Arquidiocese do Rio de Janeiro

29º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2020

28 de Novembro de 2020

A Deus o que é de Deus

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28 de Novembro de 2020

A Deus o que é de Deus

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A Deus o que é de Deus 0

18/10/2020 23:37

Celebramos neste domingo o 29º Domingo do Tempo Comum, já nos aproximando do fim desse ano litúrgico e recordando que este domingo é o Dia Mundial das Missões e da Pontifícia Obra da Infância Missionária. Neste domingo também temos uma coleta pelas missões e pela santa infância em que manifestamos nossa unidade com a igreja missionária e com o Santo Padre. Somos imbuídos para que através do Espírito Santo possamos ser mais caridosos com os irmãos, sobretudo os mais necessitados, cumprimento assim com a missão da Igreja.

Na primeira leitura deste domingo (Is 45,1.4-6), o Senhor fala sobre Ciro que foi rei da Pérsia e resgatou o povo de Deus do exílio da Babilônia. Ele foi um sinal para o povo de Deus, a fim de mostrar que o Deus de Israel é único e não se deve adorar e se prostrar diante de outros deuses. Ele é o Senhor que os libertou da escravidão do Egito, caminhou no deserto com eles e os conduziu a terra prometida. E Ciro foi um “enviado” de Deus para resgatá-los do exílio em que se encontravam e mostrar para eles que o Deus de Israel é único.

Hoje em dia existem muitos “ídolos” que querem tomar o lugar de Deus e nos quais muitas vezes nos ajoelhamos e prostramos. Só que esses “ídolos” nos levarão para a perdição e somente o Deus de Israel nos levará para a Salvação.

O salmo responsorial 95 (96) nos diz em seu refrão “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória! Ou seja, todas as famílias do mundo inteiro devem adorar ao Senhor de Israel e dando-lhe a glória que é devida ao seu nome. Somente Ele deve reinar sobre nós e nenhum outro, somente a ele devemos prestar culto.

Na segunda leitura (1Ts 1,1-5b), Paulo se alegra com a comunidade de Tessalônica pela perseverança deles no conhecimento da fé e da doutrina e por serem firmes na caridade e na missão. Tudo isso só foi possível por causa da atuação do Espírito Santo que os cumulou de toda a abundância de graças e os enviou em missão. Nos dias de hoje somos cumulados desse mesmo espírito que recebemos no batismo e por meio dele compreendemos a nossa fé e a doutrina da Igreja e saímos em missão para evangelizar.

No Evangelho dominical (Mt 22,15-21) os fariseus fazem um plano para apanhar Jesus em alguma palavra e assim terem motivo para condená-lo. Apresentam uma moeda a Jesus e perguntam a Ele se é lícito ou não pagar o imposto a César. Jesus sabendo da intenção deles pede para que mostrem a moeda e pergunta: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?”, eles respondem que é de César e Jesus então lhes diz: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Com isso Jesus quis dizer que a lei dos homens é dos homens e a lei de Deus é de Deus. Porém não podemos esquecer que devemos seguir a lei de Deus que é, sobretudo, amar aos irmãos sem medida. Uma não subtrai a outra, mas devemos ter a justa medida. Não devemos ficar “presos” a nenhuma das leis, mas vive-las com liberdade, pois foi para isso que Deus nos criou.

Podemos observar nesse Evangelho que Jesus não toma partido algum, se Ele dissesse que era lícito pagar o imposto a César iam dizer que Ele era a favor do governo, que era o império Romano e se Ele dissesse que não era lícito iam dizer que Ele era contrario ao governo e iam arrumar pretexto para condená-lo, pois era isso que queriam.

Por isso Jesus diz: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Vivamos na liberdade dos filhos e filhas de Deus, não fiquemos “presos” a nenhuma lei, Deus nos criou para a liberdade. Não sejamos escravos do dinheiro, pois podemos amar mais o dinheiro do que a Deus. Tenhamos apenas um Senhor na nossa vida, nosso Redentor e Salvador que sempre caminha conosco.

Sejamos missionários! A campanha missionária no Brasil neste ano tem como tema “a vida é missão”. O lema da campanha missionário é o tema que o Papa Francisco desenvolveu em sua mensagem para este dia mundial das missões: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Vivamos a missão no nosso cotidiano! O Papa Francisco nos convida para irmos para as periferias existenciais: “A missão, a “Igreja em saída”, não é um programa, uma intenção a ser concretizada por pura força de vontade. É Cristo que faz a Igreja sair de si mesma. Na missão de anunciar o Evangelho, nos movemos porque o Espírito nos empurra e conduz” (Francisco, Sem Ele nada podemos fazer, 2019, 16-17). Deus sempre nos ama primeiro e com esse amor chega até nós e nos chama. Nossa vocação pessoal vem do fato de sermos filhos e filhas de Deus na Igreja, sua família, irmãos e irmãs no amor que Jesus nos testemunhou. Todos, no entanto, têm uma dignidade humana fundada no convite divino de serem filhos e filhas de Deus e tornar-se, no sacramento do Batismo e na liberdade de fé, o que sempre foram no coração de Deus” https://www.pom.org.br/a-mensagem-do-papa-francisco-para.../, último acesso em 12 de outubro de 2020).

Neste domingo o grupo “Ajuda á Igreja que sofre” promove e incentiva o terço pela paz com as crianças, querendo atingir um milhão de crianças segundo a profecia do São Padre Pio. São belas iniciativas missionárias.

Que o Espírito Santo caminhe conosco e nos encha do espírito missionário nos encorajando para a missão. Sejamos missionários em casa, na escola, no trabalho, aonde estivermos levando a boa nova do Evangelho e a palavra confortadora de Jesus.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



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A Deus o que é de Deus

18/10/2020 23:37

Celebramos neste domingo o 29º Domingo do Tempo Comum, já nos aproximando do fim desse ano litúrgico e recordando que este domingo é o Dia Mundial das Missões e da Pontifícia Obra da Infância Missionária. Neste domingo também temos uma coleta pelas missões e pela santa infância em que manifestamos nossa unidade com a igreja missionária e com o Santo Padre. Somos imbuídos para que através do Espírito Santo possamos ser mais caridosos com os irmãos, sobretudo os mais necessitados, cumprimento assim com a missão da Igreja.

Na primeira leitura deste domingo (Is 45,1.4-6), o Senhor fala sobre Ciro que foi rei da Pérsia e resgatou o povo de Deus do exílio da Babilônia. Ele foi um sinal para o povo de Deus, a fim de mostrar que o Deus de Israel é único e não se deve adorar e se prostrar diante de outros deuses. Ele é o Senhor que os libertou da escravidão do Egito, caminhou no deserto com eles e os conduziu a terra prometida. E Ciro foi um “enviado” de Deus para resgatá-los do exílio em que se encontravam e mostrar para eles que o Deus de Israel é único.

Hoje em dia existem muitos “ídolos” que querem tomar o lugar de Deus e nos quais muitas vezes nos ajoelhamos e prostramos. Só que esses “ídolos” nos levarão para a perdição e somente o Deus de Israel nos levará para a Salvação.

O salmo responsorial 95 (96) nos diz em seu refrão “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória! Ou seja, todas as famílias do mundo inteiro devem adorar ao Senhor de Israel e dando-lhe a glória que é devida ao seu nome. Somente Ele deve reinar sobre nós e nenhum outro, somente a ele devemos prestar culto.

Na segunda leitura (1Ts 1,1-5b), Paulo se alegra com a comunidade de Tessalônica pela perseverança deles no conhecimento da fé e da doutrina e por serem firmes na caridade e na missão. Tudo isso só foi possível por causa da atuação do Espírito Santo que os cumulou de toda a abundância de graças e os enviou em missão. Nos dias de hoje somos cumulados desse mesmo espírito que recebemos no batismo e por meio dele compreendemos a nossa fé e a doutrina da Igreja e saímos em missão para evangelizar.

No Evangelho dominical (Mt 22,15-21) os fariseus fazem um plano para apanhar Jesus em alguma palavra e assim terem motivo para condená-lo. Apresentam uma moeda a Jesus e perguntam a Ele se é lícito ou não pagar o imposto a César. Jesus sabendo da intenção deles pede para que mostrem a moeda e pergunta: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?”, eles respondem que é de César e Jesus então lhes diz: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Com isso Jesus quis dizer que a lei dos homens é dos homens e a lei de Deus é de Deus. Porém não podemos esquecer que devemos seguir a lei de Deus que é, sobretudo, amar aos irmãos sem medida. Uma não subtrai a outra, mas devemos ter a justa medida. Não devemos ficar “presos” a nenhuma das leis, mas vive-las com liberdade, pois foi para isso que Deus nos criou.

Podemos observar nesse Evangelho que Jesus não toma partido algum, se Ele dissesse que era lícito pagar o imposto a César iam dizer que Ele era a favor do governo, que era o império Romano e se Ele dissesse que não era lícito iam dizer que Ele era contrario ao governo e iam arrumar pretexto para condená-lo, pois era isso que queriam.

Por isso Jesus diz: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Vivamos na liberdade dos filhos e filhas de Deus, não fiquemos “presos” a nenhuma lei, Deus nos criou para a liberdade. Não sejamos escravos do dinheiro, pois podemos amar mais o dinheiro do que a Deus. Tenhamos apenas um Senhor na nossa vida, nosso Redentor e Salvador que sempre caminha conosco.

Sejamos missionários! A campanha missionária no Brasil neste ano tem como tema “a vida é missão”. O lema da campanha missionário é o tema que o Papa Francisco desenvolveu em sua mensagem para este dia mundial das missões: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Vivamos a missão no nosso cotidiano! O Papa Francisco nos convida para irmos para as periferias existenciais: “A missão, a “Igreja em saída”, não é um programa, uma intenção a ser concretizada por pura força de vontade. É Cristo que faz a Igreja sair de si mesma. Na missão de anunciar o Evangelho, nos movemos porque o Espírito nos empurra e conduz” (Francisco, Sem Ele nada podemos fazer, 2019, 16-17). Deus sempre nos ama primeiro e com esse amor chega até nós e nos chama. Nossa vocação pessoal vem do fato de sermos filhos e filhas de Deus na Igreja, sua família, irmãos e irmãs no amor que Jesus nos testemunhou. Todos, no entanto, têm uma dignidade humana fundada no convite divino de serem filhos e filhas de Deus e tornar-se, no sacramento do Batismo e na liberdade de fé, o que sempre foram no coração de Deus” https://www.pom.org.br/a-mensagem-do-papa-francisco-para.../, último acesso em 12 de outubro de 2020).

Neste domingo o grupo “Ajuda á Igreja que sofre” promove e incentiva o terço pela paz com as crianças, querendo atingir um milhão de crianças segundo a profecia do São Padre Pio. São belas iniciativas missionárias.

Que o Espírito Santo caminhe conosco e nos encha do espírito missionário nos encorajando para a missão. Sejamos missionários em casa, na escola, no trabalho, aonde estivermos levando a boa nova do Evangelho e a palavra confortadora de Jesus.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro