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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Cristãos leigos

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Cristãos leigos 0

23/08/2020 00:00

No quarto domingo do Mês Vocacional, agosto, celebramos, no Brasil, a oração e o tempo para reflexão sobre os ministérios e serviços na comunidade, todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários, tanto no interno da Igreja como na sociedade. Os cristãos leigos atuam como membros responsáveis na Igreja e em comunhão com os padres e diáconos na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes.

Ser cristão leigo atuante é ter consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino, contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades rumo à Pátria Celeste. Assumir esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.

Os leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo Batismo receberam esta vocação que devem vivê-la intensamente a serviço do Reino de Deus. Na Igreja existem as diversas vocações: a sacerdotal, a diaconal, a missionária, a religiosa, a leiga. Todas são muito importantes e necessárias, pois brotam do Batismo, fonte de todas as vocações.

Dentro da comunidade eclesial, os leigos são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, ministro extraordinário da comunhão eucarística, agente das diferentes pastorais, serviço aos pobres e aos doentes. São chamados também a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando de conselhos pastorais e econômicos.

Apesar desses serviços que desempenham na comunidade eclesial, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades nas quais se encontram no dia a dia. Eis a grande missão: ser sal, luz e fermento do Reino de Deus no mundo em que vivem como sinais de Cristo Ressuscitado, a quem entregaram suas vidas.

Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política e da cultura, nos movimentos populares e sindicais, nos meios de comunicação são chamados a testemunhar, pela palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. Nessas realidades são chamados a desempenhar sua missão, necessária e insubstituível.

O papel do leigo é ser fermento nesses campos de vida e de atuação, ser "sal da terra e luz do mundo". Nesses ambientes deve se empenhar para a construção efetiva do Reino de Deus, "um reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz", como rezamos no prefácio da missa da Festa de Cristo Rei.

O reino de Cristo cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em prol dos irmãos, onde há o respeito pelos outros, onde se luta pela justiça e pela libertação. E tudo isso acontece de modo especial através da atuação dos cristãos leigos. Quando os leigos assumem, de fato, sua missão específica, podemos sonhar com uma nova ordem social. O Concílio Vaticano II e os ensinamentos do Santo Padre insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens criados e sanando os males. Felizmente, muitos têm entendido essa missão e se empenhado para bem cumpri-la.

Vemos com muita esperança o crescimento hoje da tomada de consciência por parte de muitos leigos que compreendem essa índole específica de sua missão. Acreditam nela e procuram exercê-la de modo digno e eficiente, para que se faça cada vez mais concreta a promessa de Jesus: "O Reino de Deus está presente no meio de vós".

Através dos leigos, a Igreja se faz presente nos diversos ambientes sociais, impregnando-os da mensagem de Jesus Cristo, semeando os valores evangélicos da solidariedade e da justiça, empenhando-se decisivamente na construção da sociedade justa, fraterna e solidária, sinal do Reino de Deus.

Na Conferência de Aparecida, os bispos da América Latina voltaram a insistir sobre a urgência da plena participação dos leigos e leigas na vida e na ação da Igreja: “O projeto pastoral da diocese, caminho de pastoral orgânica, deve ser uma resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, de formação e valorização dos agentes e da procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura, mediante o testemunho dos valores evangélicos. Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução” (DAp. 371).

Na perspectiva do Documento de Aparecida o papel dos Leigos e Leigas na vida e missão da Igreja é reconhecido como fundamental.

Quero levar meu abraço de unidade e de ação de graças para todos os fiéis leigos que gastam a sua vida em favor do anúncio do Reino de Deus. Obrigado pelo seu testemunho! Que todos os leigos e leigas cristãos possam reinar com Cristo e como Cristo, descobrindo e realizando plenamente a sua vocação.
 
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro


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23/08/2020 00:00

No quarto domingo do Mês Vocacional, agosto, celebramos, no Brasil, a oração e o tempo para reflexão sobre os ministérios e serviços na comunidade, todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários, tanto no interno da Igreja como na sociedade. Os cristãos leigos atuam como membros responsáveis na Igreja e em comunhão com os padres e diáconos na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes.

Ser cristão leigo atuante é ter consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino, contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades rumo à Pátria Celeste. Assumir esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.

Os leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo Batismo receberam esta vocação que devem vivê-la intensamente a serviço do Reino de Deus. Na Igreja existem as diversas vocações: a sacerdotal, a diaconal, a missionária, a religiosa, a leiga. Todas são muito importantes e necessárias, pois brotam do Batismo, fonte de todas as vocações.

Dentro da comunidade eclesial, os leigos são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, ministro extraordinário da comunhão eucarística, agente das diferentes pastorais, serviço aos pobres e aos doentes. São chamados também a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando de conselhos pastorais e econômicos.

Apesar desses serviços que desempenham na comunidade eclesial, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades nas quais se encontram no dia a dia. Eis a grande missão: ser sal, luz e fermento do Reino de Deus no mundo em que vivem como sinais de Cristo Ressuscitado, a quem entregaram suas vidas.

Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política e da cultura, nos movimentos populares e sindicais, nos meios de comunicação são chamados a testemunhar, pela palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. Nessas realidades são chamados a desempenhar sua missão, necessária e insubstituível.

O papel do leigo é ser fermento nesses campos de vida e de atuação, ser "sal da terra e luz do mundo". Nesses ambientes deve se empenhar para a construção efetiva do Reino de Deus, "um reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz", como rezamos no prefácio da missa da Festa de Cristo Rei.

O reino de Cristo cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em prol dos irmãos, onde há o respeito pelos outros, onde se luta pela justiça e pela libertação. E tudo isso acontece de modo especial através da atuação dos cristãos leigos. Quando os leigos assumem, de fato, sua missão específica, podemos sonhar com uma nova ordem social. O Concílio Vaticano II e os ensinamentos do Santo Padre insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens criados e sanando os males. Felizmente, muitos têm entendido essa missão e se empenhado para bem cumpri-la.

Vemos com muita esperança o crescimento hoje da tomada de consciência por parte de muitos leigos que compreendem essa índole específica de sua missão. Acreditam nela e procuram exercê-la de modo digno e eficiente, para que se faça cada vez mais concreta a promessa de Jesus: "O Reino de Deus está presente no meio de vós".

Através dos leigos, a Igreja se faz presente nos diversos ambientes sociais, impregnando-os da mensagem de Jesus Cristo, semeando os valores evangélicos da solidariedade e da justiça, empenhando-se decisivamente na construção da sociedade justa, fraterna e solidária, sinal do Reino de Deus.

Na Conferência de Aparecida, os bispos da América Latina voltaram a insistir sobre a urgência da plena participação dos leigos e leigas na vida e na ação da Igreja: “O projeto pastoral da diocese, caminho de pastoral orgânica, deve ser uma resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, de formação e valorização dos agentes e da procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura, mediante o testemunho dos valores evangélicos. Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução” (DAp. 371).

Na perspectiva do Documento de Aparecida o papel dos Leigos e Leigas na vida e missão da Igreja é reconhecido como fundamental.

Quero levar meu abraço de unidade e de ação de graças para todos os fiéis leigos que gastam a sua vida em favor do anúncio do Reino de Deus. Obrigado pelo seu testemunho! Que todos os leigos e leigas cristãos possam reinar com Cristo e como Cristo, descobrindo e realizando plenamente a sua vocação.
 
Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro