos, comunidades, penso na missão corajosa dos nossos padres e diáconos, penso nas vocações que Deus nos envia com generosidade, penso nas muitas ações sociais, educacionais e culturais, penso nas nossas mídias que evangelizam, penso no Seminário Arquidiocesano São José – centro de nossa atenção não só em agosto, mas em todo o ano – que nossa gente ajuda, penso nos sonhos de futuro para nossa Igreja. Temos muito ainda a fazer, muito de que nos converter, muito para sonhar. Temos uma bela cidade marcada, porém pela violência e pobreza. Temos muitas polarizações e divisões. Mas tudo é graça, tudo é dom, tudo é maravilha de Deus em nós, para nós e conosco. Experimentamos muitos frutos neste tempo da graça do Senhor, na história que construímos com ele, nos cansaços pelo Reino.

Há um único desejo quando chegamos aqui! Queremos primeiramente consagrar neste ano pastoral da solidariedade a nossa Arquidiocese a Ela, fazendo-nos obedientes a Deus como a nossa Mãe e servos que a escutam e fazem tudo o que seu Filho nos disse, mantendo nossos olhos fitos n’Ele. Em segundo lugar, sob a luz do Espírito, suplicamos à Mãe Maria que nos ajude a fazer os discernimentos necessários à missão, formando discípulos missionários, como São Paulo toma consigo e educa a Timóteo, e discernindo, como eles, também aonde ir hoje, a quem ir primeiro, estabelecendo prioridades e preferências, evangelizando o mundo urbano, nos seus novos formatos e desafios. Pedimos discernimento para estar junto com o nosso povo na sua pluriformidade nestes próximos tempos que se avizinham e que trazem tantas preocupações de embates. Por fim, pedimos à Mãe Aparecida que nos ajude a conviver e suportar as perseguições e sofrimentos por causa do nome de Jesus, do seu Evangelho e do seu Reino; sobretudo num tempo em que a Igreja experimenta polarizações e intolerâncias também do lado de dentro de si mesma. Aí não podemos perder nem a paz nem a ternura!

“Com Maria, solidários com a humanidade!”. Diante de Nossa Senhora Aparecida queremos pedir a sua proteção e o seu auxílio para que vivamos a experiência do Pilar da Caridade. À vossa proteção recorremos ó Mãe de Deus! Lembrai-Vos ó piíssima Virgem Maria...” Nesta casa da Mãe, nossa Igreja do Rio de Janeiro pede a Ela que cuide de nós, “agora e na hora de nossa morte”. A Ela, todos os dias, suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas e de alegrias, de missão e de fadigas, de cruz e de glória, de vida e de morte. E peçamos humildemente: “depois deste desterro, ó Mãe, mostra-nos Jesus, bendito fruto do teu ventre”, porque Ele, e só Ele, é o motivo, o sentido e o fim da nossa vida e da nossa fé. Fomos criados por Ele e para Ele! A sua morte matou a nossa. Cristo, teu Filho, ressuscitou e nós com Ele! Dá-nos, teu Jesus, ó Mãe, quando a noite do fim chegar. Amém.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


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“Que alegria em tua casa entrar, Maria! Bater à porta do teu Coração de Mãe!” (Na casa da mãe Aparecida, hinário da CNBB). O texto é de nossa amiga Irmã Miria Terezinha Kolling, de saudosa memória e que tanto contribuiu com a Igreja no Brasil com suas formações em canto litúrgico pastoral. Aqui estamos como peregrinos. Como São Bernardo nós vimos buscar a luz da estrela e invocar Maria para que nos indique o caminho para o porto seguro que é Jesus Cristo: “olha para a estrela – invoca Maria”. Aqui voltamos como é nossa tradição centenária no último final de semana de agosto com o nosso povo presente e também a distância, mas com o coração aberto às inspirações do Senhor.

É exatamente assim que nos sentimos quando vamos a casa de nossa Mãe Aparecida. Neste último sábado do mês vocacional como é tradição, dia 28 de agosto, estamos como família arquidiocesana da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, pedindo e agradecendo a padroeira do Brasil por muitas bênçãos e graças derramadas sobre a nossa Igreja Particular. Neste ano tivemos a oportunidade de celebrar no Rio de Janeiro os 90 anos da visita da imagem histórica quando da proclamação de N. Sra. Aparecida como Padroeira do Brasil. Um grande momento de memória e de emoção. Trazemos hoje aqui as dores e as alegrias do nosso povo. Tantas situações dolorosas não só pela doença ou pela economia, mas de violências, divisões, perseguições. Trazemos as dores e angustias, mas também as esperanças e alegrias de um povo forte.

Respeitando todos os protocolos de segurança de saúde a Romaria Anual da Arquidiocese do Rio de Janeiro tem como tema: “Com Maria, solidários com a humanidade!”, como uma preparação para 2022, quando a Arquidiocese, na vigência do 13º. Plano de Pastoral de Conjunto, e em sintonia com as Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil fará a experiência do Pilar da Caridade e, assim, viver o Ano da Comunhão. É também a reflexão das experiências que vivemos nestes dois anos de pandemia: a solidariedade com todos!

A Casa de Nossa Senhora é uma janela que se abre para o céu. Quando vamos ao encontro da Mãe Aparecida, é Ela quem nos recebe. Ela nos acolhe, nos abraça e nos conduz ao seu filho Jesus. O Santuário Nacional nos abraça e parece sorrir para cada fiel que aqui chega, com suas dores e alegrias, angústias e agradecimentos.

Todas as vezes que saímos de nossas casas para nos dirigir à Aparecida, devemos lembrar com carinho das palavras de São João Paulo II ao dizer que no Santuário Nacional de Aparecida pulsa o coração católico do Brasil, para ali se voltam os anseios da fé e piedade deste povo brasileiro. Aos pés da Virgem Mãe, apresentamos nossos pedidos e súplicas certos de que serão apresentados ao Pai das Misericórdias. Estas paredes são testemunhas de muitos milagres, conversões, histórias, superações, alegrias de nosso povo devoto que na Casa da Mãe vive sua comunhão com o Deus de Jesus Cristo.

Aparecida é o lugar dos que buscam constantemente a santidade a vida com Jesus numa caminhada de conversão. O Santuário Nacional faz ecoar em nossos corações o imperativo evangélico da santidade. Somos impelidos pelo próprio Cristo a almejarmos a perfeição divina: Sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito! Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Devemos ter a consciência que somos frágeis e pecadores e que sozinhos, sem o auxílio da graça e da misericórdia de Deus, não conseguimos muitas coisas. O ideal da perfeição excede os limites da condição humana ferida pelo pecado. Ao mesmo tempo, estes limites, unidos ao nosso desejo de plenitude, nos faz almejar a fonte inesgotável da vida e da felicidade: o próprio Deus.

Nesta casa mariana e materna, nossos olhos da fé contemplam o Ressuscitado e nos deixamos atrair pelo poder do seu amor que nos amou até o fim. E o amor não pode morrer, não deixa morrer nem permanecer na morte. O amor vive! Cristo vive! No Cristo, o pão vivo descido do pão, o Vivente, o Vencedor, o autor e consumador da nossa fé, experimentamos o remédio e a resposta para nossas angústias e temores frente à morte. Sem o Ressuscitado não podemos fazer nada diante do drama e do enigma da morte com a qual nos defrontamos a cada instante. Ele nos abre as portas da eternidade, como rezamos num dos prefácios do tempo pascal. Ele mata nossa sede de imortalidade.

Neste tempo incerto, difícil e desafiador, a Igreja do Rio de Janeiro, toma a estrada, faz-se peregrina e romeira, para nesta grande e bela casa, metáfora do coração da Mãe de Jesus e da Igreja, fazer memória d’Aquele que venceu a morte, d’Aquele que é o princípio e o fim da história, o alfa e o ômega. E neste arco do início ao fim da história da fé cristã, nossa Igreja Arquidiocesana celebra o empenho e a dedicação na missão, de seguimento, de anúncio, de conversão na direção do Reino, nestas terras marianas, onde o rio faz um “M”. E eu, com gratidão a Deus e junto com meu povo, celebro com tantos romeiros de tantos lugares do Brasil a nossa tradicional romaria deste povo tão querido. Diferente sim, mas com o mesmo fervor e alegria.

Deus fez maravilhas entre nós. Os esforços desta nossa Igreja Particular nestes tempos tão diferentes não foram em vão. Penso em pessoas, penso na ação pastoral, em tantos trabalhos das pastorais, movimentos, comunidades, penso na missão corajosa dos nossos padres e diáconos, penso nas vocações que Deus nos envia com generosidade, penso nas muitas ações sociais, educacionais e culturais, penso nas nossas mídias que evangelizam, penso no Seminário Arquidiocesano São José – centro de nossa atenção não só em agosto, mas em todo o ano – que nossa gente ajuda, penso nos sonhos de futuro para nossa Igreja. Temos muito ainda a fazer, muito de que nos converter, muito para sonhar. Temos uma bela cidade marcada, porém pela violência e pobreza. Temos muitas polarizações e divisões. Mas tudo é graça, tudo é dom, tudo é maravilha de Deus em nós, para nós e conosco. Experimentamos muitos frutos neste tempo da graça do Senhor, na história que construímos com ele, nos cansaços pelo Reino.

Há um único desejo quando chegamos aqui! Queremos primeiramente consagrar neste ano pastoral da solidariedade a nossa Arquidiocese a Ela, fazendo-nos obedientes a Deus como a nossa Mãe e servos que a escutam e fazem tudo o que seu Filho nos disse, mantendo nossos olhos fitos n’Ele. Em segundo lugar, sob a luz do Espírito, suplicamos à Mãe Maria que nos ajude a fazer os discernimentos necessários à missão, formando discípulos missionários, como São Paulo toma consigo e educa a Timóteo, e discernindo, como eles, também aonde ir hoje, a quem ir primeiro, estabelecendo prioridades e preferências, evangelizando o mundo urbano, nos seus novos formatos e desafios. Pedimos discernimento para estar junto com o nosso povo na sua pluriformidade nestes próximos tempos que se avizinham e que trazem tantas preocupações de embates. Por fim, pedimos à Mãe Aparecida que nos ajude a conviver e suportar as perseguições e sofrimentos por causa do nome de Jesus, do seu Evangelho e do seu Reino; sobretudo num tempo em que a Igreja experimenta polarizações e intolerâncias também do lado de dentro de si mesma. Aí não podemos perder nem a paz nem a ternura!

“Com Maria, solidários com a humanidade!”. Diante de Nossa Senhora Aparecida queremos pedir a sua proteção e o seu auxílio para que vivamos a experiência do Pilar da Caridade. À vossa proteção recorremos ó Mãe de Deus! Lembrai-Vos ó piíssima Virgem Maria...” Nesta casa da Mãe, nossa Igreja do Rio de Janeiro pede a Ela que cuide de nós, “agora e na hora de nossa morte”. A Ela, todos os dias, suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas e de alegrias, de missão e de fadigas, de cruz e de glória, de vida e de morte. E peçamos humildemente: “depois deste desterro, ó Mãe, mostra-nos Jesus, bendito fruto do teu ventre”, porque Ele, e só Ele, é o motivo, o sentido e o fim da nossa vida e da nossa fé. Fomos criados por Ele e para Ele! A sua morte matou a nossa. Cristo, teu Filho, ressuscitou e nós com Ele! Dá-nos, teu Jesus, ó Mãe, quando a noite do fim chegar. Amém.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro